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Obrigado por lutar por mim!!!

sábado, 17 de agosto de 2013.
Desde que nasci de novo quando olhei os teus olhos.
Desde que renovei o nascimento do universo ao ligar-me a ti.
Obrigado por lutar por mim.

Desde que nasceram nossos rebentos como jardins a florescer amores.
Desde que, orgulhoso, me achei o senhor da guerra.
Obrigado por lutar por mim.

Desde que, no vencer das batalhas, me forjaste o aço das espadas dos dias.
Desde que, ferido, me levaste nos seus braços.
Desde que, cruel, despedacei dias sombrios mas inocentes.
Obrigado por lutar por mim.

Desde que, sedento, corri os campos com alegria despropositada.
Desde que, de cascos chafurdados na lama das manhãs de chuva, rompi os limites da velocidade e mordida.

Desde que, de crinas ensebadas pelo tempo penumbroso, ousei me sentir belo como a grama dos mitos.
Obrigado por lutar por mim.
Desde que, ostentando nossos filhas nos braços, levei-as para passeios nas semanas, meses e anos.
Desde que, pegando-a nos braços, enfrentei a dança silente, aos assobios do crepitar dos nossos sonhos.

Desde que, no regozijar das festas, ombros e braços unidos, resistimos aos olhos flechados das dificuldades.Obrigado por lutar por mim.

Desde o ainda agora em que por minha própria culpa estou prestes a cair neste abismo.
Desde o ainda agora em que por minha própria culpa beijo o lodo deste poço.
Desde o ainda agora em que meus cascos apodrecem.
Desde o ainda agora em minhas crinas me pesam ao pescoço.
Desde o ainda agora em que meus olhos amarelam de horizontes falsos.
Desde o ainda agora em que meu corpo rompe os tecidos da alma iludida.
Desde o ainda agora em que me aflige o medo das batalhas.
Desde o ainda agora em que me crucifiquei numa cruz que forjei de heras e espinhos.
Desde o ainda agora em que me deixei levar pelo desabrochar de estranho anoitecer, que eu gerei a partir do cansaço.

Desde o ainda agora em que me deslumbrei com as orações de um templo inexistente.
Desde o ainda agora em que contradições me acolheram com suas espáduas largas.
Desde o ainda agora em que decepções e ressentimentos faziam sua ciranda ao meu redor.
Desde o ainda agora em que me enriqueci quando estendendo tuas mãos mostraste porque desabrochaste para mim flores que, quiçá, eu não mereça.

Desde o ainda agora, o ainda agorinha, quase neste instante, em que o sol começa a arder lá fora, espantando o frio, e em que sais com nossas filhas, me deixando a segurança de possuir seus corações para sempre.
Obrigado por lutar por mim.

- NATANAEL GOMES DE ALENCAR. 

1 Comentário:

Cristal de uma mulher disse...

Esplendorosas letras,um sentimento de agradecimento belo bem e pelo mal..isto tem que ser internacionalmente bem aceito...Parabéns. Natanael.

E para vc meu belo amigo um abraço caloroso de quem muito te admira.Porque teria eu muito a te falar mais o meu silencio silenciou as letras que poderiam até te machucar de verdades que vc não conhece de minha vida pois a sinceridade de meu eu de minha vida este não tem limites.Agradeço as letras tuas que me magoaram muito mais que nunca deixará de elogiar um homem ,um poeta consagrado a meu ver...este é tu que aprendi a respeitar e viver vibrando com tuas letras magníficas que para mim são também um desnude ao brilhantismo sensual de um homem cheio de sol.
Tomara que um dia se for de tua vontade volte ao meu blog pois sempre será o mais bem vindo.

Um beijo enorme e que a paz em teu coração seja o elemento mais precioso.


Cristal

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