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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Deificantes orgasmos

Sim, eu te quero de forma precisa, sem erros ou falhas no ato em te possuir. Quero teu corpo, não em um estado abstrato, mas em sua versão mais concreta, com seu cheiro, seu calor e seus fluídos enigmáticos. Não ouse negar esta paixão solar que há entre nós dois, é inconcebível não notar o magnetismo esmagador que existe entre nossos corações.

Sim, eu anseio pelo abismo, mas falo do abismo dos teus seios desnudos, que, com a sua maciez e quentura acalentadoras, recebem meu ósculo e toque visceralmente provocante! Sem a bússola do teu corpo junto ao meu, ando em círculos pela floresta do desejo, sentindo-me perdido a tatear por entre as árvores do medo de não conseguir te achar.

Os corvos negros da solidão crocitam próximos a minh’alma, é quando então levanto meus olhos para o céu dos meus quereres sensuais, onde consigo enxergar o reflexo da beleza do teu rosto de deusa lírica. Tua nudez corpórea, segura em minhas mãos, é tudo que mais quero nesta vida tão temporal, miseravelmente passageira, onde vivemos ansiando pela imortalidade dos prazeres divinos.

Enfio meus dedos ousados em teus orifícios dourados, arrancando de tua garganta sirênica gemidos licenciosos, capazes de fazer o próprio “Fauno” corar do mais completo pudor. Colocando-os e tirando-os continuamente de dentro de ti, faço escorrer de tuas entranhas rubras, o mel delicioso de tua feminilidade sacro-pecadora. Assim, consigo lamber depois estes meus mesmos dedos, lambuzados pelos teus fluídos de donzela profanada!

Licitamente, beijo com minha língua deificada, teu minúsculo clitóris feito de beleza estelar! E deixo-o assim ereto, eletricamente petrificado, ante o carinho libidinoso, desta serpente egípcia sagrada que sai do templo luminoso da minha boca.

É neste instante que noto o teu arfar de gueixa entregue ao meu querer, também percebo o transpirar de tua cútis clara e macia, sinais do prazer ninfomaníaco que agora te visita, pois, somente eu sei todos os segredos de como acarinhar-te segundo o teu absoluto agrado! E é neste exato instante que tu te tornas a minha adorável divindade, enquanto que eu me metamorfoseio no teu mais provocante e tentador demônio.

Castigando deste modo o teu sexo, encharcado por sensações lilithidianas, numa felação que traz em si a mesma cor do sangue dos sátiros, por entre gritinhos e palavras indecorosas, faço-te brotar, com o igual despudoramento de uma deusa da fertilidade, orquídeas rubras de deificantes orgasmos. 

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

       Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

       Para ti, oh, Florbela! 

sábado, 22 de junho de 2019

Desejável fêmea

Meu desejo por ti é uma chama que me abrasa os sentidos, e levado por este abrasamento, causador de elevada excitação, é teu nome que murmuro sob os céus rubros dos quereres sensuais em mim. 

Quando à noite me visitas, em nosso leito dos mais puros deleites, é a tua boca de pantera sedutora que ouso beijar, me elevando às alturas celestiais de um prazer ainda não nomeado!

E o que dizer do cheiro inefável de tua pele branca e macia? Eis que esta tua cútis sedosa cheira a lírios brancos, plantados no jardim divinizante da própria Afrodite. Amo aplicar delicadamente beijos na superfície dela, ungindo-a com o magma do mais febril desejo. Sinto que te deixo toda arrepiada, ao fazer tal carinho, pois de tua boca escapolem os mais ousados e molhados gemidos.

Meu dorso nu também se arrepia quando meus ouvidos captam estes teus sons de gata no cio, de prazeres cárneo-enlouquecedores! Debaixo de minha bermuda, confeccionada com pura seda, vai aos poucos crescendo o “volume” da minha virilidade completamente pandêmica. É como se eu portasse um longo arpão por entre as minhas pernas. Então, tenho de retirar a minha bermuda, e com isto, libero para a delícia da tua visão de mulher-sereia, minha lança peniana que, ereta, deseja absurdamente penetrar no santuário do teu corpo devasso.

