quarta-feira, 28 de maio de 2008

" O PACTO II PARTE".






Da noite para o dia o garoto percebeu que algo lhe ocorria, pois estava tocando sua fender como nunca, pois nem B.B. King daquele jeito fazia. Rifs e solos novos e revolucionários o garoto inventava, ele nem imaginava de onde todo aquele seu talento chegava.
Até que no meio de um desses solos a memória lhe voltou, aquilo era coisa do demo com quem um pacto ele firmou.

Mas a felicidade lhe era tanta que para isso nem ligou, foi quando sua mãe lhe avisou que enquanto estava na escola alguém lhe telefonou e disse-lhe que tinha ouvido falar dele como músico amador, e um teste neste dia para o garoto programou, o nome dele era Tom Phillips, de novos artistas era um descobridor e o seu contato o caça talentos com sua mãe deixou.

Creole para o tal sujeito telefonou e um encontro para o seu teste com ele marcou, às duas horas em uma antiga casa de espetáculos de Nova Orleans com o descobridor de talentos o garoto se encontrou. Ana Carolina o seu namorado ao teste acompanhou e uma coisa ela estranhou, enquanto Creole sua guitarra tocava um cheiro de enxofre no ar se manifestou.

No teste Creole foi devidamente aprovado e a uma banda de rock foi apresentado, um contrato para gravar um disco foi assinado, King Creole estava perto de realizar seu lindo sonho dourado. Achando a rápida evolução no tocar da sua guitarra muito estranha, Ana Carolina com seu amado comentou, mas fingindo achar ruim, o menino lhe disse que aquilo era fruto de muito ensaio duro, de um trabalho sem fim.

Em pouco tempo a banda de Creole fazia muito sucesso, depois de gravado e lançado seu disco que vendeu aos milhões até chegar aos trilhões, os jornais falavam principalmente da técnica apurada do novo guitarrista que com seus estonteantes solos botava fogo no rock, deixando o pessoal da tevê e também seus milhares de fãs em estado de choque.

Passado alguns meses, nos Estados Unidos assim como em todo mundo, na musica pop não se falava de outra coisa á não ser da guitarra mágica do grande King Creole. O seu jeito de tocar o instrumento era encantador, o efeito entre os mais jovens era arrebatador, desde Elvis Presley o rei do rock não se via no mundo da musica alguém com tanto talento assim, com um carisma e uma legião de adoradores que parecia não ter fim.

Mas Ana Carolina que aos shows á Creole acompanhava, ao insistente cheiro de enxofre estranhava toda vez que o famoso jovem roqueiro se apresentava. A menina sulista ficou a imaginar e uma série de detalhes passou a observar e questionar, por exemplo, como que de repente o seu namorado não só aprendera mas também evoluíra tão rapidamente como guitarrista? Como um famoso empresário e um disco de sucesso tão rápido uma banda desconhecida do nada foi emplacar?

Ligando os acontecimentos ao cheiro de enxofre que há tempos estava á incomodar, que já se tornara famoso, pois tanto os fãs como os jornalistas ficavam a se perguntar sobre o misterioso odor que se espalhava no ar quando Creole nos shows de sua banda estava com sua guitarra á solar, Ana Carolina decidiu que o caso iria investigar.

Pesquisando sobre a história da musica negra do sul dos Estados Unidos, principalmente sobre rock e blues e tudo que havia acontecido, descobriu uma história semelhante á de Creole, seu namorado querido. Tempos atrás, um jovem bluseiro negro, vindo da cidade de Memphis, no Tennessee, fizera um pacto com o sinistro que a si lhe aparecera e em troca de muita fama e dinheiro, sua preciosa alma ao anjo perverso vendera.
Havia também um detalhe que lhe chamou a atenção naquele seu pesquisar, toda vez que o blues man estava a se apresentar, um cheiro sinistro de enxofre se espalhava pelo ar, sinal da presença do tinhoso, que mais cedo ou mais tarde viria à parte do musico no pacto cobrar.

Desvendando de vez aquele mistério, Ana Carolina se pôs amargamente por Creole á chorar, como é que seu amado pudera cair naquela besteira de que para a fama alcançar, ter de logo ao diabo apelar. Pela alma de Creole ali mesmo na frente do computador se pôs á rezar, e jurou á si mesma que por ela iria lutar e corajosamente salvar, mas para fazer isso teria que o tempo certo esperar chegar. Uma coisa também a menina decidiu, que a sua descoberta somente para ela iria guardar.

Passados dois anos, King Creole já se firmara como um importante ícone da musica jovem e da contracultura, seus discos, seus filmes, sua imagem varria os quatro cantos do mundo, muitos críticos especializados sobre rock, o consideravam o melhor guitarrista de todos os tempos. Por causa do perfume de enxofre misteriosamente sentido pela sua audiência em suas apresentações, a mídia toda havia lhe colocado o significativo apelido, o de guitarrista do inferno.

Ao completar vinte anos já tinha dezoito discos de ouro, o seu ultimo álbum foi tão fenomenal que lhe valeu seis grammys de uma só vez, o jovem rapaz realmente por todos era considerado um rock star genial. Mas ninguém, há não ser Ana Carolina, notava seu ar triste, seu sorriso que muitas vezes era sem graça, seu olhar distante que não tinha brilho e nem alma. Creole, nem por um segundo, desconfiava que Ana Carolina seu segredo tenebroso já houvesse descoberto.

Então foi que no seu vigésimo aniversário o que ele mais temia aconteceu e com isso seu coração estremeceu, em uma noite depois de mais um show, ele e Ana Carolina voltavam de carro para casa, quando bem há frente do seu veículo se materializou do nada o pai da desgraça. Um forte cheiro de enxofre encheu o ar, seus pulmões e peito, foi um acontecimento de fazer qualquer um congelar, o motorista que os guiava aterrorizado abriu a porta do carro e saiu correndo á gritar.
- Continua na próxima postagem... O conto postado e intitulado “O pacto II parte”-, é da autoria de Elton das Neves O Anjo das Letras.

Imagens que ilustram o texto:
I-A segunda foto á esq. da tela é do guitarrista Stevie Ray Vaughan- Dallas-Texas-03 de outubro de 1954- um dos mais cultuados guitarristas do blues moderno.
II- a terceira foto á dir. é de uma rua da cidade de Memphis- EUA- localizada no estado do Tennesse.
III- A quarta foto á dir. no canto inferior da tela é a do guitarrista e cantor negro de blues, o lendário B.B.KING. (
16 de setembro de 1925, Itta Bena, Mississippi).










Um comentário:

SELADORA disse...

Cara esse seu comentário com rimas é de amargar, me desculpe, mas tive de parar de ler... e outra, esse tal de "creole" não seria SRV??? Não li a continuação pq nem sei onde está, mas se for com rima eu não leio mesmo.... salve SRV!!!

FUI!!!!!