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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Amor enluarado

       Meu coração foi conquistado pela tua presença lunar, não sei olhar para outro lugar, a não ser naquele em que tu estás! E tu, oh, Lua, tens teus pés fincado no patamar do amor sem fim. Com isto, todo meu ser qual nau vigorosa, navega em alta velocidade em tua direção, onde auroras boreais eclodem em suas luxúrias luminosas.

       Meu amor é como uma flecha que viaja velozmente pelo ar, querendo atingir teu peito, onde bate de forma célere teu coração de fêmea indomável. Teu aspecto de donzela selvagem enche o meu íntimo da seiva de uma loucura dionisíaca, neste mesmo instante, torno-me um sátiro compelido por uma libido que foi acesa pelo teu fogo pandêmico, oh, minha Senhora de espírito élfico! Não posso fazer outra coisa a não ser em me perder nos labirintos das tuas loucuras lilithidianas.

       Nestas horas de dulcíssimo conluio entre eu e tu, toco-te com minha boca ardente, e toda superfície de tua pele pessegueira é visitada pela serpente em chamas de minha língua de “daemon” erótico. Sim, teu pescoço, teus seios e o entorno do teu umbigo, até mesmo os teus cotovelos, recebem a unção de minha saliva seráfica. Neste ínterim, meus olhos fascinados contemplam toda tua satisfação de deusa florbélica, de Perséfone devorada pelo hades da minha paixão orgástico-carmim.

       No jardim florido do teu colo deito minha cabeça de anjo soerguido, então, sensações extasiantes tomam conta de mim, quando os perfumes deliciosos deste teu jardim, assaltam os corredores etéreos de minh’alma de bardo dionisíaco. Quando isto acontece, equiparo-me a Odisseu navegando orgasticamente nos mares dos carinhos deificantes de Penélope.

       Do caldeirão astral do teu útero ensolarado, bebo da poção do amor de Eva metamorfoseada em Lilith que tu és, com isto, alquimicamente, o chumbo do meu machismo inútil é transformado no ouro da minha paixão ilimitada pelo teu “Sagrado-Feminino”.

       À noite, quando Selene cruza os céus com sua carruagem lunar, iluminando o mundo onde almas notívagas, enchem os bares com a energia dos seus delírios erógenos, eis que sou eu que dentro da nossa alcova, adentro tempestivamente o Olimpo triangular que se situa no meio de tuas pernas, e, onde se manifestam os teus orgasmos cárneo-vermelhos.

       - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.      

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Tu és minha Afrodite pandemos

Teu corpo desnudo é loucura orgástica, similar ao de uma sereia. Ao olhá-lo, meu olhar petrifica, tenho meus sentidos possuídos por um desejo que nem os anjos conseguem compreender! Tua tez morena fica arrepiada quando recebe meu toque, é um convite certo para que eu esfregue e trance minha pele na tua.

Minha boca invoca teu nome proibido e, como um súcubo devasso, tu te manifestas bem no meio da nossa alcova, que têm as paredes pintadas com a cor dos nossos orgasmos afroditianos. Sim, tu és o meu doce demônio, pleno da mais fulgurante luxúria. Apenas tu consegues levar-me a andar pelos corredores de um prazer surreal.

Sob o calor do sol nordestino, quero-te mais Gabriela do que nunca, e, de um modo, que nem o próprio Jorge Amado imaginou para a sua personagem cravo e canela! Quero-te de cabelos soltos e esvoaçantes, a escalar o telhado dos meus desejos, deixando escapar, por baixo do teu curto vestido, a enlouquecedora visão da beleza sensual das tuas coxas grossas e demoníacamente morenas!

De Salvador na Bahia é que me veio o canto erótico desta ninfa que tu te tornaste, meus ouvidos, ao ouvirem a melodia deste canto mágico e profano, que saiu de tua boca, me fizeram cair numa dança hipnótica, conduzido na direção dos teus braços de deusa do amor solar. Como eu adoro me esbaldar na piscina dos teus suores orgásticos, sentir teu cheiro de Circe tupiniquim, para, ao fim, deslizar e penetrar meu corpo também transpirado no redemoinho do teu.

Nas tuas fotos de Instagram, onde exibes toda a luxúria lilithidiana de tua alma feminina, mesmo sem saberes, me lançavas teu chamado de deusa-pagã, para que eu conhecesse o néctar que escorre de tua pirâmide-primal, sim, esta que está erigida em meio às tuas belíssimas pernas. Além de beber este néctar divino com a minha boca de macho sedento, eu ainda lambuzo, com tua essência afrodisíaca, o corpo ereto da minha lança fálica.