Deitado de barriga para cima sobre o colchão de nossa cama, possuo-te sentada sobre mim de pernas abertas, e, ante meu olhar fascinado, tu também tiras um sutiã meia taça e uma minúscula calcinha de renda transparente. Contemplando-te a nudez, sinto a alma carmim dos sátiros a dominar-me de forma absoluta. Temo em perder deste modo o pouco “juízo” que consigo ainda guardar comigo.

Ergo minhas ávidas mãos e seguro teus seios médios e rijos; tocando-te assim, subimos e descemos continuamente em uma gangorra de emoções e sentimentos de pura paixão desenfreada. Com meus polegares, massageio-te as auréolas rosa, sentindo os biquinhos rígidos de teus deliciosos mamilos. Ah, isto é como poder tocar os vulcões horizontais do amor.

Sendo estimulada assim por mim, soltas gritinhos excitados acompanhados por um sorriso demoníacamente lindo, um sorriso que termina em um esgar onde a tentação do prazer licencioso habita plenamente. Enquanto exprimes estes ruídos provocantes com teus lábios desejáveis, te vira e moves as tuas ancas em um movimento circular e insinuante, fazendo com que a minha firme ereção roce deliciosamente em tuas nádegas fartas e firmes.

Então, em um movimento inusitado, te jogas subitamente para frente curvando-se sobre mim, beijas ardentemente meu queixo e depois novamente a minha boca, nossas línguas em uma dança serpentina, furiosamente dionisíaca, se entrelaçam e se enroscam, repetindo mais uma vez um ósculo capaz de nos fazer perder o “Paraíso Adâmico”. Agora, levo as minhas mãos sobre tua delicada cintura, e, com elas, faço-te retomar ao movimento circular de tuas nádegas postas sobre meu corpo. Quase consigo ouvir o canto profano de ninfas das florestas que convidam os sátiros para a cópula divinal. Neste instante, sou Baco divinalmente enlouquecido e tu, entre tantas, és a minha bacante preferida!

Não suportando mais um segundo sequer o adiamento do meu próprio deleite, eu paro de manipular-te, para que continues a rebolar assanhadamente sobre minha virilidade proeminente, e, com um puxão firme de minhas fortes mãos, penetro-te sem dó ou piedade, esquentando, com meu falo em fogo, as tuas entranhas de deusa árabe.

Ao se sentir invadida pelo meu dardo de Adônis apaixonado, do fundo de tua garganta surge um grito de potência sísmica que faz tremer as paredes etéreas do meu ser; minha consciência, aturdida nesta hora, murmura-me: - Agora, nem para ti e muito menos para ela, haverá uma volta! Ou um retorno à razão.

Encaixado em ti, oh, minha amada, sinto como se Dionísio, o deus da loucura sacra, beijasse com ardor nossa paixão sem limites, levando-nos de roldão a um êxtase báquico, despido de qualquer tipo de regras. Desta forma, eu só sei te golpear com meu sexo em riste no orifício áureo do teu, em um vai-e-vem onde as portas do sétimo céu se abrem estrondosas para nós.

Minha língua, ah, esta pequena divindade atrevida, faz-me dirigir-te palavras obscenas, às quais me respondes com prazeroso convite, a enlouquecer-nos vulcanicamente. Neste ínterim, acredite-me, oh, minha donzela lunar, sinto a primavera invadir, com sua diversidade e fartura, nossa paixão profano-sagrada mística, envolvida em seu canto de sereia do Mar Egeu.

Repetindo sucessivamente o entrar e o sair de tuas entranhas de deusa da fertilidade, em um poderoso urro, abro as comportas dos meus orgasmos sobre as terras verdejantes dos teus, esses que tu guardas dentro da tua pirâmide egípcia de gozos inauditos.

