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"NORDESTINA"- II E ULTIMA PARTE.

domingo, 4 de maio de 2008.

LEONARDO DI CÁPRIO-Los Angeles, 11 de novembro de 1974) é um ator estadunidense









O belo caboclo de apenas vinte anos, com algum tempo que naquele lugar vivia, fez logo muitas amizades, pois só assim ele sabia que iria conseguir o que queria. Logo ficou sabendo quem era o manda chuva do pedaço e com sua quadrilha já armada provocou uma guerra insana, o maluco a partir de então da cocaína do crack e da maconha era o guardião.

Matou o poderoso chefão do tráfico daquele lugar arrancando-lhe com suas próprias mãos o seu coração, expulsou e extirpou os comparsas do antigo barão da droga que por ele fora vencido.
- Eu sou Romildo o carniceiro, sou o novo alcaide deste pedaço por mim de forma sangrenta conquistado, ai daquele que quiser comigo bancar o palhaço, querendo roubar o meu espaço, o trono que me é sagrado.

Mariana nem acreditou quando tudo aquilo com seus olhos surpresos contemplou. Desesperada o seu namorado procurou e assim o interpelou: - Romildo, o que foi que você de sua vida foi fazer, em tudo isso que aconteceu eu não posso crer, não é este futuro que desejo nem pra mim, nem pra você. Eu não trabalho e estudo tanto para me tornar mulher de bandido, não quero levar uma existência assim, está tudo terminado entre nós, me deixe em paz, pois não quero vê-lo nunca mais.

Por muitos dias Mariana uma dolorosa dor em seu peito amargou, pois aquela menina sinceramente por Romildo se enamorou, que sina dura a dela ter escolhido para viver ao seu lado, logo um pérfido facínora como era aquele seu ex-namorado.

Mas como Mariana era uma garota de personalidade forte e essa era a sua sorte, não baixava a cabeça por qualquer duro golpe que da vida recebia, pois pra quem já enfrentou a seca do nordeste não seria esta decepção de amor que esmagaria seu calejado e sofrido coração. Esta nobre menina toda resoluta resolveu mais do que nunca sem a companhia do ex-amado sua vida tocar, seu sonho de ser uma mulher independente e profissionalmente vitoriosa um dia ela haveria de alcançar.


Romildo se tornou o terror daquele lugar, peitava e combatia quem lhe ousasse enfrentar, até os meganhas uniformizados e armados lhe tinham medo, pavoroso era o seu ameaçar. Até que naquele distrito policial, apareceu um jovem e determinado delegado, seu nome era Edmundo, ele fora designado para o tráfico de drogas naquela região acabar.
Quando ficou sabendo do reinado sangrento de Romildo, vulgo o carniceiro, foi logo dizendo aos seus subordinados: - Eu vim nesta delegacia parar, para com o reinado deste tal de Romildo, o carniceiro, finalmente acabar, um basta nos atos criminosos deste bandido eu vou dar.


Por aqueles dias, Romildo ficou sabendo das pretensões do novo delegado que á pouco naquele distrito acabara de chegar, aos seus comparsas ele se apressou a avisar, que uma guerra violenta iria começar, e jurou aquele maldito inimigo novo matar, por isso resolveu até os dentes á ele e seus comandados se armar.

Resolveu escrever duas cartas, uma para o delegado lhe avisando aonde deveria o encontrar, pois um enfrentamento para resolver aquela parada o facínora ousou marcar.Outra era para Mariana, caso acontecesse de algo dar errado, queria antes de partir, que a moça soubesse que ela era a única mulher que em sua vida de bandido, pela fraqueza vencido, ele havia amado de verdade, e que pela decepção que lhe causou ela o perdoasse, e sempre em seu coração gentilmente o levasse.

Chegando em casa do trabalho, Francisco o seu cunhado, disse a Mariana que no caminho, um menino lhe havia pedido para lhe entregar um branco envelope, a menina ficou aflita ao perceber que era uma carta de Romildo, e afligiu-se mais ainda ao ler o seu funesto conteúdo, ela pareceu ao terminar de ler, ter sido atirada em um poço escuro e profundo.

