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O PELICANO E O POETA!

domingo, 14 de junho de 2009.

****Eu sangro todo dia compondo minha poesia, das minhas veias é que vem o meu sangue, de onde faço tinta rubra para poder escrever o que escrevo. Minha pena autoral é minha vontade suplicante para a inspiração vir, é minha vontade que como um rio poderoso, não pode ser parado, mas deve sempre em frente prosseguir. É minha força de vontade que como um martelo de aço, bate no cravo da necessidade de escrever sem parar, sem cessar, não, a poesia nunca deverá acabar.
****Eu rasgo meu peito poético, abro-o ao mundo incauto, como um pelicano cheio de compaixão, alimento a humanidade com pedaços da carne do meu seio aberto, rasgado e vertido em puro sangue. Quero que comam da substância sagrada do meu sacrifício literário de todos os dias, então, que todo aquele que comer de minha carne e beber do meu sangue poético, possa ajudar a transformar esse mundo perdido, em um paraíso humano para todo ser humano.
****Sou hóstia viva colocada no altar da poesia bendita, ardo nas chamas sacrificais, imolado para que todos sejam salvos pela poesia de todos os dias.
****Minha poesia na verdade não me pertence, ela é do pai e de seu filho, da mãe que amamenta sua menina, do padre que do alto do púlpito evangeliza o seu povo, do prefeito e do comboio que o acompanha em dias de candidatura política , ela é do lixeiro e da gari que trabalha para sustentar o seu guri, é do menino descalço que no farol vermelho, é malabarista em seu circo de rua.
****Sou poeta por predestinação, e ser um versejador pode ser benção e também condenação. Tomai minha poesia pungente e ardida dentro do vosso coração, guardai-a como se ela fosse uma doce canção. Bebei o vinho vermelho dos meus versos, e conheça finalmente o meu reverso. Sou poeta vivo, serei poeta morto, mas jamais serei esquecido.


ELTON DAS NEVES O ANJO DAS LETRAS.

Dedico essa prosa poética aos poetas da SAB- Sociedade dos Amigos da Biblioteca e do Arquivo histórico.

1 Comentário:

teresapraia disse...

Versos que tocam nosso coração devem ser relidos, pra que os corpúsculos que emanam do som da leitura possam se impregnar no nosso SER e fazer parte das nossas verdades não é?
Lindo texto mesmo Anjo das Letras!

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