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Verdades escondidas e mentiras não declaradas

quarta-feira, 26 de novembro de 2014.
        Tu te maquias diante do espelho, criando uma beleza surreal. Será que ela realmente existe dentro de ti? E eu, homem profano, desejo ver-te assim maquiada para que meus caprichos sejam atendidos. Onde mora a verdade de quem sou ou daquilo que tu és?

        Dá-me teu corpo desnudo em toda plenitude de sua formosura, quero experimentá-lo até o último centímetro de sua pele. Anseio aprender a ler todas as linhas de sensualidade que estão impressas em tua cútis, meu coração tem a vontade de conhecer todas as curvas, dobras e contornos de tua arquitetura corporal. Onde mora o segredo que me ensine a conquistar-te em tua anima e em tua carne?

        Há momentos em que sou desejoso de ter sexo fácil contigo e em outros momentos refuto tal facilidade. Tu és meu arquipélago de regozijos sensuais inacabáveis, tento descobrir e redescobrir as tuas novidades, andando todos os dias nas ilhas de fetiches e fantasias inúmeras que te compõem.

        Sim, aceito que te maquies com o blush e o batom e contornes teus olhos de rainha egípcia com a ponta do lápis preto, no entanto, proíbo-te que chegues a te maquiar com o pó de arroz da falsidade ou ainda a te odorizar com o perfume tétrico da mentira.

       Veste teu tubinho preto básico, pois, tu ficas linda com este teu vestidinho, coloca em tuas orelhas aqueles brincos de pérolas brancas, pinta tuas unhas de um vermelho de tom bem veemente, e coloca em teus delicados pés teus sapatos de salto agulha de quinze centímetros, e vem saltar comigo na piscina borbulhante desta noite cheia de festas, sorrisos, champanhes e orgasmos infindos. 

        Hoje à noite nós apenas seremos verdades escondidas e mentiras não declaradas, mas, nem por um momento duvides da veracidade do nosso amor, eis que ele têm a cor das pessoas que são honestas em sua essência.  Desconheço que alguém saiba de todas as verdades existentes nesta vida; apenas uma coisa eu sei, oh, meu amor: que o teu corpo, perfumado, macio e branco, pertence somente ao meu senhorio. Afinal, mais que ser teu dono, criei para mim e impus-me a seguir a maior de todas as leis: a lei de amar-te sobre todas as coisas de forma absolutamente incondicional.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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