segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Tua boca de sublimes delícias

Tua boca é tudo que eu desejo, em beijos lascivos, com gosto de êxtase, sim, o mais autêntico êxtase! Teus lábios, umedecidos juntos aos meus, me transmitem um prazer subversivo, uma verdadeira tempestade de emoções.

Tua boca vermelha, de fera selvagem e fêmea atraente, me devoram em mordiscadas que arrepiam a minha pele e fazem meu sangue ferver, vulcanicamente. Tua língua, em excitação de papilas, desavergonhada, lambe-me todo o corpo, me convidando a dançar nos bosques do prazer absoluto.

Tua boca me é um convite a visitar os palácios do regozijo sensual, onde descubro fontes de alegrias inenarráveis. Ao toque da tua boca, há um chamamento tal, que atrai à terra todas as magias estelares do universo.

Tua boca não é qualquer boca, pois, pertence à mulher que eu desejo com cada fibra do meu ser, aquela que é a SENHORA absoluta de meus corpo e alma, e que é a única capaz de me tornar um homem mais pleno. Apenas tu, oh amada, consegues realizar de forma satisfatória todas as minhas fantasias.

Tu és o meu segredo mais bonito, minha esfinge de doces enigmas, que, com sua boca exuberantemente deliciosa, me amolece a curiosidade e faz demorar um pouco mais o desejo de decifrar-te.

Que tua boca sempre me abençoe, passeando em cada curva e contorno da minha estrutura corporal, que, na linguagem do tremor sensual, confessa que apenas a ti se submete!

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.


Revisão textual e análise crítica de Natanael de Alencar. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O reencontro com o desejo

Em ti encontrei todo o meu desejo, que zanzava perdido, até o dia em que te contemplei pela primeira vez, quando enxerguei em ti o mais bonito raiar do sol de toda a minha vida. Meu coração, deste modo, se rendeu à tua beleza de rainha egípcia, as comportas da paixão foram abertas sobre mim, e banhei-me em tuas águas vermelhas e, assim, pude entregar-me sem embaraços ao teu amor.

Te tornaste a principal razão para que eu continuasse a acreditar na vida; sim, trouxeste-me a esperança, quando eu a havia esquecido por conta das decepções da minha existência.

Na delícia dos teus beijos, experimentei alegre êxtase místico,em profundeza inacreditável.  No toque de tuas carícias, descobri prazeres que a minha mente e corpo desconheciam. Foste tu e não outra que, abrindo passagem por entre as brumas que cobriam o rio, levaste-me às terras sagradas de Avalon.

Com tua sabedoria singular, me ensinaste sobre a Deusa, a grande mãe, e que somente ela é o equilíbrio entre o caos e a ordem. Foi quando meus lábios tocaram o cálice, que continha dentro de si tuas vertigens, é que soube a bruxa fantástica que és,  tão plena em poder quanto a antiqüíssima Circe.

Caminhei despudoradamente pelos salões de tua luxúria e regozijei-me por meio de todos os meus sentidos. Aprendi, com isto, que teu corpo, e somente ele, é a casa do meu prazer pessoal.  Ter entrado em contato com tuas fantasias sensuais encheram minha’alma de luz; meus pés agora só sabem caminhar seguindo os passos dos teus!

Desde que o astro rei se levanta no horizonte pela manhã, quando desperto, tenho os meus pensamentos iniciais direcionados a ti, esta é uma das provas contundentes do vício de ti que, percorrendo-me a alma, me consome, qual nefasto entorpecente!

A coisa anda de tal maneira, baby, que é o teu rosto que vislumbro no espelho do retrovisor do meu automóvel, enquanto me encaminho ao trabalho. E no meio do expediente do escritório, quando me ligas, e ouço tua dulcíssima voz, é que me sinto exorcizado de todos os meus demônios burocráticos.

Sim, o genuíno amor é realmente deste jeito, sabes, ele rompe os grilhões que nos tornam cativos das forças maléficas do dia a dia, que nos reduzem a ínfimas formigas!

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.


Revisão textual e leitura crítica realizadas por Natanael de Alencar. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Senhora dos meus quereres

Onde se encontra o limite de tua beleza inigualável? Apenas sei que ela habita no aspecto do teu lindo rosto e nas formas e curvas do teu corpo exuberante! Apenas sei que em nenhum canto do planeta Terra consegui achar uma mulher tão formosa como tu.

Rainha de todas as beldades, apenas tu conseguiste conquistar um espaço dentro do meu coração. Agora este é o palácio onde fazes morada, o teu senhorio sobre ele é pleno. És minha Dona e minha espada poética está sujeita aos teus mínimos desejos.

