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Somos bruxas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014.
        Venha nos seguir em nosso caminho sagrado, não se preocupe, pois o athame que seguramos em uma de nossas mãos não derramará nenhum tipo de sangue. Com ele apenas abriremos um espaço sagrado para a adoração.

        A quem adoramos? Prestamos o culto de latria à Antiga e Grande Deusa e ao seu esposo, o Antigo e Grande Deus cornífero. Estes são os deuses da natureza, pois eles habitam no sol, na lua, nas águas dos rios e mares, nas árvores e em tudo que é verde, nos animais e nos pássaros assim como nos peixes, no homem e em tudo que há em cima e em baixo da terra. Eu afirmo-lhe: esses Deuses vivem na própria consistência da terra.

        Adentre conosco no círculo mágico, após ele ter sido aberto pelo sagrado athame. Invoque conosco os guardiões antiquíssimos dos quatro elementos da natureza, água, fogo, terra e ar. Eles nos ajudarão e nos ensinarão a cultuar com dignidade as sagradas deidades.

        Agora, com profunda reverência, invoquemos o Grande Espírito, ele que é a Deusa e o Deus ancestrais, a própria divindade que criou-nos e inspirou dentro de nós a essência da vida.

        Deixemos nesse ritual ancestral as nossas preces, e esperemos dos deuses o cumprimento real e total delas. Dancemos com alegria em nossos corações diante da presença deles, e permitamos também que com seu sopro sagrado acendam em nossos seios o fogo do seu amor imortal.

        Depois de terminado o nosso encontro mágico, e tendo nos despedido com muito respeito dos guardiões e da nossa Grande Mãe e do nosso Grande Pai, vamos fechar o círculo místico, mas veja bem, ele não será quebrado, mas apenas FECHADO.

        Venha conosco trilhar esse nosso sacroprofano caminho, onde com a força da magia transformamos os obstáculos que no meio dele nos aparecem em objetivos concretizados.

        A labuta que nos é oferecida através do ato de andar neste caminho muitas vezes nos cansa, mas a vitória ao fim dela nos chegará inevitavelmente.

        Somos bruxas e também somos pagãs, nossa túnica é negra, no entanto a nossa alma é tão alvíssima quanto a mais branca neve que cai do céu.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS 

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