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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A tua nudez que não será castigada

Tua nudez não será castigada, mas, antes, apreciada por meus olhos fascinados, pois, eis que pouquíssimas vezes eles viram tanta beleza numa só mulher.  Tua nudez será elogiada sim pelos meus lábios líricos, que, inspirados pela visão dela, tentará escrever para enaltecê-la, os mais belos versos que possam existir.

Tua nudez, que possui em sua essência uma beleza lunar embevece-me a alma, levando-a a um êxtase de sensações, onde o caótico e o sublime se misturam, onde a luz e as trevas se coadunam, onde virgens virtuosas dançam com sátiros devassos.

A brancura do teu corpo nu dá a sua tez a aparência da mais fina e cara porcelana, e teus cabelos de fios negros, longos e soltos, ao contrastarem com a cor de tua pele, apenas deixam a tua beleza ímpar em total evidência. As auréolas rosa e perfeitamente redondas dos teus fartos e rígidos seios me são um irresistível convite para eu degustá-las, com o sugar sedento de minha boca acalorada. Teus lábios volumosos e estonteantemente vermelhos invocam a presença dos meus sobre eles, tocando-os, em um beijo onde o desejo e a paixão se fundem numa só substância.

Tuas ancas, em uma visão que me maravilha, se tornam uma armadilha inescapável para mim, porque o movimento sinuoso de suas curvas deixam a minha mente a sentir vertigens, enquanto incinera o meu corpo, no fogo da mais esplêndida excitação.  Gosto e muito é de sentir o teu cheiro delicioso de rainha egípcia, cheiro de flores silvestres, plantadas e colhidas nos jardins divinos de Ísis.

Meu maior divertimento, com certeza, é passear dentro de tua pirâmide invertida e rosada, tanto com a malícia dos meus dedos, quanto com a destreza de minha língua libertina! Neste passeio luxuriante, o que sinto em meu tato e paladar são delícias de sabores inacreditáveis, onde o salgado e o doce se alternam de forma mágica.

A formosura de tua nudez será, sem a menor sombra de dúvida, exaltada pelos sacros lábios dos anjos, pois nem eles estão acostumados a contemplar tamanha obra de arte, que foi criada pela amada Pachamama. Querer-te desta forma, e ser iluminado pelo farol diviníssimo de tua nudez alva, verdadeiramente me conforta!

Ter a tua nudez embarcada em meus braços é como levar encerrada em meu coração a própria primavera em todo o esplendor de sua magnificência!

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Paixão selvagem

Perdoa-me, meu bem, se a coisa que mais almejo na vida é ser tua, somente tua; já faz algum tempo que o meu desejo por ti se tornou uma forte paixão. Agora, anseio por tua compreensão sobre este sentimento devorador, que faz meu coração bater dia e noite pelo homem que tu és.

As cartas que te foram endereçadas, eu as escrevi , usando a tinta das minhas turbulentas lágrimas; meus dias só se tornam ensolarados quando contemplo o astro-rei nascendo sob o horizonte do teu lindo sorriso. Jamais me acostumarei com a lúgubre sombra da tua ausência. Nasci para ser a tua “noviça rebelde” e não uma monja bem comportada que, presa ao seu claustro, fica a imaginar aqueles possíveis amores que preferiu de livre vontade não vivenciar.

O mundo anda impulsionado pela velocidade alucinante de múltiplas informações. Vindas na maior parte das vezes através da Internet. Mais veloz ainda corro eu em tua direção, impulsionada pelas turbinas dos meus quereres obsessivos que buscam teus másculos carinhos. Sou fera alucinada que fez de ti minha caça preferida, a percorrer as florestas verdejantes do prazer, no teu encalço, querendo provar do adorável sumo dos teus beijos.

Como um intrépido Marco Polo dos nossos tempos, tu, oh, meu amor, conquistaste as terras desconhecidas do meu coração; agora, os rios das minhas mais loucas paixões correm fluentemente na direção do suntuoso mar dos teus abraços acalorados. E quando meu corpo macio é envolvido por eles, eu me sinto muito mais mulher, senhora absoluta de toda a minha essência diânica. 

Em meio aos lençóis perfumados que vestem o colchão da nossa cama, me sinto encerrada no asilo protetor do teu corpo, onde nenhum mal pode me atingir, onde, tanto o sol quanto a lua, nascem e se põem, abençoando-me com a claridade de suas respectivas luzes sagradas.

