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" A REAL IMPORTÂNCIA DE NOS VALORIZARMOS COMO PESSOAS".

sábado, 6 de dezembro de 2008.

Cubatão, 6 de dezembro de 2008.

Fiquei alguns dias sem postar, acho que foram três dias, isso por motivos de força maior, meu micro estava em manutenção. Mas agora ele estando de volta, eis que eu também estou. E é muito legal voltar á escrever para vocês, o meu público leitor que tanto amo, sabe eu curto criar para quem realmente gosta de me ler, e falo isso despido de qualquer demagogia, esse negócio de literatura está em minhas veias, o ato de escrever para mim está associado ao de respirar, deixar de expressar através das letras o que sinto e penso, seria como deixar de levar oxigênio aos meus pulmões, seria como deixar de viver. Bom, mas agora que posso novamente fazer o que mais gosto nesta vida, gostaria de falar de um assunto que acho importante. Queria falar da real necessidade que temos de nos valorizarmos como seres humanos, como indivíduos, e toda valorização pessoal tem de passar pelo amor e respeito próprios, se não a coisa não anda. Ontem falei com uma amiga, que infelizmente esta sofrendo muito, protegerei aqui seu nome assim como os de todos envolvidos no relato que aqui vos farei. Infelizmente ela está passando por problemas sérios de saúde, e isso tem sido uma tempestade daquelas em sua vida. Mas eu pensei que suas dificuldades se limitavam á isso, sendo que o só isso é osso duro de roer, só estando na pele da pessoa para saber. Mas fiquei sabendo, que esta pessoa maravilhosa, á qual tenho grande estima e amizade, tem uma pessoa em sua vida, aliás isso eu já sabia já algum tempo, o que não era do meu conhecimento, era o tipo de relacionamento ácido que eles tinham. Pois esta minha amiga em questão, por estar gravemente enferma necessita de muito carinho, atenção e muito, mas muito amor. E eu julguei que ela estava tendo isso da pessoa amada, pois ela quando resolveu se expressar sobre a sua cara metade, o fazia com muito amor, e um romantismo incrível. Doce e amargo engano meu. Ontem fiquei sabendo de sua boca, coisas horríveis sobre o seu namoro que me deixaram estarrecido e ao mesmo tempo chocado.

