domingo, 2 de dezembro de 2007

Hoje caiu um gigante

         Hoje caiu um gigante, mas um como pouco se vê nesse mundo. Este gigante é único pela sua grandeza, tanto é assim, que ele é amado por seus seguidores e temido por seus inimigos. Este titã do qual eu estou falando é uma instituição histórica de uma tradição portentosa, afinal suas glórias são tão incontáveis como o numero das estrelas do céu. 

          Hoje esse titã caiu em plena arena, numa entre tantas em que entra para travar suas incríveis batalhas. O chão verde esmeralda dessa arena ficou tingido com o sangue alvinegro desse campeão das grandes multidões.

          Esse gigante não teve forças para lutar contra um outro gigante dos gramados, o Grêmio de Porto Alegre, alegria e êxtase de muitos corações gaúchos.

          E não teve força simplesmente porque elas lhe foram minadas por um homem mal e por sua quadrilha de cupinchas corruptos, estes só viveram para explorar as riquezas e os tesouros desse gigante que era e é idolatrado por uma nação alvinegra de seus fiéis. Hoje essa nação chora pela queda dolorosa e sangrenta desse seu amado guerreiro.

          Hoje o soldado romano chamado Jorge, aquele que trocou a Roma pagã pelo Cristo de Deus, recebeu muitas orações para que revista esse gigante com suas armas de fogo e luz, e reerga a bom tempo da terra seu corpo sacro que nela ficou tombado. Eu me visto com as armas de Jorge, e galopo em seu cavalo que me levará a vitória contra os meus adversários. Salve Jorge.

          Porto Alegre jamais se esquecerá do som trovejante do grito de dor e queda desse gigante destemido que foi ouvido em toda a arena do Olímpico e suas adjacências. E tampouco se esquecerá do barulho dos prantos de tristeza e angustia que reverberou por todo aquele estádio da parte dos seguidores e torcedores do gigante abatido.

          Hoje esse gigante pode ter caído, entretanto sua queda não será de duração perpétua, os dias de maldade, ilusão e escuridão por parte daqueles que dia a dia tramaram contra esse portentoso semi-deus acabaram, seu fingimento caiu por terra, pois estes diziam que o amavam, mas agora todos sabem que esse amor nunca existiu.

          Os que amam de verdade esse gigante que traduz a paixão mais efervescente dos paulistanos prometeram a si próprios que trabalharam de sol a sol para levantar de novo esse seu guerreiro de tantas conquistas e batalhas ganhas com uma raça e garra nunca vistas em um outro gladiador.

          Hoje um gigante caiu, agora que fiquem sabendo todos, principalmente seus inimigos e detratores que um dia ele se levantará em grande esplendor e glória, e por toda terra se ouvirá: - Eôoooo...eôooo...o Corinthians voltou.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Dedico esta prosa- poética aos cinco operários paulistanos que em 1 de Setembro de 1910, ás 8H30 no Bom Retiro, bairro operário de São Paulo, mais exatamente na Rua Imigrantes, N 34, esquina com a Rua Cônego Martins, fundaram o glorioso Sport Clube Corinthians Paulista. Eram eles: Antônio Pereira, Joaquim Ambrósio, Anselmo Correia, Carlos da Silva e Rafael Perrone. E a todos os 35 milhões de torcedores do alvinegro paulista espalhados por todo este Brasil de meu Deus.

Um comentário:

Anonymous disse...

Esse gigante Elton vai se reerguer e voltará ao seu posto maior, ou seja, entre os líderes.SOU LOUCA POR TI CORINTHIANS!!!!Beijo.Flavinha.