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Upir libidinosa

quarta-feira, 29 de outubro de 2014.
        Tu me esperas em cima do nosso leito de alegrias sensuais, toda bela, destilando desejos pelos cantos da tua boca vermelha feita uma vampira. Ah, milady, como eu te amo por isto. Amo ver-te assim me aguardando tendo o teu coração de mulher batendo forte, imaginando com tua mente fértil as loucuras que irás realizar comigo dentro da festa da carne que iremos juntos promover.
         
        Quando abro a porta do nosso quarto vermelho de luxúrias deliciantes, meus olhos se pasmam ao contemplar tanta beleza encerrada em ti, em teu corpo de deusa fatal, principalmente nesta tua face de Messalina moderna. Oh, baby, tu me matas com a força desta tua luxúria divinal, desta forma levas-me aos abismos das loucuras da paixão-carnal.
         
        Tal visão que parece proceder dos céus, desperta em meu interior um animal sexualmente devasso, eis que a minha libido como um vulcão desperto entra em plena erupção. É só questão de pouco tempo minha querida, livrar-me de minhas roupas e despir-me diante os teus olhos verdes de Upir libidinosa.
        
        Desnudo e sedento pelo mais depravado sexo, eu dirijo-me a ti agarrando-te com as minhas firmes mãos e tasco-lhe um beijo tão ardente quanto o são as profundezas do inferno. Nossas línguas rubríssimas encontram-se desta forma em um beijo que é todo despudor, sim, um ósculo que desafia todos os limites do desejo entre um homem e uma mulher.
        
        E é quando nossos corpos despidos tanto de nossas vestes quanto de nossos juízos unem-se em abraços e beijos espasmódicos é que posso sentir teu cheiro, ah, este teu odor de fêmea humana que me causa arrepios de puro prazer, tal coisa leva-me a desejá-la ainda mais e eu fico a pensar como isto poderia ser possível?
         
        Da tua boca eu com a minha passo para teu pescoço, beijo-o e lambo-o com sofreguidão pura, depois sem resistir a esta vontade que de mim se apossa, ganho os teus seios voluptuosos com uma gana indescritível. Mas, tal passeio oral não para por aí, pois, dos teus seios com a febre de um devasso, migro para tua barriguinha demorando pouco tempo nela, para logo depois, alcançar teu sexo em chamas, este pulsa tanto água como fogo em meus lábios e língua vorazes.  Nem preciso dizer o quanto isto, amor, te leva a uma veemente loucura.
         
        Neste exercício de ensandecimento sensual nos lavamos mutuamente com os suores um do outro, assim molhamos nossos lençóis brancos e antes secos com o orvalho precioso deste nosso coito de essência selvagem. Ah, minha milady, nestes momentos doces somos como um casal de deuses do amor e do sexo; filhos da própria Afrodite e do glorioso Dionísio.
       
        Não suportando mais o peso de tal cruel desejo por essas fustigantes e maravilhosas preliminares, tu me imploras para que eu a invada com meu falo de devassidões incendiantes e eu não me fazendo de rogado a obedeço sem pestanejar.
         
        Eis que a invado através do ímpeto luxurioso do meu arpão fálico, então a dor de uma sensação gostosa toma conta de ti levando-a ao mais puro e desavergonhado delírio da carne. Nesta hora, levada por tal sensação, tua boca torna-se profetisa das tuas safadezas mais líricas, afinal, ela, a tua boca, começa a dizer bem alto, palavras de uma obscenidade capaz de fazer corar o próprio diabo.
        
        Em tais circunstâncias, para mim me é natural sentir-te arranhando as minhas costas com tuas compridas unhas. Sei que nesses momentos tu já não és a mulher que todos conhecem, é outro ser, não há duvidas que quando chegas a tal estado a tua essência humana se transubstancia na essência de um súcubo.  
        
        Digo-te que da minha parte o prazer não é menor que aquele que tu sentes, falo-te isto porque palavras não podem descrever a sensação de imensurável delícia que é a de eu sentir o meu sexo ser engolido e apertado pelos fortes e hábeis músculos das tuas paredes vaginais. Oh, minha amada, esta tua gruta possuidora de um formato em “V,” feita de carne, pelo e um rio de águas libidinosas me é um manjar de gostosuras hiper- vulcânicas.  
        
        Ardendo em um gigantesco inferno de sensações carne-sensuais, chegamos juntos, em uníssono a um orgasmo de efeito avassalador.  Resta-nos depois de senti-lo, apenas cairmos um por cima do outro, suados, abraçados, fatigados com o intuito de descansarmos, após, termos nos entregado nas mãos das nossas vontades mais licenciosas.


- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS 

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