quarta-feira, 19 de junho de 2013

A breve história do homem e do uso de sua inteligência!

       Eu nasci do barro da terra, vivia dependurado nas grandes árvores que formavam aquelas imensas florestas que existiam antigamente neste imenso e vasto mundo.
    
       Com o passar dos anos, as gigantescas florestas foram se acabando, forçando a mim e ao meu povo a descermos das árvores para assim ganhar o chão feito do barro, sim, aquele mesmo barro de onde um dia viemos e para onde um dia retornaremos.
    
       Tornamo-nos com o correr do tempo uma raça de hominídeos coletores, pois nos alimentávamos daquilo que pegávamos das árvores frutíferas.
    
       Foi uma fase bem difícil de nossa existência, andávamos sobre nossas mãos e pés, ainda, longe de sermos os animais de postura ereta que seríamos um dia.
    
       Em nosso “interior coletivo”, havia uma voz que nos dizia que nascêramos para reinar sobre aquele nosso planeta, ainda um bebê que engatinhava. Sentíamo-nos diferentes de todas as outras criaturas, porque na verdade assim éramos.
    
       Os meses e os anos se passaram, apesar de, naquela época, não termos ainda noção de tempo, sendo que o calendário e o relógio estavam muito longe de ser inventados pela nossa inteligência criativa.
    
       Sim, inteligência. Era especialmente neste quesito que nos diferenciávamos de todo e qualquer outro ser vivo deste planeta que no futuro batizaríamos de “Terra”.
    
       Aprendemos a ficar e a andar sobre nossos dois pés, sujeitos, como todas as outras criaturas terrestres, ao processo paulatino, mas, infalível e eficaz, da “evolução das espécies”.
    
       Como a coleta não poderia continuar a ser a nossa única fonte alimentar, usando nossos cérebros, aprimorados a cada passagem do tempo, desenvolvemos a prática da caça.
    
       Mais tarde, criamos a nossa agricultura, não precisando mais esperar que uma fruta caísse ao chão, nem tínhamos a necessidade de irmos procurar por árvores frutíferas, pois com nossas próprias mãos aprendemos a plantar vegetais para comer.
    
       Nessa época, como éramos ligados muito às coisas da “Terra”, nós desenvolvemos a nossa primeira religião, adorando deuses da natureza, e, por consequência, cultuamos a primeira divindade da nossa história, chamando-a de “Mãe Terra”.
    
       Mais tarde, demos um “esposo” a essa nossa Mãe- Divina, e o invocávamos sob o nome de “Deus Cornífero”.
    
       Enquanto o nosso vasto e imenso mundo envelhecia, nós envelhecíamos com ele, várias espécies humanas apareceram e desapareceram até chegarmos ao que somos hoje.
    
       E o que somos hoje? Ao mesmo tempo em que somos capitalistas e consumidores dos recursos naturais dessa nossa Mãe-Terra, somos também caçadores de nossa própria felicidade, seja ela em contexto coletivo ou individual.
    
       Podemos hoje diferir, em alguns aspectos, dos nossos primeiros pais, mas aquela mesma “voz” que eles ouviam em seu “interior coletivo” quando ainda rastejavam como primatas sobre o chão feito de pó e barro batido, é a mesma “voz” que ainda ouvimos em nosso “subconsciente coletivo” nos dias atuais.
    
       Há dentro de nós, humanos, uma “voz” que nos repete insistentemente que continuamos a ser diferentes de todo e qualquer outro ser vivo, por termos ainda uma inteligência poderosa em termos racionais e sermos possuidores de uma criatividade imensa e sem precedentes.
    
       Agora, a grande pergunta é: será que nós, “HOMENS”, estamos sabendo usar com sabedoria essa inteligência poderosa e a nosso favor?
    
       Será que as inúmeras guerras, o crescimento da violência e da pobreza, a poluição e dilapidação dos nossos recursos naturais, assim como outras tantas destruições, não nos responde isso, tristemente?
    
       Se continuarmos usando mal essa nossa inteligência, nós, que viemos das árvores, e depois chegamos a morar em cavernas, poderemos retornar a tais lugares.
    
       É lógico que são só hipóteses, mas, elas nos fazem pensar que, a continuarmos o mal uso de nosso potencial intelectual, como hoje estamos fazendo, poderemos levar tanto a nós mesmos como o nosso planeta a um estado deplorável de vida.


- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.  

A imagem que ilustra o texto publicado acima, é o desenho conhecido como "Homem Vitruviano", este famoso desenho acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez em redor do ano de 1490 em um dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado.

Revisão textual realizada pelo escritor Natanael Gomes de Alencar!!!

Leia o blog de Natanael clicando aqui!!!

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