Quedo-me em teus braços, ainda tendo minha lança cárneo-pandêmica enterrada em tua rosa piramidal de delírios multicoloridos. E em teus braços durmo, pois Orfeu quer participar desta dulcíssima cópula que banhou os nossos corpos despidos e transpirados no oceano quente de prazeres insaciáveis de Afrodite.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

       Para ti, oh, doce Florbela! 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Odisseia de uma paixão

Eu procuro o teu amor, através das sombras da cidade, me energizando nos copos de cristais enfeitados com doce luxúria vulgar, contendo em seu interior drinks feitos de puras vertigens, que só anjos caídos suportam beber. Ah, tu agora não podes lembrar meu nome, eis que ele foi forjado bem de leve com fios de libido resistentes, entre os átomos de teu seio esquerdo, lembras-te? E só você pode ler, só mirar o declive do teu seio com teus olhos castanhos claros.

Olha para dentro do espelho do banheiro de cada barzinho que tu frequentares, em seus reflexos hás de ver o meu rosto imaculado de luz. Então enxergarás meu sorriso de anjo ferido, entortado pelo teu amor sombrio! Onde agora estão as minhas asas? Talvez sendo leiloadas, chamuscadas, porém, no mercado negro da desgraça humana. Pintei minhas unhas em rubra paixão e a minha alma envernizei de desejos, talvez agora me convides para as festas programadas em volta de tua piscina, e, se eu tiver sorte, quem sabe consiga beber da taça por onde escorrem teus orgasmos de ninfa atrevida.

Há uma bela música que não para de soar dentro dos meus tímpanos, ela me faz pensar docemente em ti, sua melodia belíssima me faz sonhar com teu corpo nu, assim como a sua letra me teletransporta para a imagem do teu sorriso de formosura surreal. O timbre da voz da cantora que a interpreta me envolve dos pés a cabeça, levando-me aos átrios dos teus carinhos que me ensandecem.

Tu não compreendes que há uma multidão de almas a habitar no seio cintilante da madrugada? São notívagos atrás de prazeres que nunca os satisfarão, pois, a sede deles por tais satisfações sensoriais nunca terá fim, e é por isto que noite após noite giram de forma incessante dentro de um círculo vicioso. E eu sou um deles, minha flor, e, em cada ninfa de espírito noturno que deparo, busco as tuas curvas para derrapar nelas o meu deleite.

      Atualmente é outro que entra e sai de dentro de tuas entranhas, fazendo-te experimentar gozos salpicados com o vinho da loucura dionisíaca, e eu, sabendo disto, queimo-me ainda mais na lembrança de ti, avermelhando veementemente meus olhos de serafim profano. Que satisfação tens ao me desviar da luz? A espada afiada da minha justiça cega quebra-se ante teus meneios de sereia sedutora. Sem ti, meus dias rapidamente escoam como água pelo pérfido ralo da total incoerência!

Desde há muito tempo, não consigo fazer outra coisa, a não ser olhar para tuas fotos salvas em meu celular, vacilei e perdi o melhor de ti, e agora estou assediado por esta vampira inescrupulosa chamada depressão. Sou então alçado a um estrelato sombrio dentro do teatro que a tua ausência armou para mim!

Apesar das pessoas ignorarem em grande parte do tempo esta verdade, o amor romântico também possui o seu lado trevoso. Um lado que só tarde demais passamos a descobrir! Quando isto ocorre, as nossas primaveras se transformam da noite para o dia em rígidos invernos siberianos. Nestas horas notívagas, em que ando de bar em bar, nesta espécie de Ítaca em decadência, me iludindo em profanos corações, tento repetir os prazerosos nados que fizemos juntos no oceano verde esmeralda de uma paixão de dimensões infinitas.

A aurora refulgiu sob meu olhar estupefato, com ela também veio uma nova esperança que brotou na terra do meu coração, e que me encheu de uma alegria que há tempos eu já não mais sentia! Não devo esmorecer ante os gigantes de pedra da desesperança, o amor verdadeiro é uma força invencível, e este pode derrubá-los com um só golpe. Devo erguer a minha cerviz, e invocar as deusas primordiais do amor, e confiar que elas, com seu poder divino, restaurarão o nosso excitante júbilo de vorazes amantes.

