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Dançando vestida pelo sol da poesia

quarta-feira, 15 de outubro de 2014.
        Vestida do sol da poesia, danças para mim transmitindo toda a graça de tua beleza inquestionável. Embeveço-me com esta visão divina, pois, a minha alma exulta de júbilo por contemplá-la de forma tão privilegiada.

        Danças diante de meus olhos estupefatos, refulgindo uma sensualidade quase sem precedentes, fazendo com que meu corpo alcance o Nirvana da excitação sensual.
        
        Teus cabelos negros e encaracolados balançam suavemente para lá e para cá, conforme os movimentos exercidos pelo teu corpo em dança sensual. Teus quadris largos em um movimento circular quase me levam à loucura;  aos poucos, sou tomado por um desejo carnal e cruel ao assistir-te realizar esta coreografia de deusa vermelha e profana.
        
        Tuas coxas bem torneadas, ora em passos leves, ora em passos firmes, conduzem todo o teu corpo a uma harmonia de movimentos bela e sublime. Por fim, tuas mãos parecem desenhar no ar, quando as mexes e remexes,  traços, curvas desenhadas em fogo, no formato das deusas do amor luxurioso.
        
        E este teu olhar de ninfa maliciosa, o que posso dizer dele? Que nada vi igual em toda a minha vida. Um olhar de salamandra que acendeu em meu interior o fogo da paixão concupiscente.

        Oh, mulher, tu és um anjo caído de pura sedução, és a minha serpente de tentação paradisíaca; em tua beleza, és semelhante à Eva, no entanto, em tuas intenções, és parecida com Lilith.
        
        Quero-te tanto, como a morte quer a ressurreição; anseio por ti assim como o sedento anseia por água fresca e limpa; aguardo-te, sobretudo, como o cego à chegada da luz da visão restaurada.

    - ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS
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