sábado, 16 de julho de 2011

Hades. II Capítulo. A cópula diabólica.


          Com a visão apurada de seus demoníacos olhos, Ariadne consegue enxergar claramente a sua jovem vitima sentado em um banco alto, bem em frente ao balcão do café onde tinham combinado de se encontrar. Ela passa a sua língua em volta dos seus lábios achando deliciosa a visão do seu alimento na figura daquele rapaz, daquela suculenta iguaria humana que irá naquela noite em especial matar a sua fome de animal bestial.

           Mesmo que de uma longa distância aquela filha das trevas consegue sentir em suas fremidas narinas o cheiro da carne de sua caça, isso aguça mais a sua sanha de matá-lo o mais rápido possível para que assim possa satisfazer a sua fome que a essa altura é imensa.


           Levada pela sua ansiosidade em querer destrinchar em suas garras afiadas de assassina cruel a sua mais nova presa, Ariadne apressa seus passos, fazendo com que seu corpo suplante as leis naturais da física conseguindo com que ele se mova com uma velocidade sobrenatural. A morte se aproxima daquele café nas asas negras e velozes de uma de suas deusas mais funestas, e as pessoas que estão reunidas ali nem podem imaginar que tal coisa possa estar acontecendo.

         Cássio ao erguer a sua cabeça toma de súbito um susto, pois do nada Ariadne se materializa bem a sua frente mais linda do que nunca. Pelo fato do sobretudo dela estar aberto, o jovem rapaz consegue ver que por debaixo dele ela veste um tubinho preto curto, que expõem suas coxas longas e grossas que estão revestidas de meias finas também de cor preta que por sua vez são ligadas aos fios do espartilho que está oculto pelo tecido do seu sexy vestidinho.

       Ao ter esse rápido, no entanto intenso vislumbre do corpo de Ariadne, Cássio não pode deixar de sentir que uma leve ereção começava a se formar por baixo dos panos da sua calça de brim.

       Ele mal podia acreditar na beleza quase que inumana daquela gata que há 48 horas atrás praticamente caíra em seu colo quando saíra para se divertir como em tantas outras noites já o fizera. Contudo nunca antes conseguira conquistar uma mulher com uma beleza estética praticamente divina como aquela que naquele instante estava parada a sua frente exibindo em seus lábios sensuais, um sorriso que era uma mescla de sarcasmo e contentamento.

      Ele tinha diante de si a própria encarnação de uma deusa profana chamada Luxúria.
    
      Cássio levanta-se do banco e se dirigindo a Ariadne ele lha dá um beijo nos lábios cumprimentado-a. Os olhos dos frequentadores do lugar onde estão se voltam surpresos para ela, todos se indagam interiormente de como do nada aquela exuberante mulher aparecera. Ariadne aproxima-se do ouvido de Cássio e sussurra-lhe com o timbre envolvente de sua voz: - Vamos há um lugar onde possamos ficar a sós meu querido.

     Um arrepio de um desejo cruel perpassa o corpo de Cássio, não podendo resistir ao charme e sedução de tal convite ele responde-lhe: - Sim com toda certeza amor, espere um momento vou apenas pagar a minha conta. Após acertar o que devia junto ao caixa daquele estabelecimento comercial, Cássio se retira levando consigo Ariadne, ambos embarcam em seu carro que está estacionado junto ao meio fio, um Renault Wind azul marinho metálico.

     Após ter fechado os vidros elétricos do seu compacto esportivo, Cássio liga o veículo fazendo com que o som do ronco poderoso do seu motor reverbere no ar. Ele sente enquanto se afasta com seu carro daquele ponto da grande avenida, as mãos de tato delicioso de Ariadne ser pousadas por ela em sua coxa direita. Ao efeito sensual daquele toque seu corpo todo reage. O coração começa a lhe martelar o peito de uma forma acelerada e impiedosa. Ele bombeia seu sangue que como um rio vermelho e furioso corre na direção do seu sexo que se antes sofrera uma leve ereção só ao vislumbrar a beleza estonteante de Ariadne, agora sendo preenchido dessa forma por essa torrente de vida rubrissima, naquele momento atinge uma vigorosa e completa ereção.

    Sorrindo com uma malicia de uma beleza que chega a ser diabólica, Ariadne percebendo toda a perturbação corporal e emocional do jovem rapaz com apenas o toque de suas mãos em uma de suas penas, ela lhe diz:- Vejo que apenas com o tocar de minhas mãos consigo fazer correr dentro de você um rio revolto de desejos e sensações deliciosas. No entanto te aviso que isso é apenas a ponta do iceberg que está apenas vislumbrando. Quero te levar a um lugar pitoresco e especial, um parque abandonado, quase ninguém vai lá. Por isso não se preocupe, teremos total privacidade, eu lhe garanto.

