quinta-feira, 5 de maio de 2011

Trama!

       Enquanto os mágicos se divertem
Com paradoxos e algarismos:
Vou imaginando um mundo plausível.

       Enquanto elefantes de cimento armado
Esmagam devaneios e mitologias:
Vou enfeitiçando palavras.

      Enquanto o trapézio do acaso
Balança sobre os nossos destinos:
Vou desfilando o linho das sensações.

     Enquanto a esfinge não chega
Pela maçaneta da porta:
Vou tecendo os fios da minha parábola.

    Enquanto não formos trespassados
Pela foice da síntese:
Vou ressuscitando em memória de mim.

LEONARDO SÓ.

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