quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mulher sagrada, fêmea profana.

        Da fonte de tua alma feminina eu bebo das águas da vida, e nelas me purifico limpando o meu coração de toda mácula. No fogo divinal do teu espírito aqueço-me plenamente livrando-me da frieza que o ódio com ele traz.

        A carícia de tua mão de textura macia, oh, mulher, acalma o leão da guerra que existe dentro de mim, e teus beijos ternos despertam o cordeiro da paz que estava adormecido em minhas entranhas.

        Guiado pela luz sagrada que procede da tocha do teu útero, eu caminho nesta minha jornada espiritual em direção à árvore do conhecimento. Com o bálsamo dos teus abraços eu tenho as minhas feridas fechadas e cicatrizadas, e com o aconchego em teu regaço consigo com que as minhas forças sejam recuperadas, estas que foram perdidas em dias de batalhas sangrentas.

        De tua boca de alta-sacerdotisa da lua, recebo os sábios ensinamentos sobre a Antiga Deusa-Mãe. Sob o altar do teu corpo sensual e místico me ofereço em sacra oblação, e sinto arder em meu interior às chamas do Grande Espírito.

        Mulher sagrada, fêmea profana, donzela, mãe e avó, Senhora de mistérios infindáveis, sacerdotisa das sete luas da magia, eu te recebo no templo do meu ser como a terra recebe com gratidão amorosa a luz que o sol derrama sobre ela.

        Meu coração de homem para sempre a ti pertencerá, pois, as chaves que o abrem ou o fecham somente serão eternamente portadas pelas tuas graciosas mãos.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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