sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dollores- IV Parte- Acontecimentos inesperados!!!

*****Ao atender o seu celular, Dollores ouve a voz de Arlindo Casanova o seu queridíssimo amado, o jovem rapaz lhe avisa que já estando no lugar onde ele morava tendo chegado da repartição pública que era seu local de trabalho, tinha tomado banho e iria pegar seu carro para que pudesse se dirigir para a casa dela, com o intento de participar do almoço em família que seria oferecido aos dois ilustres visitantes vindos de São Paulo, para os quais seria apresentado como o seu mais novo namorado.



*****Dollores lhe avisa então que, naquele momento está indo á locadora juntamente com Cláudia para que ambas possam alugar um DVD, com o intuito de que todos possam assisti-lo mais tarde no período da noite, contudo realizaria essa tarefa muito rapidamente, porque ainda não tomara banho, por esse motivo estaria logo em casa para poder fazê-lo, e com isso conseguir receber á tempo sua tia Augustina e á Aristóteles o noivo de Fátima.


*****Arlindo então lhe recomenda que faça isso como ela mesma lhe disse, muito agilmente, porque com certeza as visitas já estavam á um fio de chegar á casa dela e de suas duas amigas.


*****Ainda lhe explica que como ainda ela vai com Cláudia até a locadora de filmes, com toda certeza quando estas chegarem ele já estaria na casa delas lhe esperando, pois estando de carro e residindo próximo de onde as moças moravam, não tardaria muito em aparecer por lá.


*****Respondendo á Arlindo que não haveria problema nenhum nisto, Dollores lhe fala que se acontecesse de fato dele chegar a casa dela primeiro, que então ele ficasse á vontade como se estivesse em sua própria residência e que deste modo á esperasse, pois como já havia lhe explicado não demoraria muito com Cláudia até a sua incursão á locadora de DVDS.


*****Ao desligar o seu celular encerrado a sua conversa com Arlindo, Dollores procura junto á Cláudia apertar o passo para que as duas cheguem o mais rápido possível ao seu destino, quando no meio do caminho se deparam com dona Guilhermina e sua filha Ester.


*****Dona Guilhermina é o que se pode chamar de a hipocondríaca do bairro, pois se trata de uma senhora com seus sessenta anos que simplesmente é aficionada em falar em remédios e nas bulas que os acompanham, assim como nas diversas doenças existentes, principalmente daquelas que imagina sofrer, haja vista que, cada indivíduo morador daquele bairro á conhece tão bem a ponto de saberem que ela as tem somente dentro de sua cabeça influenciável.


*****Naquele momento Tanto Dollores como Cláudia percebem o azar que ambas tem com aquele inesperado encontro.


*****Elas sabiam o que tinham pela frente ao se depararem de forma imprevista com dona Guilhermina e Ester, não tanto por essa ultima uma jovem menina de vinte e um anos, a caçula de seis filhos de um pai que trabalhava como estivador no porto do município de Santos, e da mãe hipocondríaca que labutava como costureira desde que era uma jovenzinha ainda solteira nesta mesma cidade.


*****Era Ester que continha a mãe quando saia com ela de casa, impedindo-a de amolar ao extremo á quem elas encontravam no meio da rua com seu falatório sem medida que se resumia em seu velho e maçante hábito de se queixar de suas múltiplas doenças somatizadas pela sua mente doentia.


*****Quando Ester sentia que a mãe estava se assemelhando á uma metralhadora giratória cuspindo por sua boca uma enxurrada torrencial de palavras acerca de suas lamúrias e reclamações por suas mazelas psíquicas e com isso estava chateando e incomodando quem á ouvia, simplesmente a moça á pegava pelo braço e se despedindo rapidamente de seus interlocutores, retirava a sua genitora da presença deles.


*****Com isso, dona Guilhermina a muito contragosto era obrigada á acompanhar a sua jovem filha que praticamente a arrastava á força livrando os vizinhos de bairro daquele infortúnio todo.