    Estranhando a escolha do local feita por Ariadne para lá poderem consumar suas fantasias e desejos sensuais, Cássio volta seu olhar surpreso para ela e replica-lhe:- Nunca pensei que uma mulher com sua sofisticação iria preterir o conforto de um apartamento luxuoso e suntuoso como o meu, para querer fazer amor no meio do mato!-, soltando um sorriso sarcástico ela lhe responde:- Em primeiro lugar meu amor, posso ser sim uma mulher sofisticada, mas que detesta o lugar comum em tudo o que faz. Ir a um motel chique ou ao seu decorado magnífico seria o normal a fazer, e cair nesse mesmo lugar comum a qual me referi e que qualquer outra mulher cairia é o que eu evito sempre. Em segundo lugar, nunca, nunquinha faço amor, eu simplesmente trepo!

   Ao acabar de dizer essas palavras, Ariadne sobe uma de suas mãos até a altura da braguilha de Cássio e aperta com ela o volume enrijecido que está escondido pelo zíper dela. O jovem rapaz tem um sobressalto ao sentir tal apertão em região do seu corpo tão delicada. Isso faz com que ele momentaneamente perda a estabilidade em sua direção, mas que logo recupera segurando com firmeza no volante do veículo que dirige.


- Fique tranqüilo Cássio, pois você amará o lugar que escolhi a dedo para termos os momentos possivelmente mais prazerosos de nossas vidas, apenas confie em mim meu caro.

- Tudo bem, farei como você deseja, só espero realmente não me arrepender de estar satisfazendo essa sua vontade louca de trepar comigo em um lugar tão inusitado. Sabe, essas loucuras eu fazia muito quando eu era adolescente, transar em parques ou prédios abandonados.

- Andar do meu lado é como voltar ao espírito da adolescência meu querido!-

  Ariadne respondendo desta forma a afirmação de Cássio mantendo aquele seu costumeiro sorriso pleno de uma mistura entre o belo e o sarcasmo, aumenta a pressão de sua mão que segura agora com firmeza a excitação volumosa máscula da sua jovem presa.

- É... estou percebendo isso com as força dos meus testículos.

  Ariadne conduz Cássio para um perímetro afastado do centro da cidade. Um parque que há uns três anos fora abandonado pela administração do município. Uma administração que o deixou ser tomado quase que totalmente por uma vegetação composta por mato, grama, árvores, enormes arbustos e plantas trepadeiras que cresceram por dentro das fissuras dos muros do lugar, rachando-os em algumas partes, fazendo com que essas construções em alguns pontos delas inclusive caíssem por terra.

 Cássio estaciona seu Renault Wind próximo aquilo que era à entrada do parque, um enorme portão de ferro que tem seu aspecto desgastado, pois fora tomado pela ferrugem sendo que parte dele está caída ao chão. A luz prata da lua com sua iluminação emprestam aquele lugar um aspecto sombrio como se ele fizesse parte de um cenário de filme de terror.

 Após terem saído do veículo, tendo Cássio o cuidado de fechá-lo com sua chave e acionar eletronicamente o alarme dele, ambos se dirigem juntos para a entrada daquele lugar sombrio e abandonado por Deus e pelo homem.

  De repente Cássio estaca a meio metro do portão, ele se vira para trás aparentando querer ouvir algo. Estranhando sua atitude Ariadne lhe pergunta:- O que houve Cássio, algum problema?-, o jovem rapaz franziu a testa e levando a sua mão ao queixo com um semblante inquisidor responde a pergunta da filha das trevas: - Tive a impressão de ter ouvido o ronco do motor de um carro se aproximando daqui!


- É pura impressão sua meu querido. Acho que o aspecto solitário e sombrio deste parque esta deixando você com medo a ponto de estar imaginando coisas.

  Cássio se volta a Ariadne e com uma expressão de indignação replica-lhe o comentário: - Medo?Oras não me faça rir, o que teria nesse parque abandonado e tomado pelo mato para eu temer?Só se for os maconheiros que às vezes procuram esses lugares ermos para fumar “unzinho” sem ser incomodados por ninguém.

  Ariadne compreendendo que Cássio se sentira ofendido com seu comentário pega-o pelo braço e beijando-o sedutoramente diz-lhe:- Não fique bravo comigo querido, apenas lhe fiz um comentário inocente e nada mais. Venha comigo e não percamos mais tempo, se desligue dos barulhos exteriores do mundo e pense em nós dois somente e no enlaçar dos nossos corpos buscando apenas o puro êxtase da carne.

