terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cavalgada dionisíaca!!!

        Meus olhos não conseguem olhar em outra direção a não ser naquela que tu estás, minha mente somente consegue estar focada em ti, meu amor. Estar apaixonado assim às vezes me assusta, no entanto, é tarde demais, isto já é algo simplesmente impossível de reverter.

        Minhas narinas tiram a minha concentração de quando estou lendo um livro, por exemplo, pois, quanto tu sais do banho, o cheiro perfumado do teu sabonete que impregna a tua pele, enche-as, fazendo desta forma com que toda a minha atenção se volte para ti. Então quando passas por mim envolta em tua felpuda toalha, meu mundo de imaginações fica povoado entre mil posições sexuais em que poderia estar fazendo contigo naquele exato momento.

        Quando invado derepente o nosso quarto que é o lugar onde costumas colocar a tua roupa após o banho, e é inevitável quando isto acontece de que eu não a pegue nua, logo adivinhas o que eu mais desejo com essa minha súbita invasão de tua privacidade.  E sorrindo maliciosamente, me chama a ti fazendo um sinal com o dedo indicador, flexionando-o , e tal cena simplesmente me ensandece.

        Percebo a toalha molhada jogada em cima da nossa cama, pego-a e aspiro-a com a intenção de sentir o teu cheiro que está presente em cada fibra de tecido dela, ao aspirar tal odor, meu corpo e mente são tomados por um desejo cruel e tão avassalador quanto a passagem de um  forte furacão.

        Eletrificado por esse desejo, jogo subitamente a toalha de volta em cima da cama, vou em tua direção e agarro-a com as minhas duas mãos e puxo-a para junto do meu corpo excitado.

        Quando te sentes dominada assim por mim, tu soltas um gritinho, e me abraças envolvendo meu pescoço com seus braços de pele macia e perfumada.

        Sôfrego, eu beijo a tua boca quase engolindo-a, nossas línguas parecem querer se dissolver neste nosso ósculo febril que dá-nos a impressão de nos teletransportar para o seio de um quente vulcão. Minha pele se arrepia, do mesmo modo sinto a tua também se arrepiar, nossas almas e nossos corpos começam a se entrelaçar.

        Habilmente após nos beijarmos muito, tu me ajudas a me despir, peça por peça do meu vestuário é jogada ao chão, e contigo me sinto um novo Adão desnudo, caminhando com sua Eva também nua em pêlo pelos caminhos dionisíacos do prazer.

        Juntos nós jogamos nossos corpos na cama que está forrada com um lençol branco e macio, tu montas em mim com uma paixão impetuosa, é como se eu fosse teu garanhão puro sangue transpirando sedução por todos os meus poros. 

        Agora mais do que nunca, nosso leito se transforma numa nau de desejos ultra-vulcânicos.  Eu sinto que nesta navegação libidinosa, sãos os Deuses e Deusas do amor que irão nos conduzir. Tanto eu como tu querida, sabemos que é tarde demais para voltarmos atrás.

        Sinto-me neste momento um verdadeiro Deus ao sentir todo o peso deste teu suntuoso corpo sobre o meu, quase derreto-me de puríssimo tesão ao contemplá-la de cabelos soltos, caídos até a tua cintura emprestando-lhe  deste modo um aspecto de beleza indescritível.

        Agarro com paixão demente teus fartos e duros seios, e conduzo minha boca esfomeada até seus mamilos rosados, como é delicioso sentir com minha língua o quanto os bicos deles estão tesos.

        Então te ouço gemer alto exprimindo tuas sensações prazerosas que naquele instante sentes ao estar sendo fustigada pela minha boca de dragão libidinoso. Ao abandonar teus peitos magníficos, em um ponto abaixo deles eu vou lambendo-te até a altura de tua barriga, quando toco-a nesta região, sinto que tu a contrai parecendo não suportar nela o toque vulcânico da ponta da minha língua.

        Não conseguindo mais suportar aquela tortura deliciante, tu ergues as tuas ancas e levas o teu sexo molhado até os meus lábios, percebo de uma vez que desejas ser invadida inicialmente em tua pirâmide feita de carne e desejos incontroláveis, pela minha boca que é dona de uma voracidade ardente.

        Sem dó ou piedade realizo então este teu desejo penetrando-a com minha língua, e quando a introduzo em tua gruta úmida e quente, sinto teus fluídos molharem o pequeno corpo rubro dela. Também o cheiro que procede do interior desta tua gruta piramidal me extasia a alma, e eriça todos os meus extintos primitivos.

        Tais gostos captados pelo meu paladar e tais odores percebidos pelo meu olfato me fazem chegar ao limite máximo do meu autocontrole, uma vez alcançando este ponto, com minhas mãos fortes e resolutas eu a afasto de minha boca, e faço-a sentar-se mais uma vez em mim, e numa estocada só entro em dentro de ti através do meu falo feito de fogo e vontade sensuais.

        Instintivamente tu pousas as tuas mãos sobre o meu peito, e arfando começas a tua cavalgada febril na estrada do deleite, intentando adentrar a casa sagrada de um sátiro chamado “Êxtase”.

        Meus olhos parecem não conseguir acreditar no que eles veem, e o que estes veem é uma verdadeira Deusa-pagã em um movimento de subida e descida tendo seus cabelos longos sendo jogados a frente de sua face, para serem lançados logo depois, em um rápido movimento de tua cabeça, para trás, tudo num movimento sincronizado com esta tua cavalgada delirante sobre mim.

        Quando chega já aquele momento que consigo sentir a ponta da minha lança fálica tocar as portas em chamas de teu útero, pressinto que o inevitável está para acontecer, então soltando um urro animalesco, derramo profusamente dentro de ti rios e rios de minha seiva seminal.

        E tu, oh, tu minha amada, ao sentir-se invadida por esses mesmos rios, também solta de tua garganta um grande grito devasso, um sinal visível de que o êxtase supremo e enlouquecedor dos Deuses do amor também a visitaram.

        Ao final de tudo, tu permites quedar teu corpo deitando-o sobre o meu e levados pelo cansaço físico por conta desta cavalgada dionisíaca a qual acabamos de nos entregar, nos deixamos abandonar nos braços doces e ternos de Hipnos.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS. 

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