Teus enigmas de amor eu ouso decifrar, para impedir que a esfinge da castidade me devore, e, assim, me impeça de possuir-te inteiramente, levando-a à esfumadas visões de coitos dionisiacamente devassos! 

Em teus ósculos rubros desejo mergulhar, sentir em minha pele alva o teu furor cárneo-divinal, permitir que o meu espírito seja ungido pela energia de tuas taras lunares, e, finalmente, experimentar a “pequena morte” de que falam os franceses, envolvido em teus macios braços de Afrodite Pandemos!

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
        
       Revisão textual e leitura crítica de Natanael Gomes de Alencar.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Deificantes orgasmos

Sim, eu te quero de forma precisa, sem erros ou falhas no ato em te possuir. Quero teu corpo, não em um estado abstrato, mas em sua versão mais concreta, com seu cheiro, seu calor e seus fluídos enigmáticos. Não ouse negar esta paixão solar que há entre nós dois, é inconcebível não notar o magnetismo esmagador que existe entre nossos corações.

Sim, eu anseio pelo abismo, mas falo do abismo dos teus seios desnudos, que, com a sua maciez e quentura acalentadoras, recebem meu ósculo e toque visceralmente provocante! Sem a bússola do teu corpo junto ao meu, ando em círculos pela floresta do desejo, sentindo-me perdido a tatear por entre as árvores do medo de não conseguir te achar.

Os corvos negros da solidão crocitam próximos a minh’alma, é quando então levanto meus olhos para o céu dos meus quereres sensuais, onde consigo enxergar o reflexo da beleza do teu rosto de deusa lírica. Tua nudez corpórea, segura em minhas mãos, é tudo que mais quero nesta vida tão temporal, miseravelmente passageira, onde vivemos ansiando pela imortalidade dos prazeres divinos.

Enfio meus dedos ousados em teus orifícios dourados, arrancando de tua garganta sirênica gemidos licenciosos, capazes de fazer o próprio “Fauno” corar do mais completo pudor. Colocando-os e tirando-os continuamente de dentro de ti, faço escorrer de tuas entranhas rubras, o mel delicioso de tua feminilidade sacro-pecadora. Assim, consigo lamber depois estes meus mesmos dedos, lambuzados pelos teus fluídos de donzela profanada!

Licitamente, beijo com minha língua deificada, teu minúsculo clitóris feito de beleza estelar! E deixo-o assim ereto, eletricamente petrificado, ante o carinho libidinoso, desta serpente egípcia sagrada que sai do templo luminoso da minha boca.

É neste instante que noto o teu arfar de gueixa entregue ao meu querer, também percebo o transpirar de tua cútis clara e macia, sinais do prazer ninfomaníaco que agora te visita, pois, somente eu sei todos os segredos de como acarinhar-te segundo o teu absoluto agrado! E é neste exato instante que tu te tornas a minha adorável divindade, enquanto que eu me metamorfoseio no teu mais provocante e tentador demônio.

Castigando deste modo o teu sexo, encharcado por sensações lilithidianas, numa felação que traz em si a mesma cor do sangue dos sátiros, por entre gritinhos e palavras indecorosas, faço-te brotar, com o igual despudoramento de uma deusa da fertilidade, orquídeas rubras de deificantes orgasmos. 

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

       Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.      

sábado, 22 de junho de 2019

Desejável fêmea

Meu desejo por ti é uma chama que me abrasa os sentidos, e levado por este abrasamento, causador de elevada excitação, é teu nome que murmuro sob os céus rubros dos quereres sensuais em mim. 

Quando à noite me visitas, em nosso leito dos mais puros deleites, é a tua boca de pantera sedutora que ouso beijar, me elevando às alturas celestiais de um prazer ainda não nomeado!

E o que dizer do cheiro inefável de tua pele branca e macia? Eis que esta tua cútis sedosa cheira a lírios brancos, plantados no jardim divinizante da própria Afrodite. Amo aplicar delicadamente beijos na superfície dela, ungindo-a com o magma do mais febril desejo. Sinto que te deixo toda arrepiada, ao fazer tal carinho, pois de tua boca escapolem os mais ousados e molhados gemidos.