Sou um mero vassalo de tua vontade, o teu querer a cada minuto tento adivinhar para que possa prontamente realizá-lo, pois, fazer-te absurdamente feliz é o meu grande objetivo. Senhora de todo o meu ser, há tempos que quedei prontamente junto aos teus pés.

Tu, e tão somente tu, és a fonte da minha perfeita felicidade, teus beijos adoçam alegremente minha boca, teus afagos em meus cabelos e face trazem alento ao meu íntimo. E o que dizer de tuas amorosas palavras que, sussurradas sensualmente junto ao meu ouvido, acendem labaredas de paixões vermelhas, a elevarem-se do seio da minha masculinidade?

Apenas junto de ti, oh, minha bela, reside o amor total, e é por esta razão que não consigo viver em um espaço que não esteja tomado pela tua presença.  Viver longe de ti seria a mesma coisa que me divorciar da própria vida!

Na fortaleza dos meus braços devo encerrar-te; afinal, não posso permitir que um ousado aventureiro te leve para longe de mim, quem sabe a algum lugar onde jamais consiga alcançar-te. Em oração, pedirei aos anjos que te guarneçam, enquanto durmo, envolvido no teu abraço apertado, dentro da nossa alcova de desmedidas labaredas e floridos jardins.

É no calor da tua pele macia, espelho de tua alma fúlgida, que encontro mil oásis de pura satisfação, a preencher tanto a minha mente, quanto o meu espírito sedento. 

Viver em comunhão contigo, oh, amantíssima, é como viver de mãos dadas com as mais belas deusas primais do AMOR BENDITÍSSIMO.


ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Revisão textual e leitura crítica realizadas por Natanael de Alencar.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Eis que Sophia bate à porta

Quero-te cada vez mais, mulher; és com certeza meu maior mistério, não conheço outro que mais me intrigue. O véu da sacralidade feminina te cobre toda! És o templo bendito dos deuses, a lamparina sagrada onde arde a chama do conhecimento de Odin! De tua boca bem feita jorram as palavras que me enchem de sabedoria. Nem Salomão em seus tempos de glória era tão sábio quanto és!

Aponta-me agora onde é o endereço da casa áurea de Sapho, preciso pedir que ela me santifique com sua poesia lírica. Quero ofertar, juntamente com ela, meus mais sinceros louvores à Afrodite! O dom da poesia me acompanha desde que era criança de colo, ungindo-me com a presença da beleza, em eleição honrosa.

O poeta tanto pode ser coroado de honra e elogios quanto ser crucificado em praça pública e das duas formas causar o deleite de muitos. Amado por uns e odiado por outros, o genuíno poeta sempre será o grande arauto de Phebo, o belíssimo deus apolíneo.   

Transportaste-me a Lisboa, onde caminhei pelas mesmas ruas que Fernando Pessoa andou; pude então sentir sua solidão, consegui perceber o salgado das lágrimas dele em minha boca, as minhas veias parece que repetiam, em ebulição, as fluviais paixões de Pessoa, tempestuando o mar vermelho do meu coração. Portugal, terra de grandes navegantes, e de poetas que surgiram, não do barro, mas, do fogo ardente trazido por salamandras ao orbe terrestre.

Ouço teus passos nos corredores da minha existência, em tuas mãos não me trazes a cruz e a espada, e, sim, a lua crescente e o cálice, onde está depositado o teu divinal sangue menstrual.  Pela porta do teu útero passou “Sophia”, a própria “sabedoria” personificada. Em ti os anjos se reencontram, enquanto os demônios são literalmente destruídos. Em teus lábios estão guardados todos os beijos livres do amor, que eu anseio para me aprisionar em teu existir. Foste tu, oh, bendita, que me revelaste que em minhas veias correm o sangue vibrante dos cavalheiros templários portugueses.

Onde estão os verdadeiros heróis desta terra, pois, tudo está tão desolado? A mentira quer se impor por si só como verdade, e àquilo que é virtuoso desejam colocar em xeque e isto de forma contínua.  Expulsaram-te, ah, espírito feminino, dos seus corações, templos e aldeias, e, assim, a civilização humana se tornou machista e atrasadamente misógina!

O escárnio à decência se tornou prática usual entre os filhos do patriarcado, o útero foi prostituído como ninguém vira antes; o falo, ungido pela violência da testosterona, se transformou na espada que controla o destino das nações; seu fio afiado decepa cabeças sem dó ou piedade, promovendo constantes genocídios de enormes proporções.

A única esperança que tenho para que a genuína vida em abundância seja restaurada é que tu voltes a habitar dentro do sacrário da consciência humana, minha bela e amada Sophia. 


- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

         Revisão textual e leitura crítica realizadas por Natanael de Alencar.