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Seliny. - IV – Parte. – Expulsos do ninho!!!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012.
 "A vida é como esta Casa Vermelha: em seu bojo roído pelo tempo, habitado de ratos e infectado de angústias, leva toda uma raça de "exilados". Cada um, com sua grande nostalgia, sua insaciável sede, tenta adaptar-se como pode. Alguns jamais conseguirão".
(Lya Luft, escritora em seu romance: Exílio).

            Após os três representantes do circulo hierárquico dos anciões terem ido embora, Eliodoro dirige- se a horda de vampiros que o cercam naquele momento e diz-lhes em um rosnado cheio de fúria: - Quando eu descobrir quem foram os filhos – de – uma – cadela que foram me denunciar aos anciões, eu juro que vou matá-los da forma mais vil e cruel que um vampiro já foi morto em toda a história.

            Madeleine uma vampira de aspecto de uma mulher de seus trinta anos apesar de ter séculos de existência em suas costas, destaca-se daquela grande turba vampírica aproximando-se do trono de Eliodoro, então ficando de frente para todos diz-lhes: - Concordo com o mestre, é inadmissível que haja um traidor entre nós, um vampiro que não compactue com a nova forma de se ver o mundo – nosferatu como Eliodoro o grande o vê!

            Eliodoro olha para Madeleine expressando através desse seu olhar admiração e gratidão por sua lealdade, ele então se aproxima dela e tocando-a em seu belo rosto replica-lhe:- Sim minha querida, eu consigo enxergar um mundo totalmente novo para nós os filhos da noite – eterna, um mundo liberto das leis e sanções criadas e regidas pelo ultrapassado circulo dos anciões. Leis e normas que só limitam o nosso raio de ação e não nos deixam subjugar inteiramente os humanos tornando-os nossos escravos assim como nosso gado que nos serviria para a nossa alimentação, que é primordial para a nossa sobrevivência.

           Gustave um vampiro dos seus quatrocentos anos de vida, expressando seriedade sombria em sua feição, fala a Eliodoro quando este ultimo se cala: - Mas isso que você está nos dizendo Eliodoro é alta – traição, já discutimos isso várias vezes, o que nos está propondo é modificar um mundo que está como está a milênios. Você quer do nada desafiar a classe de vampiros mais antiga que existem, seres imortais dos mais poderosos de sua espécie, e acho que todos aqui presente sabem de quem eu estou falando. Falo dos anciões, vampiros tão antigos quanto a própria noite, um grupo- de – realezas- vampíricas que existem desde o esmaecer da humanidade, com isso, são criaturas muito vividas e que adquiriram um conhecimento e poderes místicos tais, que nenhum de nós aqui por mais antigos que sejamos, possamos fazer idéia. E desafiá-los seria como desafiar a própria morte, e você como um mestre – vampiro sabe muito bem disso Eliodoro.

            - Eu acho que muito do que você disse é mito Gustave, todo esse poder atribuído aos anciões é algo que eles através dos séculos fizeram que longas gerações de vampiros acreditassem. Está mais do que na hora de alguém se levantar e mostrar para toda a comunidade vampírica que eles não são tão poderosos assim. Chegou o momento de um verdadeiro líder se impor e fazer com que toda a comunidade de nosferatus se liberte do governo antiquado dos anciões e possamos construir para nós um mundo onde os vampiros dominem os humanos.

            Gustave ao ouvir essas palavras de Eliodoro se volta para seus irmãos vampiros e em alta – voz pergunta-lhes: - Quem realmente aqui acredita neste despautério que podemos realmente desafiar o circulo milenar e poderoso dos anciões, quem seguirá esta loucura de Eliodoro?

            - Eu não seguirei. - responde Seliny olhando desafiadoramente para Eliodoro e Madeleine. Gustave é quem agora se destaca do meio daquela horda de vampiros ali congregada, e estando de frente para seus irmãos da noite ainda lhes indaga: - Quem mais está contra essa rebelião infundada?- ninguém mais responde, ao contrário,todos os outros sanguessugas calam-se, alguns até de forma constrangida mantendo-se de cabeças baixas e em silêncio absoluto.

            Olhando com um ar de puro desprezo para aqueles de sua espécie que ali o cercam, Gustave sentencia: - Vocês todos acabaram de assinar seus atestados de óbito. Sei que já estão mortos, mas desta vez a morte virá a vocês de uma forma nova, ela virá através da aniquilação de suas vidas vampíricas. Antes vocês morreram em suas vidas humanas e ressurgiram nas suas novas vidas de nosferatus, agora, se morrerem nesse estado de existência atual em que se encontram, não terão uma outra para se levantarem novamente do pó da terra.

            - Porque você é contra a nova ordem que tento estabelecer Gustave, uma ordem onde os vampiros serão donos do mundo?

            - Porque nem humanos e nem vampiros nasceram para serem donos do mundo, mas para vivermos em harmonia, de dia dominam os homens e a noite os nosferatus. Esse é um pacto que antigos vampiros e lideres humanos fizeram entre si e que tem sido respeitado desde tempos remotos. Tanto a nossa espécie quanto a humana é orgulhosa o bastante para não se deixar escravizar. Tal tentativa de uma espécie tentar subjugar a outra só as levará a uma guerra sangrenta em que nenhuma das duas espécies sairá triunfante.

            Olhando displicentemente para os dedos de uma das suas mãos levantada onde esfrega uns nos outros, Eliodoro pergunta a Gustave sugerindo um timbre de desdém em sua voz: - Em que você se baseia para ter tanta certeza no que esta nos dizendo meu caro Gustave?- dirigindo um olhar frio e fixo para Eliodoro Gustave replica-lhe: - Baseio-me nos meus quatrocentos anos de vida e na experiência que reuni através dela. E também no conhecimento e experiência de vampiros antigos, coisa que você parece desprezar Eliodoro.

