quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O poeta e a musa

      No dia de hoje eu quero poder descobrir a palavra certa, a frase precisa para que eu consiga fazer uma poesia que me satisfaça o paladar poético. Hoje quero que tu minha musa pela qual eu tenho imenso apreço, me seja generosa e me inspires aos borbotões, derramando a tua graça inspiradora fartamente sobre a minha fronte de escritor.
           
       Quero teu beijo ardente em minhas mãos para que as purifique, preparando-as para o sagrado oficio da escrita, também te peço que te enlaces em meu pescoço como serpente mística e aproximando tua boca dos meus ouvidos possas ditar a mim o que devo escrever.
           
        Eu desejo, oh, minha musa de presença acalentadora que me traga das mãos do próprio Febo, a sua pena e o tinteiro divinos para que eu possa escrever versos sagrados e profanos de tal qualidade literária, que olhos humanos e angélicos algum teve a oportunidade de ler.
           
        Possas tu minha musa apaixonante cobrir-me com a capa de Dante Alighieri para que eu consiga escrever com a paixão e o talento dos poetas antigos. E te conjuro para que não te esqueças de também trazer-me os cachos dos cabelos de Rimbaud para que eu se lhe assemelhe como poeta vidente, sacerdote e pecador.
           
        Fazei de mim um poeta imensamente criativo e de um espírito tão lírico como Miguel de Cervantes, para que eu tenha o animo de criar o meu próprio Dom Quixote de La Mancha com o intuito de ensinar as pessoas que me lerem que, não é louco quem sonha como Dom Quixote, mas está muito perto de ensandecer definitivamente, quem abandona o hábito sadio de se entregar aos seus sonhos. Afinal uma vida sem sonhos é uma existência sem grandes aventuras e consequentemente privada de portentosas realizações.
           
        Venha, ah, minha mãe bendita trazendo consigo a Afrodite e Perséfone para que eu possa entregar-me aos seus braços sensuais e ternos e que essas Deusas com seu amor erótico inigualável possam iluminar-me fazendo com que eu escreva os poemas de amor sensuais mais luxuriosos que já foram escritos.
           
        Enfim, neste dia em que aqui me encontro com minha pena autoral na mão e o tinteiro posto sobre a mesa, eu apenas quero permanecer debruçado em teu colo de delírios extasiantes e de uns fulgores psicodélicos indescritíveis. Tu e apenas tu és a fonte inesgotável de inspirações literárias e orgásticas de todos os poetas do mundo em todos os tempos, a ti que invoco e chamo com meus lábios profanos de a “Musa”.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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