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Volúpia

quarta-feira, 13 de março de 2013.
Não passes deste espaço delimitado pela minha paixão, ele nos é sagrado, imaculado, podemos ouvir no ar o bater de asas, são anjos que agora habitam neste circulo sacro conosco.

Se tu querias fugir de mim por que viestes a este lugar? Agora é tarde, não permitirei que escapes das garras da minha libido desenfreada. Ninguém entra ou sai daqui. Obedeça-me.

Tua contradição é evidente, sei que me desejas assim como teus pulmões desejam o ar, tanto como os olhos que possuis anelam pela luz do sol. Não mintas para si mesma, disto proíbo-te.

Essas paredes serão testemunhas de nossa cópula de tempestades febris, temperadas na pimenta de orgasmos bacanálicos. Teus gritos, meus gritos, suores, transpiração incontida, rio sádico, sal sagrado que escorre na pele. Conjuro-te.

Em teus braços encontro profecias que anematizam a renuncia do prazer, busco nas dobras de tuas coxas, a liturgia do deleite feito das brasas da indecência. Do fogo dos nossos delírios dionisíacos, recebemos o vinho de uma ebriedade original. Refestelemo-nos.

Sou neste instante, um minotauro sedento que te prendes no labirinto do meu corpo, onde um vulcão de doces lascívias, gospes suas lavas incendiárias, de um querer que só obedece a uma Deusa-Profana; chamada volúpia.


-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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