*****Desde modo elas tiveram que ter a devida paciência para escutar aquela singular senhora com mania de doenças, desta vez as jovens moças ouviram-na narrar sobre suas ultimas enxaquecas, umas dores incomodas que surgiram do dia para a noite em sua cabeça impedindo-a de exercer com tranqüilidade seu velho ofício de costureira, e com isso o trabalho ficara acumulado, pois muitas encomendas de peças de roupa á ser feitas tinham ficado abandonadas á um canto em ponto de espera.


*****Uma coisa sempre foi certa na vida do homem, quando ele precisa que o tempo trabalhe á seu favor este parece fazer o contrário, operando contra os interesses da espécie humana.


*****Tanto Dollores quanto Cláudia sentiam que o tempo lhe escapulia pelos seus dedos feito areia como se este estivesse sendo apertado pela força de suas mãos.


*****A cada minuto em que elas ficavam ali paradas naquela rua ouvindo dona Guilhermina se queixar de suas dores de cabeça, a agonia de sentir que chegariam atrasadas a vídeo-locadora e por conseqüência com uma margem maior de atraso para receberem Tia Augustina e Aristóteles em sua residência, ia tomando conta de seus peitos trazendo uma áurea de desespero que parecia vir com tal sentimento.


*****Depois de quinze minutos passados de pura inquietação misturada á uma ansiedade esmagadora, para o alivio das jovens moças o alarme de Ester parecia ter disparado em sua mente, pois naquele momento a filha da costureira havia percebido todo o nervosismo e inquietude de Dollores e Cláudia, sendo que também em sua opinião a sua mãe tinha falado já o bastante, pelos menos para aquele encontro, pois quando elas mãe e filha saíssem dali, poderia ocorrer de mais á frente se encontrarem com mais alguém conhecido que seria a nova vitima inevitável daquela conversa hipocondríaca de dona Guilhermina.


*****Desde modo mais que rapidamente Ester segura à mãe gentilmente pelo cotovelo e a interrompe dizendo-lhe que estavam atrasadas para compromissos que tinham firmado e teriam de cumpri-los ainda ao longo daquele mesmo dia.


*****E sem esperar uma resposta de sua genitora que com essa sua atitude costumeira sempre ficava estupefata, Ester se despede de suas duas jovens amigas e ainda segurando sua mãe pelo braço se retira com ela encerrando aquele encontro indesejado e totalmente fora de hora para as duas moçoilas paulistanas.


*****Dollores e Cláudia sem perderem mais um só segundo sequer apressam o passo e enquanto fazem isso, comentam entre si sobre aquela reunião inoportuna justo quando não tinham tempo á perder, justo quando com toda a certeza o taxi que levava na direção de sua casa Tia Augustina e Aristóteles deveria estar chegando por lá a qualquer momento.


*****Ao chegarem a vídeo-locadora apressadamente se direcionam á estante de lançamentos e escolhem “Avatar” a superprodução hollywoodiana do diretor norte americano James Cameron, que fez desse filme a maior bilheteria da história do cinema em todos os tempos com um faturamento de dois bilhões de dólares.


*****Poucos minutos depois que ali chegaram, após terem cumprido com a pequena burocracia costumeira que se tem de fazer para conseguir alugar um filme em uma locadora, Dollores e Cláudia abandonam muito rapidamente aquele lugar, rumando com passadas largas e apressadas em direção á casa que moram torcendo cada uma respectivamente em seu intimo, para que o carro que levava naquele mesmo instante á Tia Augustina e Aristóteles ainda não tivessem chegado ao seu destino.


*****No meio do caminho as duas jovens moças sentem as primeiras gotas de chuva que começam á cair muito que timidamente sobre suas cabeças, Dollores se vira para a Cláudia comentando que só faltava para completar toda aquela situação que não estava muito á favor delas, que caísse do céu uma chuva torrencial fazendo-as além de chegarem atrasadas, com que aparecessem diante de tia Augustina e Aristóteles como dois pintassilgos molhados, pingando por todas as partes de seus corpos.