Somos amantes dedicados a cumular de prazer excessivo um ao outro, somos duas serpentes entrelaçadas sob o bastão da luxúria divina, nos assemelhamos a um grande incêndio a descer morro abaixo pelos nossos sentidos.  Tu és o alvo e eu sou a flecha que, lançada pelo arco sagrado de Ártemis, deseja atingir-te em cheio, intentando, assim, conquistar definitivamente o teu coração, que possui em seu cerne uma natureza inelutavelmente indomável.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A janela aberta do prazer

Quando resolves te debruçar na janela do prazer, eis que me chamas à tua presença, com teu magnetismo sexual irresistível. É impossível para mim, homem apaixonado, resistir a tal chamado, me é inconcebível dizer-te não, uma vez que, quando chego diante de ti, fico deveras extasiado, pois o que acabo contemplando, em teu aspecto físico, é a manifestação de uma beleza e de uma sensualidade, simplesmente absurdas.

Quando resolves te debruçar na janela do prazer, sinto que me convocas a dançar contigo nos salões profanos da paixão, a música do êxtase orgástico. E, enquanto executamos esta dança, como me é prazeroso ter-te em meus braços, sentir o perfume delicioso que se desprende de tua feminilidade, a ganhar minhas narinas embevecidas, e poder sentir assim a minha alma máscula ganhar a largos passos, a entrada em um paraíso de delírios prazerosos sem fim.

Tu me elegeste teu macho supremo, o senhor do teu coração, aquele que te faz mergulhar na piscina de prazeres, onde, ao se manifestarem em ti, te tornam uma genuína deusa do amor.  E é no teu seio vermelho, de deidade plena de desejo, que eu experimento entre gemidos e sussurros incontidos, sensações possuidoras em sua essência, de uma delícia única, onde um poeta por mais inspirado que esteja não consegue descrevê-la por meio dos seus devaneios poéticos.

Tu és aquela que, dia após dia, me abres a janela multicolorida do prazer, fazendo-me contemplar claramente através dela um lindo cenário, onde os amantes, por meio de mil possibilidades, podem se amar sem ter que se envergonhar, dentro de um tempo aparentemente interminável. Eu já não mais consigo enxergar a vida sem o teu amor de fêmea, que não sabe se entregar pela metade, um amor arrebatador, aquele que me leva de roldão aos átrios do templo da luxúria, onde praticas os teus rituais cárneo-sagrados.

Empunhando com firmeza a taça de ouro da minha masculinidade, deixo escorrer para dentro dela o vinho dulcíssimo dos teus gozos carmins, para que assim eu possa bebê-lo, deliciando-me com sua fragrância afroditiana e com seu paladar divinal e absurdamente afrodisíaco.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual de Natanael Gomes de Alencar.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Desejo enluarado

Como possuí-la? Teu amor é um pássaro de ouro, cujo imenso valor eu não alcanço. Meu coração deseja profundamente possuir o teu; no entanto, tu o me negas, através de segredos que ocultas no interior de tua alma de mulher.

Será que não compreendes que eu gostaria de habitar o paraíso afrodisíaco da tua pele, e ser embriagado, dia após dia, com o vinho dos teus dionisíacos beijos?

Como eu queria tornar o teu corpo desnudo um templo da lascívia sagrada e, ainda, mergulhar no mar de cores vertiginosas dos teus abraços! Meu espírito anseia unir-se ao teu num conluio nunca antes visto, onde os meus desejos seriam os teus, assim como os teus fetiches seriam os meus. Ah, querida, por que tu me negas o licor divino que escorre de tua flor rosácea, sob a proteção de guardiões labiais?

Tu, e tão somente tu, possuis o mesmo nome que o astro noturno tem: o bendito nome de Luna. 

E eu, desde que te conheci, me perdi em teus encantamentos de beleza lunar, e agora vago pelo mundo, como um dia o próprio Dionísio vagou, insano, totalmente privado do seu juízo. Sim, oh, amada, eis que hoje, sou um LUNÁTICO que percorre os quatro cantos do planeta, atrás de ti e do teu amor salvador. E quando eu te encontrar, te pedirei que, assim como Cibele curou a Dionísio, tu me cures de minha loucura.

Como um lobo solitário, eu uivo é na tua direção, não quero andar em meio a uma alcateia, pois, eu apenas preciso de tua companhia. Quem sabe um dia tu me contes o que te impede a entrega ao meu amor invencível.  Sinto que uma “força maior” não te deixa contar qual seria este tal impedimento.  Mesmo flechado pela dor da tua rejeição, devo respeitar a sacralidade deste teu segredo.  

A noite já se aproxima de mim e de todos os seres viventes. Selene, com sua carruagem prateada, e conduzida por dois bois brancos, presentes de Pan, vai começar a cruzar os céus, levando consigo a branca lua, e quando os meus olhos, em êxtase,  se entregarem, fascinados, a este espetáculo mítico, é de ti, dulcíssima Luna, que me lembrarei.  

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Leitura crítica e revisão textual realizada por Natanael Gomes de Alencar.