Google Translate

QUANDO EU ESTIVER VERSEJANDO... REEDITADO

sábado, 28 de março de 2009.
*** Minha poesia é a esposa da minha alma, que fala através dela. Eu seguro a minha pena autoral, acende-se em mim um fogo espiritual. Rasgo com meus dentes, as veias do meu pulso, que pulsa e a tinta que faço escorrer no tinteiro é o do meu próprio sangue. Grito ao mundo um berro rasgado, doloroso, manchado de vermelho.

***Proíbo-te de tocar-me enquanto escrevo, neste momento sou sagrado, sou um deus verdadeiro. Se escuse de pronunciar meu nome, sendo assim, não me chame, enquanto versejo em meu inferno sagrado e profano.

***Quando faço minha poesia sangrenta, é a Deus que procuro. Mergulho no abismo para encontrá-lo e subo como um ser alado ás alturas, com a intenção de invocá-lo.
***Aviso-te de novo, enquanto escrevo um poema, não me faça uma nova pergunta e nem queira beijar minha boca. Se abstenha de tocar na minha roupa, me esqueça por uma semana inteira.

***Quando passares perto da porta do quarto aonde escrevo, inebriado pela poesia, se escutares algumas vozes, não se assuste, pois são poetas mortos, mestres escritores conversando comigo, são Dante e Virgilio, Baudelaire e Rimbaud.

***Nas horas do meu versejar, não ponha um disco na vitrola, enchendo o ar com música, nem aja como uma tola ciumenta, querendo me ver parar de escrever.

***Não permita minha querida, que as crianças elevem suas vozes pelo corredor, quebrando o sagrado silêncio, expulsando de perto do meu ouvido a boca da musa, que me inspira o poema, causando com seu afastamento, tremenda dor.

***Entenda que, enquanto versejo, brilho como ouro a refulgir sob o fogo aceso. Enquanto versejo crio um rico tesouro, o mais valioso já visto em todo mundo. Enquanto versejo sou uma estrela cadente que aos poucos se extingui, sumindo, morrendo no poente
.

ELTON DAS NEVES O ANJO DAS LETRAS.


“Um poeta é um rouxinol que se senta na escuridão, e canta para se confortar da própria solidão com seus próprios sons. Seus ouvintes são homens arrebatados pela melodia de uma musica invisível, que se sentem comovidos e em paz, ainda que não saibam nem e o porquê”. Percy Bysshe Shelley.

1 Comentário:

§ Sandy § disse...

apenas uma pergunta!


Como é que eu pude estar tanto tempo sem vir até este magnifico lugar que me acalma docemente a alma, mostrando-me, na beleza da escrita, que ainda há pelo que lutar?


Os seus textos estão cada vez mais belos.


Meus sinceros e humildes parabéns

TEXTOS E CRÔNICAS DO ANJO DAS LETRAS. © Copyright 2007 - 2017 | Design By Gothic Darkness | Editado por Lizza Bathory