Vou até onde pisam teus pés, vestirei um personagem, a figura de Ulisses, fingirei que subi em minha nau de antigas e prodigiosas viagens, e naveguei de volta para nossa casa, em Ítaca, que esperou sempre ansiosa pelo meu retorno! E simularei que tu, oh, minha amada, voltará a me aguardar diante dos portões de entrada, como esposa, em nossa planejada morada! Eis que o meu grande arco de guerra me espera para poder matar, com suas potentes flechas, a meus rivais, que tiraram proveito de minha longa ausência do teu lado, para te cortejarem. Empilharei seus corpos diante dos átrios de nosso palácio e de noite serei eu, e não outro, a partilhar contigo os prazeres humanos, similares aos dos deuses.

E então, minha amada, pisaremos, juntos, as areias douradas e gregas das praias de nossa bela Ítaca! E o sol nos brindará, arregalando seu olho de luz, num horizonte lírico, iluminando de forma inusitada nosso amor imortal.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual realizada por Natanael Gomes de Alencar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A amada Musa.

Desde a primeira vez que coloquei meus olhos sobre ti, meus sentidos corporais despertaram mutuamente e tudo se fez desejo! Desejo por esta mulher que és, fêmea morena que me faz salivar cachoeiras de quereres incendiantes.  Desde a primeira vez que a minh’alma se conectou com a tua, meu mundo interior foi totalmente cooptado pela tua essência, ah, minha belíssima moçoila.

Neste teu exercício sagrado e profano de ser atriz, seduziste-me a tal ponto de fazeres de mim mais um espectador dentro do teu teatro de emoções, e somente deste modo tornei-me teu admirador eterno, aquele que sempre guardou dentro do seu peito um coração partido.

Como eu, naqueles momentos mágicos, sonhava ser o ator que ao teu lado, protagonizava as mais ardentes cenas de paixão cárneo-carmim.  Minha mente imaginativa fazia-me ter delirantes visões contigo, onde os meus lábios sedentos ficavam colados aos teus, em um beijo profundo, febril e deleitante, onde eu sim era o vampiro que, à luz prateada da lua cheia, sorvia, através deste dulcíssimo ósculo apaixonado, a tua seiva de sacerdotisa pagã.

Como esquecer a beleza estética dos cachos dos teus cabelos negros, que te emprestavam a aparência de uma donzela selvagem, fazendo com que eu contemplasse, em ti, a imagem de uma cigana, dona de formas generosas?

Tu, naquela peça, onde o roteiro fora escrito por um sátiro de alma vermelha, exibias em cena um decote onde a protuberância dos teus magníficos seios se destacava, enlouquecendo-me sensualmente até a minha última vértebra.  Oh, meu amado anjo de alma morena, como meus olhos se maravilhavam perante tal visão, minhas retinas, incrédulas por aquilo que elas registravam, lacrimejavam torrentes da mais plena e absurda estupefação!  

Aqueles que te invejavam a beleza e talento tentaram te colocar na prisão escura do ostracismo, fizeram isto para que tu caísses no meu esquecimento e no esquecimento de todos os teus fiéis admiradores! Porém, eles não contavam com a tua força interior de mulher amazona, de mulher guerreira, que nunca se deixa abater pelo ranço dos seus inimigos. E tal qual uma ave fênix tu renasceste em meio às cinzas, e com isto voltaste a brilhar no céu, onde apenas as estrelas maiores conseguem refulgir com a sua esplêndida luz.

Hoje, te reinventaste como mulher e artista, e é no palco da existência terrena que exibes os teus papéis mais exuberantes! E Dionísio e Apolo são os Deuses regentes da sua arte de interpretar as várias facetas dos múltiplos aspectos humanos. 

És do meu desejo a sua soberana senhora, assim, como és da minha alma de bardo a sua amada MUSA.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Uma homenagem poética a grande e talentosa atriz, Claudia de Alencar. Acima, a imagem que ilustra o texto retrata a atriz aqui homenageada.