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A adoradora de um deus chamado: Sol. *

sábado, 11 de junho de 2011.
         As células que constituem o seu corpo expelem imoralidade, mas uma imoralidade de uma espécie que, tornaria proibida a uma jovem menina cigana a ler as linhas de sua mão. Cada fibra de sua alma é feita da mais pura anarquia, a liberdade de viver como bem deseja é a bandeira que defende e empunha com uma paixão voraz.

        Seus olhos são castanhos, semelhantemente à cor castanha do mel de sua doce luxuria que é o vil e sublime veneno que corre nas veias dos homens que a desejam.  As pupilas desses seus olhos brilham inquietude constante. O cristalino deles são espelhos que refletem todo o desejo e dor que há nesse nosso mundo.

       Seus cabelos são longos como é longa o corpo da serpente mística do desejo sensual que se enrosca na vara lúdica de sua coluna dorsal, a Kundalini nela está desperta e com sua boca serpentina regurgita luz divinal e metafísica para todos os lados.

      Seus cabelos são longos, foram transmutados em lisos pela alquimia de um misterioso mago dono de um nome impronunciável. Do seu esbelto corpo se levanta o cheiro do perfume de Perséfone, enquanto que do seu sorriso procede um encanto que enfeitiça o coração de Eros, fazendo-o esquecer por horas de sua amada Psiquê. 

     Pondo-se o sol ou desabando a chuva essa Helena de Tróia dos tempos modernos funciona em três correntes alternativas de energia, a vida, a poesia e o amor romântico sempre.

    Ela é a própria poesia do movimento, e o divórcio de alguém com a rotina, uma discípula de uma mestra chamada ação, uma pintora que a cada dia cria telas diferentes, que exprimem vivência ardente e orgias dionisíacas no ateliê da sua alma de mulher.

   Henry Mueller adora possuí-la logo de manhã, pois ela o faz lembrar-se de sua Anaïs Nin. Oscar Wilde costuma visitá-la as sextas feiras para que ela o ajude a exorcizar o Dorian Gray que existe em sua alma de paixões ardentes. Montaigne lhe aparece em sonhos para mostra-lhe uma França que já não existe mais, perdida nas brumas dos seus ensaios.

  Sua musica é o reggae de raiz, blues e jazz, porém o rock “n” roll daqueles meninos-magos dos anos 80 ainda faz a sua cabeça, Cazuza continua beijando a boca de Renato Russo dentro do seu seio de menina-mulher-poeta.

  Digo-vos que essa ninfa que é adoradora de um deus profano chamado Sol, ama assistir cinema comendo muita pipoca. E tem algo que também gosta de fazer e que com certeza quando o faz, alucina a minha alma masculina, ela ama dançar e enlouquecer sozinha.

  Deidade feminina... é senhora do orgasmo, filha antiga do tempo, e esposa de um demônio chamado Caos. De dia é brisa feliz, mas de noite é tormenta que atormenta e o significado da palavra: “Furacão”.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

Essa prosa poética vai para a minha musa mais linda e mais feiticeira de todas: A blogueira e minha grande amiga Fernanda Magalhães.  Salve Fernanda, Afrodite Tupiniquim.

Visite o blog da Fernanda, O Brisa Feliz. 


* Eu escrevi essa prosa me baseando e fazendo uma adaptação do perfil que a própria homenageada, a Fernanda Magalhães fez de si mesma, para a página “Quem sou eu” publicada em seu blog o “Brisa Feliz”. Nada melhor que ter a ajuda da sua musa para poder escrever sobre ela, não é mesmo?

A imagem que ilustra o texto publicado acima retrata a linda Blogueira Fernanda Magalhães.

1 Comentário:

MARILENE disse...

E com que beleza saudou sua musa!
Foi a plagas longínquas e a sentimentos de sonhos.
Muito lindo seu texto!

Bjs.

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