Desarvorada a pobre menina nordestina, saiu desesperada porta a fora. Amália, que a cena toda com Francisco assistira, pegou a carta que sua irmã ao sair daquele jeito apressado levada pelo sôfrego desespero havia deixado ao chão cair e ao terminar de ler o que Mariana já houvera lido, sentiu seu mundo ruir, com um imenso medo no coração, no chão se ajoelhou e uma prece por sua irmã aos céus elevou.

No local de confronto, não havia ninguém que se arriscasse passar por ali, pois todos os moradores ficaram sabendo do encontro marcado entre a quadrilha de Romildo com a equipe policial do novo e corajoso delegado. Todos estavam torcendo para que Edmundo finalmente acabasse com aquele seu tétrico pesadelo chamado Romildo, o carniceiro.

Apenas o pessoal da tevê que assim que sabedora do confronto entre policiais e bandidos no lugar em que se daria tal encontro já marcava sua presença. Romildo se dizia cabra macho e queria decidir tudo por si só, apenas reuniu seu pessoal porque duvidava que o novo delegado tivesse coragem de enfrentá-lo sozinho, mano á mano.

Edmundo quando lá chegou, recebeu de Romildo o desafio de um duelo, a coisa deveria ser apenas entre os dois, sendo que depois seus homens deveriam apenas aceitar o resultado final da luta, e o grupo do chefe vencido conformados deveriam ao grupo inimigo se entregar, e sua triste sorte amargar. Tal desafio de cara corajosamente o delegado aceitou.

As armas escolhidas foram duas pistolas de alto calibre, Edmundo atravessou o peito de Romildo com dois tiros certeiros, o novo delegado que há pouco tinha sido empossado tinha já feito parte de um grupo especial de atiradores de elite. A equipe do corajoso delegado prendeu o bando de traficantes que estupefatos viram seu chefe ser tão facilmente e habilmente vencido, quem diria que tal coisa se sucederia com o destemido Romildo, o carniceiro?

Sangrando profusamente, e deitado no chão sentindo o bater fraco do seu coração, Romildo abriu os olhos, e percebeu o rosto de Mariana que naquele momento chegava aflita, disse-lhe o jovem facínora: - Mariana me perdoe todo o mal que lhe causei, pois sei que teu coração eu feri, sou ciente que não foi este o amor que na vida tu desejaste, nem ter como teu homem um sanguinário bandido. Mas saiba minha menina nordestina, que outra mulher como você eu nunca amei, apenas contigo me casar um dia eu sonhei. Só quero que entenda que traficante me tornei porque uma melhor oportunidade na vida não encontrei, ainda mais aqui em São Paulo que nordestino é tratado com muito pouco caso, nesta grande metrópole ele só serve pra fazer asfalto e todo santo dia é maltratado e vilipendiado.

Nos braços de Mariana Romildo como um homem de fibra morreu, e aquela cena vista pela tevê o povo paulistano jamais se esqueceu. Passados alguns anos sua faculdade de administração de empresa Mariana concluiu, e aquela promessa a sua família cumpriu, pois os trouxe a grande São Paulo e uma vida confortável e muito mais digna e rica em oportunidades lhes deu. Uma ONG a menina vinda do nordeste fundou, para ajudar os conterrâneos que vinham tentar nova vida naquela gigantesca cidade, e uma certeza em seu coração firmou, que sua gente mesmo sendo gente de costume e sotaque diferente não tinha que sofrer tanto e nem viver como pessoas indigentes e da esperança de melhores dias, descrentes.



“Procure por aí a fora"Cabra" que acorda antes da aurora, e da enxada lança mão. Procure mulher com dez filhos que quando a palma não alimenta, bebem leite de jumenta, e nenhum dá pra ladrão. Procure por aí a fora quem melhor que a gente canta, quem melhor que a gente dança xote, xaxado e baião. Procure no mundo uma cidade com a beleza e a claridade do luar do meu sertão.”

(Fragmento final do poema "Exaltação ao Nordeste" de Luiz Gonzaga de Moura
)

A poesia postado acima e intitulado- "Nordestina"-II e ultima Parte é da autoria de Elton das Neves O Anjo das Letras, um texto inspirado na letra de "Faroeste caboclo"-, da autoria de Renato Russo- 1960-1996- canção gravada para o disco "Legião Urbana" - Que país é este?- 1978-1987- Emi Odeon- 1987.

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