sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não me escondas teu corpo sagrado e profano!

            Não me escondas teu corpo sagrado, abra agora para mim as cortinas dos teus mistérios, deixe-me ver o que há por detrás delas, que meus olhos possam contemplar as delícias de tua sensualidade corporal.

            Não me escondas teu corpo profano, escancare imediatamente as portas fechadas com os ferrolhos dos teus segredos, afinal tua composição corpórea és para mim um simulacro de pura sensualidade.

            Permita com que o grito de tua liberdade em se expressar sexualmente, emane de dentro de tua garganta e fira-me a alma com a reverberação do som dele.

            É Deus quem grita pela tua boca, ah, amada mulher.

            Tu não vieste de minha costela, no entanto eu e todos os homens procedemos de teu útero de mulher-santa e mulher-pecadora.

            Dá-me de comer dos frutos do teu amor benevolente, concedei-me a alegria de beber da água da tua humildade, não te esqueças de curar as minhas feridas com o bálsamo de tua feminilidade.

            O templo de tua carne é o meu santo Graal, pois é de ti que me vem a vida plena, aquela que não só me trás alegrias momentâneas, mas também e principalmente, a autêntica felicidade que é eternamente duradoura.

 ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

2 comentários:

Janice Adja disse...

Olá! Passei a manhã lendo seu blog.
É muito bom. Parabéns!

Natan de Alencar disse...

Poema que ressalta o feminino latente, que se rende ante a mulher, início e final de todas as coisas, desde o útero até a terra, até o pó da galáxia, até o big-bang, choque de partículas, centelhas, orgasmo da transa original...