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Narceja

quinta-feira, 14 de agosto de 2014.
        Senhora dos meus sonhos mais eróticos, escreves tais sonhos sob a superfície do papiro branco da minha alma. A tinta que usas para escrever é aquela que provém da tua lascívia mais crua, e a pena que mergulhas na tinta é feita do teu espírito de essência escarlate.

        Teus contos, de pura sensualidade primitiva, são a expressão viva de todos os meus devaneios licenciosos. Tua voz arde dentro do meu peito, e, ao ouvi-la, percebo que todo o meu corpo se inflama, afinal este se sente chamado por ti a praticar a dança sacro-profana do coito.

        Não consigo esquecer as estórias que crias dentro dos teus textos abençoados por Ísis, e, ao lê-los, bebo da taça de ouro fabricada pelas deusas do desejo carnal, e sinto-me, deste modo, recebido no palácio suntuoso e luminoso da “Luxúria”.

        De manhã e à tarde, em meus devaneios, recebo mulheres jovens e de natureza pagã em minha casa, construída da madeira febril de meus desejos. Elas trazem em suas mãos delicadas os teus textos narcejianos, e, então, após lerem-nos num tom de voz banhado em lascívia, desnudam-me para, logo depois, mergulharem comigo nos abismos mais delirantes e orgíacos.

        Tu és uma ave dionisíaca que sobrevoa os céus das minhas tentações, e ouvir o teu pio atiça a chama do braseiro que nasceu em mim quando te li pela primeira vez.  Tuas palavras, desenhadas no papel, são capazes de criar uma literatura que faz homens e mulheres dançarem com antigas deidades desnudas e alegres, de há muito esquecidas.

        Quando ainda eras um bebê, Messalina e Safo apareceram-te junto ao berço, enquanto todos em tua casa dormiam, e delicadamente pegaram-te ao colo para logo em seguida ungirem-te com as águas sacras da literatura.

        Venha a mim, Divina Narceja, escriba da paixão carne-orgástica, na carruagem de fogo de Afrodite, mantenedora dos mistérios da iniciação da cópula, e enchei-me a boca das delícias deleitáveis que jorram como doce mel do favo da tua escritura erótico-pornográfica.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Prosa-poética dedicada a minha grande amiga e musa, a escritora de literatura licenciosa: Narceja.

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