quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Exilado no Jardim da solidão espinhosa!!!

        Eu fiquei longe por um tempo, mas foi contra a minha vontade. Os Deuses para o meu bem me exilaram em um deserto de reflexão. Reflexão da alma.

       E tu, onde andavas? E o que fizeste neste longo período em que estivemos ausentes um do outro? Para que paragens tua alma andou voando?

       Eu sofri muito ficando longe de ti, tu não sabes o quanto. Minhas lágrimas de saudades foram de sangue, e minha alma de anjo-poeta agonizou por noites inteiras no jardim da solidão espinhosa.

       Quando eu sou privado de escrever para ti, sinto que tal fato se assemelha ao de um anjo tão-somente com metade das asas, impedindo-me com tal crueldade de atingir os firmamentos mais elevados. 

       Ficar sem versejar meu amor eterno por tua essência de fêmea, belíssima, me chega a ser tão amargo como tomar um cálice de puríssimo fel.

       Agora, voltei para casa e não pretendo sair de perto de ti. Minha pena literária confeccionada de um ouro valioso me foi devolvida. Poderei deste jeito, e o quanto antes, retornar a minha escrita que é composta pela química mágica de sábios alquimistas que andam sobre as águas.

       Seca tuas lágrimas saudosas então, e repousa tua cabeça em meu peito de poeta de espírito sagrado e coração profano. E beija-me as sacro-profanas chagas cicatrizadas.

       Permita-me novamente escrever na página em branco da tua mente dulcíssima a minha literatura de brandos ventos e furacões sanguinolentos.

       Somente desta forma conseguirei novamente ouvir-te chamar pelo meu nome, estando tu a dormires juntinha de mim. Sim, e toda vez que fazes isso, pronunciando-o, sinto como se este pertencesse a um fauno de aspecto selvagem e sensual, que parece viver tomado por êxtases ébrios e furor dionisíaco.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

A ti que me lês por estes anos todos.

Um comentário:

ORAÇÕES disse...

Muito bom texto, amigo. Beijo grande!