sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tu és o meu garanhão, meu fruto censurado!

            Quero te experimentar como se tu fosses um fruto proibido que houvesse crescido em uma árvore plantada num paraíso esquecido há séculos pela memória humana.

             Desejo experimentar-te com aquela adrenalina correndo em minhas veias, me causando medo de ser pego no flagra pelo próprio Deus.

             Meu paladar de mulher é aguçado e refinado, por isso vou degustar com prazer cada centímetro do teu corpo a ser tocado pela minha boca de fêmea esfomeada. Ao saborear devagarzinho teu gosto de macho excitante meu bem, vou gemer de prazer ao sentir teu cheiro em minhas narinas, como o teu gosto de fruto cítrico no corpo rubro de minha língua que é dona de um movimento alucinante, deverasmente desvairado.

             Quero quebrar a nossa cama meu querido, em movimentos bruscos, violentos, provocados pelo nosso coito que é semelhante a uma dinamite que tem o desejo como pavio, e a paixão sensual como a chama que está acesa em sua ponta.

              Anseio desesperadamente me lambuzar em teu suor, lavar-me nas águas dele, impregnar-me com os odores que saem como gafanhotos esvoaçantes de teus poros que de tão abertos, agora respiram e transpiram a mais pura devassidão.

               Na arvore de nossa cama de lençóis esparsos, colho-te como fruto maduro e censurado, coloco-te cuidadosamente dentro do meu cesto uterino, certa que logo receberei dentro de mim, sua seiva branca e translúcida, odorizando fantasias com texturas dos mais divinos prazeres sensuais.

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

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