            Eliodoro em resposta dá as costas a Gustave e se dirige a seu trono onde se senta, então encarando frente a frente o seu opositor ele diz-lhe: - Como você se opõe claramente aos meus planos de rebelião contra a atual ordem vampírica estabelecida, eu o expulso deste ninho de vampiros meu caro Gustave, e da próxima vez que nos encontramos será como guerreiros inimigos, apenas um de nós dois ficará de pé. – e apontando para Seliny Eliodoro conclui: - E leve com você essa jovem vampira insolente e desobediente antes que eu a mate, não suporto mais seus atos de rebelião a minha autoridade de seu mestre, futuramente quando eu me tornar o senhor absoluto de todo o mundo vampírico eu mesmo darei cabo tanto de você como dela, mas isso eu o farei no momento apropriado e ele com certeza não é o de hoje.

            Curvando-se diante de Eliodoro e trazendo um tom sarcástico em sua voz, Gustave responde-lhe: - Seja como você quiser mestre Eliodoro, estarei lhe esperando ansiosamente!- então pegando Seliny pelo braço, Gustave a arrasta com ele tirando-a dali.

            Lançando um olhar indagativo a Eliodoro Madeleine diz-lhe:- Acho estranho deixá-los ir embora desta forma, em paz, sabendo que no futuro serão mais dois opositores com quem lutar, deveria tê-los liquidados agora.

            Ao ouvir tais palavras sendo proferidas por parte de Madeleine, Eliodoro ergue seus olhos na direção de seus sequazes que o olham fixamente, parecendo atentos a uma resposta sua a essa indagação em especifico. Eliodoro desviando seu olhar a Madeleine responde-lhe emanando autoridade em sua voz: - Eu não mato aqueles que são da minha espécie a esmo ou por qualquer motivo Madeleine, como eu disse a esses dois em especial, no momento certo com minhas próprias mãos darei fim a suas vidas vampíricas malditas. – e com um aceno de mão, dirigindo-se a todos ali presentes Eliodoro ordena: - Todos vocês estão dispensados, infelizmente a visita inesperada desses três portas vozes dos anciões, alterou o tema do assunto que iríamos tratar em nossa reunião de hoje a noite. Assim que precisar marcar outra, eu os convocarei a todos novamente. Ao ouvirem tais palavras saídas da boca de seu mestre, rapidamente aquela horda de vampiros começa a se dispersar, quando Madeleine faz menção de também se retirar, eis que ela ouve a voz de Eliodoro soar de modo imperioso: - Você não Madeleine, quero que fique ainda por uns instantes, preciso falar-lhe a sós.

           - Perfeitamente meu mestre.

           Quando finalmente ambos ficam sozinhos no grande salão, Eliodoro se volta a Madeleine falando-lhe secamente: - Você perdeu o juízo vampira, falar em liquidar gente da nossa espécie na frente de toda a nossa horda de vampiros?- não entendendo a indagação nervosa de seu mestre, Madeleine replica-lhe: - Não vejo problema algum, Seliny e Gustave nunca se encaixaram muito bem em nosso ninho, sempre foram contra a sua forma de governo, não entendo porque a idéia de liquidá-los iria desagradar a algum vampiro aqui!

           Dando um forte tapa em um dos braços de seu trono, Eliodoro quase não acreditando no que acabou de ouvir, responde a Madeleine: - Você sua tola não percebeu a expressão de todos os vampiros aqui presentes quando me indagou de tê-los deixado ir em paz sem lhes ter causado mal?Por mais que Gustave e Seliny não fossem bem vistos por todos aqui dentro do nosso ninho, ainda sim continuam a ser vampiros. E eu ainda estou no processo de convencimento deste berço de nosferatus que eu sou “aquele” que veio para destronar o antigo circulo de anciões para colocar eles, os vampiros, em um lugar onde nunca estiveram antes, no pedestal de senhores do mundo. Agora se eu logo de cara mostrar-lhes que sou pior que os anciões matando aqueles que são de nossa espécie só porque inicialmente discordam de minhas idéias, nenhum vampiro deste nosso ninho me apoiará nesta guerra que estou pra começar contra os anciões e seus seguidores. Então minha cara, tome cuidado no futuro com que diz na frente desta vampirada, entendeu?- aquiescendo com um gesto de cabeça de quem entendeu e concorda com a colocação do seu mestre, e após lhe fazer uma mesura como que se despedindo dele, Madeleine mais uma vez faz menção de se retirar do recinto, e novamente é impedida pela voz autoritária de Eliodoro:- Eu não lhe mandei que se retirasse ainda minha cara. – então se levantando do seu trono, o vampiro-mestre de Ares – Ville aproxima-se de sua vampira- sequaz, olha-a no fundo dos seus olhos, e tocando-a delicadamente por uma segunda vez em seu rosto, sussurra-lhe: - Tire a sua roupa agora querida!

Continua...

ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

A imagem que ilustra o texto acima é da saga-vampírica cinematográfica intitulada "Anjos da noite".

1 Comentário:

~^~ Lena Lopez ~^~ disse...

Olá, passei para dar uma espiada no teu blog. Gostei!
Te agradeço pelo apoio, eu já fiz a denuncia ao Blogger, sobre a plagiadora, vamos aguardar!
Seguindo vc e levei o banner para o blog da Helena!
BJOS
Lena

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