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" NORDESTINA" - I PARTE.

segunda-feira, 5 de maio de 2008.
















"Eita, Nordeste da peste, mesmo com toda seca abandono e solidão,Talvez pouca gente perceba que teu mapa aproximado tem forma de coração. E se dizem que temos pobreza e atribuem à natureza, contra isso, eu digo não. Na verdade temos fartura do petróleo ao algodão. Isso prova que temos riqueza embaixo e em cima do chão.”

( Fragmento inicial do poema "Exaltação ao Nordeste" de Luiz Gonzaga de Moura
)

Mariana tinha dezenove anos quando do interior do nordeste na cidade grande veio morar, sua irmã mais velha a convidou para que com ela viesse ficar. A jovem moça gostou da idéia e se arrumou pra viajar. Com muitas lágrimas despediu-se de seus pais, gente humilde mais trabalhadora demais, beijou seus dois irmãos mais novos dizendo-lhes que quando sua vida tivesse mais ajeitada, a casa retornaria para lhes dar uma melhor existência, muito mais digna e honrada.

Na rodoviária de sua pequena cidade pegou um ônibus para São Paulo e foi atrás de sua felicidade. Seu coração disparou quando na grande metrópole chegou. Que imensa cidade era aquela meu Deus!
Coisa parecida àquela menina nunca vira igual, pois a cidade era uma selva de pedra descomunal. Que surpresa aos olhos da linda moça nordestina! A experiência de conhecer um lugar tão diferente, lhe era quase divina.

Sua irmã se chamava Amália, seu cunhado Francisco e seu sobrinho Adriano, de apenas cinco aninhos.
Receberam-na com muita e sincera alegria-, - Ah Mariana minha amada irmã-menina, seja muito bem vinda! Ela se alojou em um pequeno quartinho da casa, sua alegria de estar ali no rosto transparecia, tempos bons e venturosos aquela mudança lhe prometia.

O que Mariana queria era um trabalho arrumar, pois de verdade não gostaria em um peso se transformar. Uma conhecida de seu cunhado tratou de lhe ajudar e numa padaria ali perto lhe arrumou um bom lugar. Com jubilo em seu coração no caixa deste estabelecimento foi trabalhar, esta boa chance com certeza Mariana iria aproveitar, com unhas e dentes tal oportunidade iria agarrar.


De segunda á sábado a menina nordestina acordava cedo e ia enfrentar o seu batente, pois vinha de uma família pobre, mas decente, a noite ia fazer o supletivo, pois de caixa naquela padaria por muitos anos com certeza não ficaria. Mariana sabia que só havia um jeito, teria que ralar, trabalhando e estudando muito, pois tinha em sua esforçada mente o desejo de conquistar seu espaço honestamente.


Foi quando apareceu em seu bairro um rapaz muito bonito chamado Romildo, com seu sorriso lindo ela se encantou, com seu xaveco fluído por ele a menina se apaixonou.
Ele era também um nordestino, viera da Bahia há pouco tempo, também como Mariana queria vencer em sua vida, só que de outra forma, e disto ela não sabia.
- Romildo com você eu quero namorar, um dia casar. Um filho eu quero ter, se o meu sincero amor você merecer. Iniciaram um namoro e Mariana no paraíso parecia viver.


Imagens ilustrativas do texto:
I-Imagem do mapa da região do nordeste.
II-Quadro de "Portinari" intitulado- “Criança morta”-de 1944-,
da série “Retirantes”.
III-A cidade de São Paulo.
IX-Mariana.


A poesia postada acima e intitulada-, “Nordestina”-, I parte -, é da autoria de Elton das Neves o Anjo das Letras. Continua na postagem abaixo...

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