sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O mar verde esmeralda do teu olhar

      Hoje, eu te trouxe flores vermelhas para enfeitar-te a mesa, para que ,enquanto trabalhas , ao olhar para elas, possas pensar em mim.
            
      Hoje, ao me lembrar do nosso último fim de semana e ao pensar no verde esmeralda do mar, foram na cor dos teus olhos que o meu mundo interior de pensamentos ficou envolvido.

      Foi no verdejar deles em que o meu espírito apaixonado mergulhou como se fossem eles uns oceanos de puro refrigério para refrescar sua paixão incandescente.

      Hoje, no café da manhã, ao comer morangos com chantili, foram em teus lábios rubros que pensei, particularmente, no ardor deles, inflamando meu corpo sedento pelo oásis do teu.

      É na saliva da tua língua que mato minha sede apaixonada, enquanto encaixo meus dedos por entre os cachos de teus cabelos.

      São nas curvas de tua cintura, onde faço a minha estrada de regozijo pleno, que encontro a mistura perfeita entre a paixão e desejo.

      E no horizonte secreto da tua alma de mulher, eu, peregrino navegante, navego até a ilha paradisíaca de teu amor.

      São nas tuas coxas roliças de jovem moça que me aqueço do frio invernal. É na alvura de tua pele macia que faço a minha tela em branco, para depois poder pintar nela cenas de pura paixão de um mundo só meu, onde não existe dor.

      O nosso amor é profano, santo, suado e rasgado, com gosto de mordida vampírica.

       Nos teus braços, mergulho, e neles me afogo, lascivamente, unindo nossos corpos em felicidade.

       Peço-te, querida, me marques com o ferro quente de tua volúpia insaciável, e que esta marca mostre a todos que sou um homem que somente ao teu senhorio pertence.

       Não me tentes por mais tempo, não seja assim tão cruel, dá-me logo teus beijos de calor vulcânico e com gosto da doce romã.

       Deixa-me agora te despir, vamos à noite a uma praia deserta fazer amor ao luar, a que eu possa mirar-lhe o reflexo prateado em teu belo corpo, transfigurando meu ser.

        E assim possa minha pobre alma ser libertada dos demônios da falta de paixão.

        Vamos, meu doce amor, porque o desejo me acossa, sujeito aos bosques perfumados do erotismo, onde há um lago que ganha vida diante do verde-esmeralda do teu olhar.

 - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Revisão ortográfica e textual de Natanael Gomes de Alencar

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