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A sedutora nefasta

terça-feira, 4 de dezembro de 2007.
          A porta foi deixada aberta, um vascilo da minha alma incauta mais uma vez se deu, e sei que tu não deixarás barato tal erro cometido por mim, te aproveitarás ao máximo dessa minha fraqueza, afinal sabes muito bem onde fica o meu calcanhar de Aquiles.

           Sei que me tocarás com aquele jeito tão singular como somente tu sabes fazê-lo, esta tua forma de tocar provoca sempre um desejo que me é irresistível. Quando suas mãos perambulam pelo meu corpo, eis que o meu coração bate de forma acelerada, ele mais parece um bumbo que está sendo tocado dentro do meu peito em um ritmo de pura festa.

          Se tudo isso continuar a se repetir dessa mesma forma como ultimamente vem acontecendo, será inevitável o fato de que eu chegue a me apaixonar por ti, ainda mais quando me ofereces desta forma esses teus lábios carmins de estonteante Jezebel.

          Nesses momentos não há como usar a razão, contrario as minhas próprias forças não tenho como deixar de entregar-me a tua vontade e aos teus delírios.

          Percebendo que estou entregue em tuas mãos, oh, sedutora nefasta, tu começas de forma libidinosa a retirar a tua roupa peça por peça para a alegria dos meus olhos, e para o êxtase do meu espírito de homem apaixonado pela tua devassidão incomparável.

          Eu sou um poeta que anseia aprender a amar e tenho agora a mais pura convicção que apenas tendo tu como minha mestra nessa disciplina é que conseguirei este meu intento. Entre as mestras da arte do amor tu estás entre as maiores.

          Em nossa alcova de paixões incendiárias tu usas e abusas de mim, me visitas com teu corpo devasso em minha frente e verso, explora deste modo cada pedacinho da minha pele bronzeada, com isso, não te permites desperdiçar um centímetro que seja não só de minha estrutura corporal como de minha essência anímica.

           Diante dos olhos dos Deuses do amor sensual me entrego contigo nessa viagem visceral dos sentidos, e com a benção profana e sagrada deles, eu te permito arrancar da minha lança fálica o meu orgasmo de sensação mais vulcânica.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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