quarta-feira, 19 de março de 2014

Matriarcalidade sagrada.

        Teu ventre, oh, bendito ventre, dele arranco o fruto do meu querer mefistófilo.  Embrenho-me nos arbustos dos teus pelos púbicos, para envolver-me com teu odor de Eva convertida em Lilith, e odorizado por este teu cheiro, poderei me encontrar com a essência da mãe e a natureza da bruxa que há em ti.

        De tua boca ao beijá-la febrilmente, receberei o sopro da vida, e beberei dos rios salivares de tua magia sagrada.  Sugando dos teus seios fartos; nutrirei-me do leite do teu prazer libidinoso, e assim bem alimentado, poderei alçar voo sobre os horizontes dos meus desafios de vida.

        Cavalgando contigo sob o dorso de corcéis de fogo, alcançaremos a árvore do mundo, e tomando dos seus frutos, caminharemos ilesos sob as águas da alta sabedoria divinal. Ser-me-á permitido então, tocar-te em tua nudez que revela toda a beleza da mulher selvagem que és, e as portas de ouro me serão abertas deixando com que eu contemple todo o esplendor da matriarcalidade sagrada.

        Na luz desta revelação, Inanna me entregará um martelo de diamante com o qual eu poderei esmagar a alma covarde de todo MISÓGINO vivente, enquanto que Kali me concederá o domínio sobre os tornados com o intuito de que eu varra com seu poder tempestuoso, toda a malignidade deixada pelo MONOTEÍSMO no chão da terra.

        Agora como água eu escorro por todo teu corpo desejável de fêmea, desejando ser assimilado pela boca aberta dos teus poros, hidratando com meu amor ensandecido por ti as tuas entranhas de sacerdotisa ancestral.

         Em tua vulva experimento a pequena morte do ÊXTASE, para ressuscitar no templo do teu ÚTERO FÉRTIL.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS. 

Nenhum comentário: