quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O cavaleiro das sombras

      Eu preciso entender porque a cor do céu é vermelha, e mais do que nunca a razão da tua ausência ao meu lado.

        Agora me parece que as crianças estejam todas mortas, e tu ainda acreditas na salvação do mundo? O café está amargo e o doce de todas as coisas neste exato momento tem o sabor do fel.

        Não me venha falar em medo, pois, já me defrontei com todos os meus demônios e os venci um por um, agora o mundo não me parece estar cinza somente por minha causa.

        As mulheres sentem a dores do parto mesmo nestes dias negros de guerra, elas perguntam aos céus por quê? E eis que as vozes dos deuses lhes respondem:- São justamente em dias obscuros que enviamos ao mundo os nossos ungidos para salvá-lo do mal.

        Sinto-me ferrado sem uma nota de dinheiro sequer dentro do meu bolso, levo comigo apenas uma folha de papel onde escrevi minha ultima poesia, um velório alegórico das minhas emoções.

        Agora caminho de manhã pela avenida principal da cidade, eu vejo muita gente que atravessa meu caminho, nossa, eles parecem mais zumbis de um seriado apocalíptico de TV.
Pare de chorar com medo da solidão, baby, eu estou voltando para casa, retornando para ti, um cavalheiro das sombras desejando um pouco da luz solar que procede do teu útero.

        Neste momento os campos de algodão voltaram a ficar brancos, e Sophia caminha agora lá fora em forma de uma serpente. Ela procura alguém sincero e que assim, seja digno de recebê-la no santuário do seu coração, afinal, a sabedoria verdadeira não se entrega aos malvados de alma e muito menos aos néscios de mente.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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