  Ao terminar de proferir essas palavras Ariadne conduz Cássio para dentro do parque ainda agarrada ao seu braço. Lá dentro tudo parecia abandono. Colunas de concreto que fizeram parte de construções erguidas em um tempo passado e recente ali e que naquele momento só eram ruínas, tinham sido tomadas pelo mato verdejante que crescia selvagem engolindo com seu avanço tudo que tinha pela sua frente.

  O casal solitário caminha por aquele imenso lugar desértico tendo apenas a lua como testemunha dos seus passos sobre aquele chão coberto pela relva e forrado pelas folhas secas pelo frio do inverno, que caiam das arvores que os cercavam por toda parte. Os uivos de cães que andavam próximos dali chegam aos ouvidos do homem e da mulher que estacam diante uma casa em ruínas que fora tomada pela vegetação rasteira, do nada uma neblina lentamente começa a se formar envolvendo-os como num branco e gélido abraço.

  Ariadne e Cássio ficam frente a frente. A filha das sombras o segura pelo rosto puxando-o para próximo dos seus lábios. Ela o toma em um beijo que começa ameno, mas que aos poucos vai se tornando envolvente, audacioso em sua natureza, se transformando sem que os envolvidos nele possam controlar em uma verdadeira cópula entre duas serpentes luxuriosas, que naquele momento tinha se tornado as suas respectivas línguas.

  Levada por um desejo que lhe toma os sentidos como um fogo selvagem que se abate implacável sobre uma floresta de vegetação vasta, Ariadne empurra Cássio contra o que sobrou da parte da parede da casa em ruínas da qual diante dela tinham parado. Enquanto em um beijo sôfrego que reveza em seu toque entre a boca dele e seu pescoço, ela com suas mãos hábeis o vai despindo do seu blazer, logo depois de sua camisa desnudando seu tórax másculo, ao visualizá-lo sua boca deposita ali também beijos afogueados pelo desejo sensual.

  Cássio com o coração acelerado resolve não perder tempo por sua vez, e retira o sobretudo de Ariadne expondo o vestidinho negro dela que cobre o seu corpo de natureza sensualíssima. Ariadne o ajuda então a desnudá-la, dando-lhe as costas para que Cássio faça descer o zíper de sua vestimenta, feito isso ela se desfaz dela com um só puxão.

  Agora Ariadne tem suas costas nuas sendo beijadas e mordiscadas com paixão pela boca despudorada de Cássio, que mal consegue acreditar que tem em suas mãos naquele preciso instante, uma mulher que é dona de um corpo de linhas e curvas tão extraordinárias como era o caso daquela que se entregava a ele febrilmente ali no meio do mato. No fundo, no fundo, o jovem Cássio tinha medo de que tudo aquilo fosse apenas um sonho, e que logo alguém fosse acordá-lo dele justo em sua melhor parte como costuma ocorrer com todos os sonhos bons que na vida já tivera.

  Mas mal sabia aquele imprudente e desavisado jovem que ele estava na realidade dentro do seu pior pesadelo, um que por ser real, não tinha como alguém despertá-lo para livrar-se de suas negras garras.
 Com um forte movimento de suas mãos, Cássio vira o corpo de sua bela amante de frente para ele. Em um caloroso ímpeto lhe engole novamente a boca em um beijo de sensações deliciosas. O cheiro do perfume sublime de Ariadne ganha as narinas de Cássio arrepiando-lhe o corpo todo, até dos cabelos negros dela se desprende uma fragrância tão gostosa que ele tem a impressão de ter sido transportado para o paraíso celestial.

 Em instantes, Ariadne sempre com a ajuda de seu voluptuoso e jovem amante, retira quase todo o restante das peças do seu vestuário intimo, isto é, o seu espartilho, ficando apenas de calcinha e as suas meias finas.

  Cássio ao contemplar os enormes e firmes seios de Ariadne expostos daquela forma e a sua total mercê agarra-os com sofreguidão febrenta, revezando no ato de mamar, aqueles mamilos redondos e rosas e de bicos enormes e tesos pela excitação que lhes é imposta pela língua e pelo calor da boca do jovem rapaz.

- Ahhhhhh...você me enlouquece com sua boca Cássio...é assim..é assim que gosto muitooo...

   Ao falar dessa forma dirigindo-se ao seu impetuoso amante, Ariadne então por uma segunda vez o empurra com força se desvencilhando de suas potentes mãos, deixando Cássio surpreso com aquela sua atitude. Vendo-se livre do assédio implacável da boca de Cássio em seus seios, ela aproxima-se de seu corpo ajoelhando-se diante dele. Agilmente desabotoa-lhe a calça de brim e desce-lhe o zíper, e após puxá-la para baixo, deixa Cássio apenas de cueca Box, que também é baixada fazendo saltar para fora dela o seu membro rígido e fálico.

