quinta-feira, 13 de março de 2014

Felação escarlate.

        Ei, deixa-me beber de ti, não negues teu bouquet de sabor inefável a minha boca. Ah, eu quero sentir teus fluídos descerem pela minha garganta adentro, e fazer o meu palato banhar-se nas águas salgadas que vem dos teus insondáveis interiores.
       
       Tu és meu poço de delícias indizíveis e apenas esse rio abundante que procede da tua gruta rosa e piramidal, com suas águas frescas, mata a sede enorme que tenho pelo gozo constante da mulher que está comigo.
       
        Inegavelmente, tu és meu manancial infinito e vivo de deleites sensuais. Quando toco teu corpo com minha boca febril, consigo diluir em água toda a excitação que consigo provocar-te.
        
        Com a dança cigana de minha língua a percorrer e penetrar teu palácio egípcio de sensações e emoções carne-orgásticos, eu faço teus lábios entoarem hinos ao amor carnal, quando gemidos de um prazer indissolúvel deles brotam.
        
        Nesta felação que possui uma natureza escarlate e voraz, ando contigo nas pradarias verdejantes das divindades da ebriedade erótica.
       
        Ao transformar em águas salgadas de um mar gigantesco o afogueamento de tua manga/vulva rósea, eu recebo em meu falo bento pelo orvalho da paixão o batismo de teus líquidos possuidores de mistérios de um graal sagrado e me converto num Deus-Cavalo.

 - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS. 

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