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Meu corpo me pertence.

segunda-feira, 14 de abril de 2014.
        Meu corpo unicamente me pertence, ouça o que eu lhe digo, posso tanto vesti-lo como desnudá-lo e isto apenas importa a mim e a ninguém mais. Se por um acaso eu resolver andar com pouca roupa, isto não concede a homem algum o direito de vir molestar-me.

        Meu corpo apenas ao meu senhorio está entregue, então porque submetê-lo às normas religiosas que apenas servem para satanizá-lo?Burcas e hábitos religiosos são prisões de que ele não necessita para viver.

        Padres, rabinos e aiatolás jamais compreenderão a sacralidade única que meu corpo possui, e se eu não resolver seguir-lhes em suas respectivas doutrinas, tal coisa não lhes dá a condição de apedrejar-me.

        Meu corpo é meu e ele é a obra-prima da Antiga Deusa, ela o concedeu como presente precioso a mim a sua filha dileta, e com certeza não se esqueceu de dar-me  também sabedoria para bem usá-lo.

        Das minhas carnes brota o sangue menstrual, avisando que o caminho sagrado está sendo purificado para que dele cresça a vida.

        Meu corpo não te pertence, oh, homem, então não me diga o que fazer com ele, e respeite-o, porque tu mesmo vieste do útero vivificador que no interior dele habita.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.

A imagem da foto que ilustra o texto publicado acima, retrata a dançarina e cantora de funk carioca Valesca Popozuda- (Rio de janeiro-6 de outubro de 1978). Essa foto foi tirada por Valesca em protesto ao resultado de uma pesquisa em que a maioria dos pesquisados disse que mulher que se veste com pouca roupa merece ser estuprada. Mais tarde o instituto que realizou tal pesquisa, revelou que houve falhas de avaliação de sua parte em relação ao resultado dela. 

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