sexta-feira, 9 de maio de 2014

Doce deusa viking.

        Eu te invoco sobre o santuário dos meus braços,oh, minha deusa viking, desejoso de sentir ao toque dos dedos das minhas mãos a maciez de tuas madeixas louras. É-me delicioso conhecer sob meu tato a textura dos fios de ouro que compõem  estes teus cabelos magníficos.

        Venha, aproxime-se de mim e deixe-me sentir o perfume do sândalo que se levanta de teu corpo que tanto desejo.

        Ah,este teu corpo de grande magnificência,ele é meu objeto de devoção,venero-o muito mais que a minha própria vida. Meus olhos não conseguem se dirigir a outro lugar a não ser na direção em que ele está.

        Teus seios fartos e firmes,oh,como são formosos,possuí-los com o calor da minha boca me é uma autêntica dádiva.

        Tua cintura desenhada em curvas simetricamente perigosas me atrai há uma estrada de tentação suprema. Tuas coxas grossas como dois troncos de árvores excitam toda a minha imaginação ao olhá-las.
        
        E tuas nádegas grandes,redondas,e inabaláveis como os rochedos de Gibraltar me são um convite ao festim da loucura libidinosa.

        No entanto,não é somente o teu corpo que me fascina,há ainda a luz do candelabro de tua alma feminina. Mergulhado nos fachos luminosos desta luz,tenho o meu espírito arrebatado em um profundo e doce êxtase.Ah,minha amada,amo-te por inteira,cada pedaço do teu ser me é precioso.

        Minha amada chamou-me junto à porta de ouro da nossa paixão,ao tocar na maçaneta,meus dedos começaram a destilar o óleo perfumado do nardo. Devo usá-lo mais tarde para odorizar os delicados e brancos pés da minha amada.

        Entrego o meu corpo nu aos caprichos sensuais daquela que carrega em sua mão direita o cetro da beleza perfeita e na esquerda a taça carmim da sedução invencível.

         Eu pertenço a minha amada do mesmo modo que a noite pertence à lua.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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