*****Para a infelicidade das duas juvenis garotas, o receio de Dollores se confirma, em poucos minutos o que era só um ensaio de uma chuva que viria despencar com força sobre suas cabeças se confirma.


*****Pois as comportas do firmamento se abrem despejando sobre elas as suas águas em grande profusão, isso faz que com que Cláudia que levava consigo a embalagem que guardava o DVD, a colocasse por dentro de sua blusa com receio que transpondo o plástico do qual era constituída, as gotas grossas daquela tempestade pudesse molhar a mídia e conseqüentemente danificá-la.


*****Após transporem uma quadra que as distanciavam de sua casa, as duas jovens amigas chegam à frente do portão de sua residência completamente encharcadas, pingando á água de chuva por todos os poros de seus frágeis e trêmulos corpos.


*****Nisso as duas se deparam com um carro estacionado bem diante da casa onde moram, um corsa azul-marinho, as moças reconhecem nele o automóvel de Arlindo Casanova, com isso ambas supõe juntas mesmo sem proferir palavras uma á outra, mas fazendo isso no intimo de seus corações, que Arlindo havia já algum tempo chegado á frente delas naquele endereço onde elas fixavam a sua morada.


*****Quando então Dollores está prestes á enfiar a chave na fechadura do portão com o objetivo de abri-lo para poder junta com Cláudia adentrar a sua casa, tanto ela como essa sua amiga escutam o som da buzina de um automóvel soar bem atrás de suas costas.


Continua...


ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
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Leia a V parte desta crônica clicando neste link:  Dollores- V Parte- Olhares por entre a cortina!

8 comentários:

Stúdio Green Heart disse...

Olá tudo bem? Em primeiro lugar veio pedir desculpa pela deselegância que você alega que tivemos, mas talvez você não tenha percebido, este não é o blog de uma pessoa mas sim de um stúdio de publicidade, então nós apenas o usamos o blog como meio de divulgar o nosso trabalho,e infelizmente como fazemos muita coisa durante o dia não temos tempo para ficar lendo todas as postagens, afinal temos uma cara horária de trabalho a ser cumprida, e o blog não é a única que movimentamos, e quanto esta política de bloggeiros que você cita, eu desconheço e descordo dela, mas nossa função não é gerar discussões, mas quanto a sua necessidade de comentários sobre a sua postagem tenho um blog pessoal, e vou dar uma olhada nele, mais tarde ok?

Abraços

Atenciosamente

Jhow Carvalho

Stúdio Green Heart

Aмbзr Ѽ disse...

eu li o texto, esta em um rumo totalmente novo, confesso estar perdida no sentido de ação dos personagens.

abraço.

http://terza-rima.blogspot.com/

Fernández ♠♠ disse...

A obra ta crescendo...
So vou te dar um toque: cuidado com o emprego dos tempos verbais. As vezes pode tornar-se cansativo para o leitor ler somente em um determinado tempo. Procure mescla-los.

http://terza-rima.blogspot.com/

Lou Albergaria disse...

Passando para lhe desejar um lindo final de semana!!!

Depois volto para ler seu post!

BEIJÃO!!!

Lena disse...

Menina, o meu anjo é outro. Eu adoro o meu anjo e não vejo o dia dela se declarar. Me desculpe. Mas adoro poesia e tudo que me faça sonhar.
Detesto discussões. A minha forma de ser é apenas de estar na vida com optimismo.
Um abraço e até sempre!

Stúdio Green Heart disse...

Sim, tudo o que você disse ficou claro.

Atenciosamente

Jhow Carvalho

Lou Albergaria disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

Lou Albergaria disse...

Retratar o cotidiano parece fácil, mas não é. Uma das artes mais complexas é narrar coisas simples, que todo mundo faz e nem percebe, pois já está arraigado na alma.

Seu conto está muito interessante, mas sinto falta de um pouco mais de intensidade, mais exposição de alma dos personagens talvez...

Beijão!!!