  Agarrando-o pelos quadris e excitadíssima com a visão do sexo revelado de seu amante por conta de seu tamanho descomunal e de uma rigidez que lembra uma barra de ferro, ela o puxa para si, conduzindo depois com uma de suas mãos o membro sexual em riste do jovem Cássio para dentro de sua própria boca. A filha das sombras inicia assim um sexo oral de delicidade indescritível para o seu viril amante.

  Cássio se contorce de prazer ao ter seu sexo intumescido sendo sugado com total presteza e de forma furiosa pela boca sedenta em praticar felação de Ariadne. Ele tem seu corpo estremecido dos pés a cabeça por ondas de prazer que o envolvem completamente ante os movimentos luxuriantes do vai e vem da boca dela.

   Em dado momento Cássio sente que o inevitável orgasmo está para chegar-lhe e quando isso acontece visita-o com uma explosão vulcânica no interior da garganta de Ariadne que pressentindo a vinda do êxtase de seu amante, introduz muito habilidosamente todo o corpo fálico enrijecido dele para dentro da sua boca. Como se tomasse um elixir que lhe desse a vida eterna ela toma até a última gota da seiva seminal de Cássio que ao chegar assim ao pleno gozo, urra a plenos pulmões esvaziando-se dentro de Ariadne.

  Ariadne levanta-se ficando mais uma vez frente a frente com Cássio que tem agora a pele de suas faces pálida como se nelas não existisse mais sangue, apesar da satisfação sexual estar estampada no rosto bonito e másculo daquele seu jovem companheiro de cópula.

- Você parou por aqui ou consegue me dar mais de sua virilidade meu caro?


- Parar?Você está é maluca me vindo com essa pergunta garota, saiba que eu só estou começando contigo.


- Bom saber meu macho lindo e gostoso!

   Ao terminar de chamar Cássio dessa forma Ariadne tira a sua calcinha e depois de jogá-la de lado, monta nele envolvendo-o com seus braços e circundando a sua cintura com suas lindas pernas. Prontamente Cássio a recebe segurando-a pelos quadris e a penetra profundamente com seu membro peniano que continuava erétil apesar do recente orgasmo que a pouco sofrera.

   Então encachados dessa forma os dois principiam uma cavalgada pelos bosques do prazer orgástico, entre gemidos e palavras de pura obscenidade o jovem casal se entrega de corpo e alma aos movimentos de subir e descer, de ir e vir proporcionando um encontro de sensações arrebatadoras entre seus sexos. Tal cavalgada só termina quando ambos implodem-se em uma explosão espasmódica de seus corpos através do orgasmo brutal e delicioso que ambos experimentam juntos.

   Por alguns minutos Cássio e Ariadne permanecem abraçados tentando assim absorver por completo aqueles sentimentos descomunais de prazer sexual que lhe são impetrados em sua carne e espírito. Passados então alguns minutos ela desce escorregando dos quadris de Cássio, ele por sua vez com as calças e a cueca arriadas e cansado ao extremo por causa do esforço que aquela copula lhe tinha exigido, deita no chão tomado pelo carpete verde da grama que domina todo o solo daquele parque desolado e esquecido pelos moradores daquela cidade.

   Percebendo a exaustão de seu jovem e viril amante, Ariadne sorri maliciosamente e resolve sentar em cima de sua barriga, e massageando seu peito ela lhe diz com uma voz suave e languida:- Relaxa meu amor, eu vou lhe fazer agora uma massagem bem gostosa para lhe descansar os músculos desse seu delicioso corpo.

- Bem que nesse momento estou precisando gata, capricha na massagem então!


- Pode deixar meu benzinho, vou fazer uma massagem tão deliciosa em você que ao terminá-la não sentirá cansaço e desconforto nenhum, aliás acho que na realidade é que não sentirá mais nada!
   
  Cássio sorri de olhos fechados recebendo com contentamento as palavras de falso carinho de Ariadne, na verdade um erro grave dele, pois de retinas encobertas pelas cortinas de suas pálpebras ele não consegue ver o brilho da luz vermelha que toma conta dos agora demoníacos olhos de sua amante de alma sombria.

Continua...


ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

2 comentários:

Velcan Pendragon disse...

MINHADEUSA !
Bem ja tinha adorado a primeira parte do conto , e essa então nossa
Amei Ariadne ela é quase perfeita , bem espero anciosa pelo desfecho deste conto envolvente.
parabens por mais essa obra maravilhosa
bjus
Velcan Pendragon

Lou Albergaria disse...

Menino, você anda cada vez mais apaixonante! Lindo texto! Aguardo a continuação.
Você demonstra excelente desenvoltura para lidar com a mitologia. Confesso que ainda que a Filosofia seja encantada para mim, tenho dificuldades com os mitos.

Há presente para você no covil da Loba no penúltimo post.

Beijos!