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Uma prosa-poética para Ana Bell

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008.
           Tu és ainda tão menina, no entanto, escreves dessa forma tão surpreendente. Quem te ensinou a manipular com tal destreza as palavras deste modo como tu o fazes?Teus escritos guardam neles o perfume do jasmim, este que parece foi plantando no jardim mágico da Mãe Literatura, oh, minha amada menina escritora.

         A tua meninice não te impede de enxergar o mundo como ele realmente é, este que vive mergulhado na ganância pelo poder e dinheiro, e deste modo me mostras como a tua mente é evoluída. Trocastes a companhia de tuas bonecas de trapo pelo universo mágico das letras, para que assim pudesses expressar teu inconformismo com tudo aquilo que achas que está errado em tua volta.

            Cada vez que te leio imagino que junto ao teu berço quando ainda eras um bebe, Drummond e Rimbaud, com seus espíritos imortais iluminados te abençoaram com o dom de versejar com alma e coração. Drummond colocou em tua mão direita o tinteiro enquanto que Rimbaud na esquerda pôs a pena autoral. E juntos pronunciaram a sentença: Tu serás poeta!

             Não devo esquecer-me de dizer que também escreves com igual maestria no gênero da prosa, cansei de me encantar com teus contos onde em suas linhas escorrem desmesurado talento. Há ainda a tua literatura erótica que me deixa sem fôlego tamanho a excitação que ela me causa.

             Ah, Minas Gerais, dentre as tuas muitas filhas tu tem uma que soçobra ainda no anonimato, mas que um dia há de se mostrar ao mundo por conta de sua grande literatura artística. Tu, oh, Minas que sempre foste pródiga em revelar para o mundo literário, brilhantes e geniais escribas.

 - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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