quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dollores!!! - I Parte.- O conquistador!!!


            Ela não compreendia o que houvera acontecido, sempre deu o seu amor sincero aquele ingrato, confusa não consegue entender o motivo daquela traição sórdida. Seu coração apaixonado e amargurado começa a fazer perguntas a si mesma:- Meu Deus, onde foi em que eu errei?

            Tinha o conhecido na farmácia em que ela trabalhava como atendente de balcão, o rapaz de aparência muito jovem, beirando quem sabe os vinte três anos, um dia por lá apareceu para comprar um remédio para a sua insistente gripe que já o atormentava há dias, em tempos de gripe suína era bom não facilitar, tinha deste modo de colocar as barbas de molho.

            O malandro assim que colocou os seus argutos olhos na bela garota, que como ele não deveria também exceder seus vinte três, vinte quatro anos, lançou-lhe um sorriso impregnado de simpatia e cheio de segundas e porque não dizer terceiras intenções.

            Após ser atendido, aquele conquistador irrecuperável metido a Rodolfo Valentino dos tempos modernos, perguntou-lhe se era nova no pedaço, haja vista que nunca tivera se deparado com ela antes daquele seu afortunado dia, ali, como atendente da farmácia do bairro.

            Então procurando também ser simpática e educada com o gentil rapaz, afinal essas duas qualidades trazia presente em seu caráter bem formado por uma educação familiar rígida, a moça respondeu-lhe que aquele dia era o seu primeiro em termos de trabalho, e que tinha se mudado há uma semana somente para aquele bairro.

          Não acreditando na sua sorte, e até esquecendo a forte gripe à qual era acometido há dias, aquele empertigado e intrépido conquistador do coração feminino, resolvera naquele mesmíssimo instante que, custasse o que custasse conseguiria ganhar o coração daquela belíssima jovem com ar de inocente, e o faria isso por dois motivos óbvios.

         Primeiro por que a tinha achado um pitéu que nem nesta ou em outra vida poderia pensar em dispensar, segundo porque cada conquista amorosa sua era- lhe considerada como um troféu ganhado, e aquele que se lhe apresentava a sua frente, com certeza seria um dos mais imponentes e importantes para a sua fama de macho conquistador adquirir a sua aquisição.

         Então o velhaco sem mais delongas perguntou-lhe o seu nome, a jovem atendente sem saber pobre coitada e ingênua, que ao responder a pergunta dele dizendo que se chamava Dollores, havia respondido um questionamento do próprio diabo que na figura daquele rapaz se achava no direito de colecionar mulheres por aonde fosse, tinha com isso acabado de selar a sua própria condenação, a de ter a sua alma de mulher perdida nas mãos daquele safardana metido a Tarcisio Meira dos pobres.

        Depois de ter conseguido a valiosa informação de qual era o nome daquela linda atendente de farmácia que naquele instante era sua interlocutora, conseguir outra, mas não tão menos importante informação, não foi difícil, o do numero de telefone dela.

        Afinal tinha uma lábia bem exercitada por aqueles oito anos que haviam se passado em sua vida, e que foram aproveitados em um laboratório de constantes conquistas sentimentais.

        Apesar de ainda ser um mancebo, um varão de pouca idade, havia começado com “aquilo” aos quinze anos, deste modo, mesmo com o fato da juventude estar latente em seu corpo e alma, tinha sim uma razoável experiência em persuadir mulheres a fazerem o que queria que elas fizessem, através de sua conversa bem dirigida de conquistador insaciável e bem experimentado.

       Passados uns dois dias, Dollores aproveitava o seu dia de folga em casa, dia esse que lhe proporcionava momentos raros de descanso, pelo simples fato de só poder gozá-lo uma vez na semana, quando ela ouve seu telefone tocar.

       Do outro lado da linha uma voz de homem lhe soa ao ouvido, saudando-a, inicialmente ela não sabe quem é que lhe fala ao telefone.

       Depois de ter a sua memória refrescada pela voz do seu interlocutor, Dollores então se lembra.
Continua...

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
Tu poderá ler a segunda parte desta crônica clicando neste link: 

 Dollores- II parte- O encontro marcado!!!

2 comentários:

Fernández ♠♠ disse...

Que envolvente esse conto! Mal espero pra ler a parte seguinte...

Fernandez
http://terza-rima.blogspot.com/

Aмbзr Ѽ disse...

como havia lhe dito, um cont de rápida ação e com uma continação que promete surpreender.

abraços

http://terza-rima.blogspot.com/