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Sou poeta

terça-feira, 21 de outubro de 2014.
        Sou poeta e por sê-lo também sou sacerdote, profeta e rei. Sacerdote porque ministro o culto da Grande Musa, a Antiga Deusa Branca, a inspiradora dos iluminados arautos da “Palavra Escrita”.  Profeta porque é através da boca dos meus escritos que o “Sagrado” e o “Profano” falam a alma humana dos meus leitores. E rei porque sou filho de uma rainha ensolarada chamada “Senhora Literatura”.
        
        Sou poeta e guardo no interior do meu seio um mar de fogo de palavras que incendeiam o mundo quando estas o alcançam, palavras que compõem uma poesia de essência apaixonada e que se faz luz para iluminar os corações daqueles que a absorvem.
        
        Sou poeta e muitas vezes eis que sou tomado pela loucura divinal, o ensandecimento de Dionísio, assim, eu torno-me um condutor do lirismo da divindade trazendo-a para o seio angustiado da humanidade.
        
        Sou poeta e escrevo a minha poesia com a tinta escarlate do meu próprio sangue, tento com a minha arte redimir um mundo corrompido que antes do cantar do galo me negou mil vezes. Os homens se recusaram a me dar flores e vinho doce, mas, fizeram questão de me presentear com a cruz dolorosa do seu amargo desprezo.
        
        Sou poeta e a minha Igreja é a mesma que “Bukowski” costumava frequentar, falo de um bom e velho bar, onde o garçom é o sacerdote que me conduz habilmente aos êxtases báquicos dos vícios alcoólicos. Lá costumo encontrar meus velhos amigos, estes também poetas como eu, estes semelhantemente a mim carregam o sinal dos amaldiçoados em sua carne, estou me referindo a letra “P” que trazem tatuadas no lado esquerdo do seu peito.  
        
        Sou poeta e procuro não permitir que a raça humana me arranque o coração com suas próprias mãos, fazendo de mim parecido com o homem de lata que no mundo mágico de OZ busca tristonho por um coração que faça dele um verdadeiro ser humano.
        
        Sou poeta e não me canso de tentar escrever sobre tudo e todos que traduzem a minha realidade de vida, por mais que isto pareça ser impossível, eu tento sem nunca desanimar ou chegar a desistir. Sou como minha velha pena autoral, chego a envergar castigado pelo soprar forte dos ventos do tempo, entretanto, não quebro; assim, não perco a minha capacidade sublimissima de versejar.    

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Em homenagem aos poetas do mundo inteiro.

Ser poeta é expressar toda beleza e dor humanas através de palavras construídas com uma beleza indescritível que apenas anjos belos e de fogo divino poderiam construir. Contudo, além dos anjos, foi dado há um numero diminuto de homens e mulheres aqui na terra também o dom de “Versejar”. 

-[Elton Sipião o Anjo das Letras - 22 de outubro de 2014] 

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