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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Ísa, musa amada, musa branca

O verdadeiro amor eu só encontrei em ti, oh, moçoila dos meus sonhos dourados, pois desde que o meu coração se conectou com o teu, ele se liquefez em puro sentimento romântico por esta belíssima mulher que tu és. Também o genuíno desejo sensual se revelou a mim quando o meu corpo desnudo tocou o teu febrilmente, pele na pele com o meu devaneio se encaixando com o teu devaneio. Lembro claramente de nossas coxas se entrelaçando umas nas outras no calor da mais sólida luxúria, transpiradas, ambas, buscavam com tal carinho a excitação mais precisa dos sentidos.

Quando a minha boca tocou a tua em um ósculo simplesmente vertiginoso, minh’alma foi incendiada pelas mais libertinas fantasias que a partir dali eu quis realizá-las contigo. Com toda certeza quando te beijei pela primeira vez o meu mundo ficou na palma da tua mão. Tu, Ísa, te tornaste então meu norte e sul, meu leste e oeste.

Teu corpo de fêmea deificada desde o nosso primeiro conluio libidinoso se tornou para mim o meu paraíso de delícias cárneo-luminosas, tua carne, teu suor, as mechas dos teus cabelos longos e claros assim como o teu cheiro, se consolidaram em alimento vital para toda a minha estrutura corpórea. Em tua pele branca e em sua sedosidade eu passeei com as minhas mãos arrancando de tua garganta gemidos e gritos gerados por sensações prazerosas inomináveis. Sim, em tua cútis alva eu deixei as marcas das minhas digitais de homem obcecado por esta mulher de espírito “ninfomaníaco” que com o passar dos anos tu te tornaste.

Minhas mãos emoldurando teus seios geometricamente perfeitos, ousadas, brincaram com eles fazendo com que suspiros endiabrados saíssem de teus lábios devassos. Lábios estes que foram forjados na “forja da perfeição” de Hefesto. Lábios estes que adorei que passeassem pelos corredores intermináveis do meu corpo que nestes momentos ficara irremediavelmente entregue em tuas mãos.

A minha boca imitando a tua em carinhos fulgurantes, adorou também viajar pela nau da tua nudez de mulher-sereia! Isto fez com que a minha língua de tua barriguinha desnuda descesse até a flor afroditiana da tua sacra-profana “vulva”, tal toque fez com que tu chorasses de prazer, mas um prazer que não pode ser explicado por palavra humana alguma. E esta sensação prazerosa sobre-humana aumentou cada vez mais quando aprofundei a serpente indecente desta minha língua em teu sexo encharcado. Sexo afogueado pelos movimentos de vai e vem deste pequeno membro que saindo do interior de minha boca, fez do triangulo invertido de delícias supremas que guardas no meio das tuas pernas, uma verdadeira Roma incendiada, mas desta vez não pelo fogo da loucura de Nero, mas pelas chamas ardentes da minha insanidade dionisíaca.

Não suportando mais ser conduzido desta forma pelos rios caudalosos das tuas carícias de deusa da paixão luxuriante, te penetrei com a fúria de um titã, te penetrei com meu arpão fálico em teu oásis venusiano, onde o amor e o orgasmo se complementam em um matrimônio sagrado e substancialmente profano.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Estas palavras de amor e de puro desejo são para ti, ÍSA.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Amor enluarado

       Meu coração foi conquistado pela tua presença lunar, não sei olhar para outro lugar, a não ser naquele em que tu estás! E tu, oh, Lua, tens teus pés fincado no patamar do amor sem fim. Com isto, todo meu ser qual nau vigorosa, navega em alta velocidade em tua direção, onde auroras boreais eclodem em suas luxúrias luminosas.

       Meu amor é como uma flecha que viaja velozmente pelo ar, querendo atingir teu peito, onde bate de forma célere teu coração de fêmea indomável. Teu aspecto de donzela selvagem enche o meu íntimo da seiva de uma loucura dionisíaca, neste mesmo instante, torno-me um sátiro compelido por uma libido que foi acesa pelo teu fogo pandêmico, oh, minha Senhora de espírito élfico! Não posso fazer outra coisa a não ser em me perder nos labirintos das tuas loucuras lilithidianas.

       Nestas horas de dulcíssimo conluio entre eu e tu, toco-te com minha boca ardente, e toda superfície de tua pele pessegueira é visitada pela serpente em chamas de minha língua de “daemon” erótico. Sim, teu pescoço, teus seios e o entorno do teu umbigo, até mesmo os teus cotovelos, recebem a unção de minha saliva seráfica. Neste ínterim, meus olhos fascinados contemplam toda tua satisfação de deusa florbélica, de Perséfone devorada pelo hades da minha paixão orgástico-carmim.

       No jardim florido do teu colo deito minha cabeça de anjo soerguido, então, sensações extasiantes tomam conta de mim, quando os perfumes deliciosos deste teu jardim, assaltam os corredores etéreos de minh’alma de bardo dionisíaco. Quando isto acontece, equiparo-me a Odisseu navegando orgasticamente nos mares dos carinhos deificantes de Penélope.

       Do caldeirão astral do teu útero ensolarado, bebo da poção do amor de Eva metamorfoseada em Lilith que tu és, com isto, alquimicamente, o chumbo do meu machismo inútil é transformado no ouro da minha paixão ilimitada pelo teu “Sagrado-Feminino”.

       À noite, quando Selene cruza os céus com sua carruagem lunar, iluminando o mundo onde almas notívagas, enchem os bares com a energia dos seus delírios erógenos, eis que sou eu que dentro da nossa alcova, adentro tempestivamente o Olimpo triangular que se situa no meio de tuas pernas, e, onde se manifestam os teus orgasmos cárneo-vermelhos.

       - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.      

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Tu és minha Afrodite pandemos

Teu corpo desnudo é loucura orgástica, similar ao de uma sereia. Ao olhá-lo, meu olhar petrifica, tenho meus sentidos possuídos por um desejo que nem os anjos conseguem compreender! Tua tez morena fica arrepiada quando recebe meu toque, é um convite certo para que eu esfregue e trance minha pele na tua.

Minha boca invoca teu nome proibido e, como um súcubo devasso, tu te manifestas bem no meio da nossa alcova, que têm as paredes pintadas com a cor dos nossos orgasmos afroditianos. Sim, tu és o meu doce demônio, pleno da mais fulgurante luxúria. Apenas tu consegues levar-me a andar pelos corredores de um prazer surreal.

Sob o calor do sol nordestino, quero-te mais Gabriela do que nunca, e, de um modo, que nem o próprio Jorge Amado imaginou para a sua personagem cravo e canela! Quero-te de cabelos soltos e esvoaçantes, a escalar o telhado dos meus desejos, deixando escapar, por baixo do teu curto vestido, a enlouquecedora visão da beleza sensual das tuas coxas grossas e demoníacamente morenas!

De Salvador na Bahia é que me veio o canto erótico desta ninfa que tu te tornaste, meus ouvidos, ao ouvirem a melodia deste canto mágico e profano, que saiu de tua boca, me fizeram cair numa dança hipnótica, conduzido na direção dos teus braços de deusa do amor solar. Como eu adoro me esbaldar na piscina dos teus suores orgásticos, sentir teu cheiro de Circe tupiniquim, para, ao fim, deslizar e penetrar meu corpo também transpirado no redemoinho do teu.

Nas tuas fotos de Instagram, onde exibes toda a luxúria lilithidiana de tua alma feminina, mesmo sem saberes, me lançavas teu chamado de deusa-pagã, para que eu conhecesse o néctar que escorre de tua pirâmide-primal, sim, esta que está erigida em meio às tuas belíssimas pernas. Além de beber este néctar divino com a minha boca de macho sedento, eu ainda lambuzo, com tua essência afrodisíaca, o corpo ereto da minha lança fálica.

Teus enigmas de amor eu ouso decifrar, para impedir que a esfinge da castidade me devore, e, assim, me impeça de possuir-te inteiramente, levando-a à esfumadas visões de coitos dionisiacamente devassos! 

Em teus ósculos rubros desejo mergulhar, sentir em minha pele alva o teu furor cárneo-divinal, permitir que o meu espírito seja ungido pela energia de tuas taras lunares, e, finalmente, experimentar a “pequena morte” de que falam os franceses, envolvido em teus macios braços de Afrodite Pandemos!

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
        
       Revisão textual e leitura crítica de Natanael Gomes de Alencar.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Deificantes orgasmos

Sim, eu te quero de forma precisa, sem erros ou falhas no ato em te possuir. Quero teu corpo, não em um estado abstrato, mas em sua versão mais concreta, com seu cheiro, seu calor e seus fluídos enigmáticos. Não ouse negar esta paixão solar que há entre nós dois, é inconcebível não notar o magnetismo esmagador que existe entre nossos corações.

Sim, eu anseio pelo abismo, mas falo do abismo dos teus seios desnudos, que, com a sua maciez e quentura acalentadoras, recebem meu ósculo e toque visceralmente provocante! Sem a bússola do teu corpo junto ao meu, ando em círculos pela floresta do desejo, sentindo-me perdido a tatear por entre as árvores do medo de não conseguir te achar.

Os corvos negros da solidão crocitam próximos a minh’alma, é quando então levanto meus olhos para o céu dos meus quereres sensuais, onde consigo enxergar o reflexo da beleza do teu rosto de deusa lírica. Tua nudez corpórea, segura em minhas mãos, é tudo que mais quero nesta vida tão temporal, miseravelmente passageira, onde vivemos ansiando pela imortalidade dos prazeres divinos.

Enfio meus dedos ousados em teus orifícios dourados, arrancando de tua garganta sirênica gemidos licenciosos, capazes de fazer o próprio “Fauno” corar do mais completo pudor. Colocando-os e tirando-os continuamente de dentro de ti, faço escorrer de tuas entranhas rubras, o mel delicioso de tua feminilidade sacro-pecadora. Assim, consigo lamber depois estes meus mesmos dedos, lambuzados pelos teus fluídos de donzela profanada!

Licitamente, beijo com minha língua deificada, teu minúsculo clitóris feito de beleza estelar! E deixo-o assim ereto, eletricamente petrificado, ante o carinho libidinoso, desta serpente egípcia sagrada que sai do templo luminoso da minha boca.

É neste instante que noto o teu arfar de gueixa entregue ao meu querer, também percebo o transpirar de tua cútis clara e macia, sinais do prazer ninfomaníaco que agora te visita, pois, somente eu sei todos os segredos de como acarinhar-te segundo o teu absoluto agrado! E é neste exato instante que tu te tornas a minha adorável divindade, enquanto que eu me metamorfoseio no teu mais provocante e tentador demônio.

Castigando deste modo o teu sexo, encharcado por sensações lilithidianas, numa felação que traz em si a mesma cor do sangue dos sátiros, por entre gritinhos e palavras indecorosas, faço-te brotar, com o igual despudoramento de uma deusa da fertilidade, orquídeas rubras de deificantes orgasmos. 

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

       Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.