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Felação, cópula e orgasmos carmesins

sexta-feira, 15 de agosto de 2014.
        Ah, minha dama de carne fogosa, dá-me teu corpo,  feito com uma luxúria tão sublime quanto o mistério da vida, não me negues o teu cheiro de puro nardo carmesim.

        As ninfas do amor luxurioso deram-me a chave de cor dourada que abre a porta do teu quarto; quando as doze badaladas da meia noite se derem em teu relógio de parede, espera-me, oh, senhora da minha alma, pois adentrarei teu recinto, que rescende a  almíscar, com toda a minha fúria de deus orgástico.

        Farei então caírem por terra os véus que cobrem a tua extrema beleza corporal, guiado pelo espírito exuberante de Afrodite, e irei, assim que adentrar essa tua alcova lunar, apossar-me de ti , deliciosamente, sob o incêndio dos nossos sentidos de feras sexuais.

        E movido pela febre deste abraço que é o filho do próprio fogo-sensual, dar-te-ei beijos alucinantes e alucinadores em tua boca que me é adorável em meu palato, tanto quanto o sabor do morango mais doce existente em toda a terra.

        Induzido pelas sementes vulcânicas do desejo, plantadas em nós pelos nossos agricultores-beijos, levar-te-ei ao leito orvalhado de sensualidades sutis, para, ali sim, revelar-te todo o prazer da minha virilidade carne-fálica.

        Como um bezerro faminto pelo leite de sua mãe, mamarei avidamente em teus seios fartos e de grandes aureolas rosadas, e com isto, minha querida, eu conseguirei receber em minha boca a delícia orgástico-láctea que só estes teus tesos e pontudos mamilos podem me oferecer.

        Também te permito que beijes e lambas o meu corpo másculo que é só teu, delicio-me em sentir tua boca a passear com ávida fome pela minha pele bronzeada. Quase sou levado de corpo e alma aos seios benévolos das deusas antigas, ao ter a sensação do calor aveludado de tua boca possuir a minha lança fálica que, em riste, já há muito estava pulsando por recebê-la.

        Como uma cordeira sequiosa, tu sugas com furiosa fome e devassidão o meu sexo erétil, quase me levando a adentrar nos pórticos vertiginosos da “pequena morte”.  Antes que isso ocorra, interrompo essa tua felação deleitante, para colocar-te em decúbito dorsal, e, com ímpeto de amante voraz, penetro em tua fenda triangular fazendo-te soltar um grito que mistura em sua essência dor e prazer.

        Enquanto adentro-te, levado pela força da minha vontade viril, eu sou conduzido pelas mãos das deusas do amor carnal ao olho de um furacão de sensações tão gozosas em sua natureza, que sinto a minha alma e o meu corpo quase se partirem, em completo e puro deleite.

        Então, o inevitável ocorre: desmancho-me dentro de ti, derramando, no  interior do vaso sacro-profano do teu útero, o mar explosivo de um orgasmo indescritível.        

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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