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Tu és o meu sol-poético.

sexta-feira, 4 de abril de 2014.
     Eu sou como um girassol a buscar a tua luz matrilinear, eu giro e giro em vertigens de ânsia em encontrar-te.

      Tu és o meu sol-poético, e fazes brilhar em mim tua primavera de flores juvenis, delas procedem um perfume que me envolve até os abismos mais profundos da minha alma.

     Antes de ti eu vivia no estado mais concreto de se estar só, entretanto quanto tu aparecestes, quebrastes com a força do teu amor único as paredes sólidas desta pura solidão que me envolviam.

     Sob o horizonte dos teus olhos pude contemplar o nascimento de mil sóis, da mesma forma que dentro do templo de teu útero consegui encontrar-me com Deusas pagãs primais, inclusive, estas eram as mais sagradas que já existiram.

     Morando sob a proteção de tua matriarcalidade sacroprofana eu danço ungido por uma alegria febril com a luz e as trevas.  Tocado por ti fui liberto então de todo maniqueísmo inútil.  

     Quando eu vou ao teu encontro, penetrando na intimidade de tua alcova, eu tenho consciência que estou  pisando em solo sagrado. Então antes de tocá-lo com meus pés, eu retiro as sandálias do meu machismo infértil para que livre dele, todo o meu ser possa tornar-se digno em mergulhar no mar de beleza do teu corpo monumental.   

     Apenas assim, encravado no oásis de delícias deste teu corpo que eu encontro à cura para sarar a terra ferida do meu coração.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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