terça-feira, 9 de setembro de 2014

Deusa, oh, minha Deusa

         
        De tu desces as luzes das minhas satisfações, pois, tua carne e tua anima me são favos de mel a deliciar-me em meu espírito.  Tu és a eleita, aquela que em meu intimo elegi para ser toda minha, meu tudo ou meu nada, a musa que como lua sagrada brilha no firmamento alegre do meu coração.

        Teu amor cai sob todo o meu ser como uma cachoeira de contentamentos indizíveis, levando-me a sentir um prazer quase que intocável e inquestionavelmente divino.

        Teus cabelos louros escorrendo em cascata até o meio das tuas costas, emolduram a tua imagem que ao ser vislumbrada, por si só, é um convite a contemplação da beleza única. E teus olhos, ah, teus olhos, são como dois faróis a iluminar-me nos caminhos que me levarão a casa dos teus dulcíssimos quereres.  

        Oh, tu és sim minha Deusa, aquela que sempre amei desde que a vi pela primeira vez, aquela que meu homem interior esperava desde a minha verde juventude. Chegaram-me agora os anos de maturidade, e continuo a esperar-te em toda a tua plenitude de graça e formosura.

        Venha, oh, dama sagrada, e como Deusa profana adentre gloriosamente no tabernáculo do meu corpo, e possua-me completamente na concreticidade da minha máscula essência.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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