segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Fêmea

         Não me provoques desta forma tão maliciosa, pois, se continuares a te comportar desta maneira, será o teu fim.
                
        Tampouco me olhes deste jeito que é só teu, afinal com este teu olhar dominas o meu ser e consegues me render às mil coisas do amor, que eu reneguei há tempos.
         
         Quando me provocas deste jeito, não sei muito bem qual é a tua intenção para comigo, talvez tenhas consciência do que em mim tanto desejas, mostrando o imenso poder que tens sobre o homem que eu sou.
         
          Quando tu ages assim feito fêmea desvairada, com tua boca promíscua exalando pura lascívia, ansiando loucamente tomar a minha em um beijo abrasador, é porque estás com vontade de me devorar completamente. Esta tua lascívia é um fogo que se faz presente, ardendo em minha alma suas chamas de infinita indecência.
         
          És uma loba selvagem. Banhas o teu corpo desnudo, sob a luz da lua cheia, permitindo-me ver-te assim, totalmente nua, me inspirando um desejo cruel que quase me faz perder a sanidade.
         
          Desço sem freios, desta forma, a ladeira deste teu jogo de desenfreada paixão, indo ao encontro dos teus braços de senhora dominante.
         
          És um animal sedutor que com garras afiadas deseja ferir-me com um prazer de sensações intensas. Nesta tua nudez, iluminada pela luz prateada da lua, contemplo teus seios redondos, belos e fartos, estes que agora tem os seus bicos enrijecidos pelo tesão, que corre como uma corrente elétrica por todo o teu corpo, e me apontam a direção que devo seguir nesta tua trama de tentações irresistíveis.
        
          Teu cabelo dourado, que refulge à luz do sol feito ouro, tu o jogas para trás, revelando-me a face que reflete uma beleza incomum na superfície da pele clara, cheirando tão bem, sabendo a mirra, alfazema, e nardo, possuindo uma brancura e maciez que me convidam para a mais insofismável tara.
         
         Como incontrolável serpente mágica, tu te enroscas ao meu pescoço e aos meus ouvidos dizes obscenidades impublicáveis, levando meus sentidos a um êxtase de uma profundidade indescritível.
         
          Tuas curvas de mulher fatal me fazem derrapar numa estrada que eu não sei onde vai dar. Afinal, a cada dia tu inventas uma rodovia nova, me deixando em delírios com suas curvas fechadas e imprevisíveis de amor sensual. Teus dentes alvos revelam-me o marfim da dentição das deusas, me transmitindo um sorriso de beleza infinita, cuja fascinação submete meu ser ao teu controle.
        
           Quando peço-te a visita à minha carne com tua língua de toque despudorado, e tu me atendes sem pestanejar, lambendo-me por inteiro, misturando a tua saliva ao meu suor de macho, anseio por várias pequenas mortes viscerais e terminantes.
        
            Depois de me lamberes por inteiro, és tu que me pedes a boca, e eu te atendo fazendo-a passear safadamente por este teu corpo suado e de curvas tão estonteantes quanto a de uma rainha celta. Quando enfio minha cabeça no meio de tuas pernas para tocar-te a pirâmide de delicias inauditas, e tu dás uma chave de coxas alabastrinas, eu enlouqueço em teu clitóris, sugando-o com febricitante ânsia.
         
             Neste momento em que o prazer te visita de forma intensa através da minha boca, tu pedes a mim, gritando, que não pare e que ainda te chame de minha fêmea absoluta, de minha Vênus de formosura única e original. Então, por fim sinto que explodes em gozo na minha boca, inundando a minha garganta com teus fluídos, que ao meu paladar são licores provindos do seio das Deusas da paixão orgástica. Tu és aquela que me diviniza com teu orgasmo, és a minha querida e apaixonante fêmea.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Dedico essa prosa-poética a ti mulher que neste momento acabou de lê-la.

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