Disse-me minha amiga, que ao passar muito mal, a pessoa com quem namora, teve a pachorra de não só se recusar á acompanhá-la ao hospital, mas pediu com que um outro individuo que foi sua ex-mulher, é que a levasse. Lá chegando, não bastasse todo mal estar que estava passando devido a sua doença, teve de ouvir da ex da pessoa com quem namora o seguinte:- Nós ainda estamos juntos!-, estarrecida ao ouvir tal informação, isso foi como uma pancada de madeira de caibro na cabeça dela. Depois que chegou em casa, telefonou para a pessoa com quem se relaciona para exigir explicações sobre a tal afirmação que ouvira no hospital da boca da ex. A reação da pessoa com quem namora foi violenta, disse coisas que á magoaram muito, e pra fechar com “chave de ouro”, bateu o telefone em sua cara. O que era magoa se somatizou em pura dor. Quando tive oportunidade de lhe falar também por telefone, ela ao ouvir minha voz, caiu em um pranto amargo e com certeza de lágrimas profusas, apesar de eu não poder vê-las. Além de me contar o fato que acabei de vos relatar, ainda me disse, que tinha dado tudo de si para este outro alguém com quem se relacionava romanticamente. Até dinheiro, inclusive me confidenciou que comprara uma moto zero quilometro para a alma pela qual esta enamorada, pode?Daí eu vos respondo:- Não, não pode. Sabe a vida humana está cheia destas histórias de exploração através dos relacionamentos não baseados no amor, mas na paixão, no sentido patológico mesmo. Há que se diferenciar amor romântico de “paixão”, expressão que procede da palavra grega “pathos”, de patológico, doença. No amor você não é e nem explora ninguém, muito menos exerce sobre quem diz amar, uma influência de dominação, de poder. A relação verdadeiramente romântica tem de ser uma outra coisa. Já a paixão que nós que fazemos poesia muitas vezes ao escrever, á misturamos e confundimos com amor, para falar de suas coisas, é baseada no domínio da vontade do outro, ah faça isso ou aquilo, se vista assim e não de outro jeito, e quando andar comigo, nem olhe para os lados. Estes são apenas alguns exemplos de relacionamento puramente “passional”. Outra característica deste tipo de envolvimento afetivo é exercer tal dominação através do sexo, se ele é muito bom, se há química explosiva no relacionamento em questão, então tem sempre um dos dois dentro do casal, que é muito influenciável pela ótima experiência sexual vivenciada pelos dois, e geralmente, é sempre o mais sensível, o mais romântico, o que sente as coisas mais á flor da pele, e pode ter a certeza, é o que mais futuramente dentro desta relação que vai sofrer muito, ou sozinho. Então caímos no caso clássico destas funestas histórias de paixão, uma vez que entendemos o que ela é. A pessoa que consegue exercer tal dominação sobre a outra, a vampiriza, sugando-lhe tudo, até a ultima gota de sua energia pessoal. É a chamada exploração sexual. O que sofre a dominação por parte da pessoa amada, dá tudo de si á outra, carinho, atenção, dedicação e até dinheiro, e ás vezes muito deste vil metal. Foi o que como já vos narrei em linhas acima, minha cara amiga fez, sem perceber que o tempo todo estava sendo enganada, traída em todos os sentidos, explorada de forma covarde e ímpia. E aí que tem de entrar uma coisa que nos é importante, o amor próprio, antes de dizermos que amamos alguém, temos de verificar se antes amamos á nós mesmos, se nos respeitamos antes de dar respeito á um outro alguém. Porque quem não nutre e exercita tais sentimentos, o de amor e respeitos próprios, não pode tê-los por uma outra pessoa, antes de ter por si mesmo. Como você pode dizer á outrem- “eu te amo”, se não sentes amor por ti mesmo, se deixas com que esta pessoa que dizes estar enamorada, evacue e urine em cima de você?Não seria isso contraditório?Lógico que seria. Daí quando chegas ao ponto de precisar ser ajudada, pela pessoa pela qual esta apaixonada, e pela qual faltou dar até sua alma, e que por sua vez só quer saber de receber e nunca de dar, e no final das contas recebe por parte dela uma recusa como ocorreu por esta minha conhecida que protagoniza tal relato, a dor e a revolta tomam conta do seu ser. Você se sente usado, explorado, vilmente enganado, aturdido por se ver traído em seus sentimentos que eram sinceros. Então quando a ficha cai, bate o arrependimento tardio, que nos faz fazermos a amarga pergunta: - Como eu pude ter sido tão tolo (a)?-, bom, caros leitores, quando isso chega á esse ponto, é balalau São Nicolau. Não há muito o que fazer para recuperar o tempo que perdestes em dedicação á pessoa imerecedora do seu carinho e amor. Mas há algo mais importante que podes chegar ainda á fazer por ti mesmo, e o que aconselhei á referida amiga, recuperar a auto-estima e mandar o parceiro(a) ás favas, terminar com a relação de exploração, de passionalismo doentio e total, e tratar de cuidar de si mesmo, começar a se gostar mais. Fechar o coração pra balanço, e só entrar em outra relação, quando tiveres a certeza que o dispositivo do teu amor-próprio está ligadíssimo, se não for assim, é melhor ficar sozinho. Pois repito, quem não se ama e não se respeita, não pode amar e respeitar á mais ninguém, afinal, quem é mais importante para você, além de ti mesmo?Lembre-se do mandamento cristão:- Amar o teu próximo como á ti mesmo. Isto sim, é ter a real importância de nos valorizarmos como pessoas dignas que temos de ser.

ELTON DAS NEVES O ANJO DAS LETRAS.


"Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais." Benjamim Franklin

2 Comentários:

Inubia disse...

Amei esse Texto, uma questão que levanta muita reflexão.

""Acreditamos muitas vezes que quando se trata de amor tem
que ser sofrido e que sofrer por alguém ou com alguém é sinal de amor e que se não for assim é egoísmo e pensando dessa
forma terá um amor doentio...
Amor pra mim, não significa sofrer, pq se existe dor é sinal que algo não tá bem, ta doente, precisa ser tratado.
Essa questão do amor próprio é fundamental para que o ser humano
seja feliz e tenha vontades, essas vontades te levam a viver e a amar os outros com mais razão.
Esse de bem consigo mesmo não pode ser feito por outra pessoa,
não adianta querer que o outro leve a culpa. É que nos falta auto estima, auto valorização, enfim é falta de amor próprio.
Quando queremos que o outro nos faça feliz é pq temos dificuldade
de perceber que a nossa felicidade não vem de um outro ou de algo lá fora,a não ser de nós mesmos.
Entre amar e ser amado existe um equilíbrio.""

Mercedes disse...

Gostei do blog e da sua forma de escrever, desejo-te muito sucesso e felicidades para a sua escrita.

Quanto as questões do amor, é fundamental darmos espaço a outra parte e tratarmos o relacionamento com respeito e confiança. Devemos aceitar que ninguém é de ninguém.

Temos que ter algo em comum ou objectivos quase iguais para que o relacionamento dê certo.

Devemos dizer a esta pessoa que amamos, sobre as nossas tendências, sobre o que gostamos e sobre as nossas ambições.

Não devemos esperar que esta pessoa realize todos os nossos desejos, mas que esteja presente em quase todos.

Se duas pessoas caminham em direcção contrária, provavelmente estão perdendo tempo, e gastando o tempo do outro.

Os momentos de felicidade e realização pessoal, são pequenos perto das dificuldades do dia a dia, mais felizes são os sábios que compreendem o ser humano e aceitam as pessoas como elas são.
http://sexopoderfeereligio.blogspot.com/

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