Meu dorso nu também se arrepia quando meus ouvidos captam estes teus sons de gata no cio, de prazeres cárneo-enlouquecedores! Debaixo de minha bermuda, confeccionada com pura seda, vai aos poucos crescendo o “volume” da minha virilidade completamente pandêmica. É como se eu portasse um longo arpão por entre as minhas pernas. Então, tenho de retirar a minha bermuda, e com isto, libero para a delícia da tua visão de mulher-sereia, minha lança peniana que, ereta, deseja absurdamente penetrar no santuário do teu corpo devasso.

Deitado de barriga para cima sobre o colchão de nossa cama, possuo-te sentada sobre mim de pernas abertas, e, ante meu olhar fascinado, tu também tiras um sutiã meia taça e uma minúscula calcinha de renda transparente. Contemplando-te a nudez, sinto a alma carmim dos sátiros a dominar-me de forma absoluta. Temo em perder deste modo o pouco “juízo” que consigo ainda guardar comigo.

Ergo minhas ávidas mãos e seguro teus seios médios e rijos; tocando-te assim, subimos e descemos continuamente em uma gangorra de emoções e sentimentos de pura paixão desenfreada. Com meus polegares, massageio-te as auréolas rosa, sentindo os biquinhos rígidos de teus deliciosos mamilos. Ah, isto é como poder tocar os vulcões horizontais do amor.

Sendo estimulada assim por mim, soltas gritinhos excitados acompanhados por um sorriso demoníacamente lindo, um sorriso que termina em um esgar onde a tentação do prazer licencioso habita plenamente. Enquanto exprimes estes ruídos provocantes com teus lábios desejáveis, te vira e moves as tuas ancas em um movimento circular e insinuante, fazendo com que a minha firme ereção roce deliciosamente em tuas nádegas fartas e firmes.

Então, em um movimento inusitado, te jogas subitamente para frente curvando-se sobre mim, beijas ardentemente meu queixo e depois novamente a minha boca, nossas línguas em uma dança serpentina, furiosamente dionisíaca, se entrelaçam e se enroscam, repetindo mais uma vez um ósculo capaz de nos fazer perder o “Paraíso Adâmico”. Agora, levo as minhas mãos sobre tua delicada cintura, e, com elas, faço-te retomar ao movimento circular de tuas nádegas postas sobre meu corpo. Quase consigo ouvir o canto profano de ninfas das florestas que convidam os sátiros para a cópula divinal. Neste instante, sou Baco divinalmente enlouquecido e tu, entre tantas, és a minha bacante preferida!

Não suportando mais um segundo sequer o adiamento do meu próprio deleite, eu paro de manipular-te, para que continues a rebolar assanhadamente sobre minha virilidade proeminente, e, com um puxão firme de minhas fortes mãos, penetro-te sem dó ou piedade, esquentando, com meu falo em fogo, as tuas entranhas de deusa árabe.

Ao se sentir invadida pelo meu dardo de Adônis apaixonado, do fundo de tua garganta surge um grito de potência sísmica que faz tremer as paredes etéreas do meu ser; minha consciência, aturdida nesta hora, murmura-me: - Agora, nem para ti e muito menos para ela, haverá uma volta! Ou um retorno à razão.

Encaixado em ti, oh, minha amada, sinto como se Dionísio, o deus da loucura sacra, beijasse com ardor nossa paixão sem limites, levando-nos de roldão a um êxtase báquico, despido de qualquer tipo de regras. Desta forma, eu só sei te golpear com meu sexo em riste no orifício áureo do teu, em um vai-e-vem onde as portas do sétimo céu se abrem estrondosas para nós.

Minha língua, ah, esta pequena divindade atrevida, faz-me dirigir-te palavras obscenas, às quais me respondes com prazeroso convite, a enlouquecer-nos vulcanicamente. Neste ínterim, acredite-me, oh, minha donzela lunar, sinto a primavera invadir, com sua diversidade e fartura, nossa paixão profano-sagrada mística, envolvida em seu canto de sereia do Mar Egeu.

Repetindo sucessivamente o entrar e o sair de tuas entranhas de deusa da fertilidade, em um poderoso urro, abro as comportas dos meus orgasmos sobre as terras verdejantes dos teus, esses que tu guardas dentro da tua pirâmide egípcia de gozos inauditos.

Quedo-me em teus braços, ainda tendo minha lança cárneo-pandêmica enterrada em tua rosa piramidal de delírios multicoloridos. E em teus braços durmo, pois Orfeu quer participar desta dulcíssima cópula que banhou os nossos corpos despidos e transpirados no oceano quente de prazeres insaciáveis de Afrodite.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.