quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Lindamente nua

          Nua tu estás para a delícia dos meus olhos, e tua pele quando fica assim a mostra, excita os meus sentidos, e com isto, sou conduzido pelas tuas mãos ao seio de tuas loucuras dionisíacas.
                   
          Teu corpo molhado pela água do chuveiro que escorre por ele, mostrando-te toda sereia, musa úmida, cabelos e tez morena, ambos tocados pelo sangue de Netuno, sensualidade esvoaçando pelo ar do banheiro, beleza plástica sendo-me revelada através da transparência do boxe.  Cheiro do sabonete de flores árabes a ganharem minhas narinas, e turbulência, ah, essa turbulência de paixão e desejo que me invadem a cabeça quando estou contigo nestes momentos de pura intimidade.

          Como é bom quando me permites que eu a enxugue ainda dentro do banheiro, e depois a leve para a cama trazida em meu colo. Então a livro da camuflagem da toalha felpuda e a coloco em cima do leito branco, leito de lençóis e travesseiros macios, donde se ergue o odor de rosas vermelhas do campo.

          Não há palavra para descrever o prazer desmesurado que é tomar teus lábios em um beijo sôfrego, febril, despido de todo pudor existente. Beijo este que começa em teus lábios e acaba percorrendo todo o teu corpo de morena-potranca, morena-rainha, morena-ninfa que arde como chama nos meus sonhos mais extasiadores.

          Nua tu ficas entregues no meio da cama, entregues ao poder das minhas mãos, subjugada a força selvagem dos meus quereres, tomada pelo meu furor-orgástico. Mas, longe estás de ser minha escrava, muito ao contrário, eu e somente eu é que me torno teu servo submisso, quando a vejo desta forma, desnuda, do jeito que viestes ao mundo, inocente como uma criança, lindamente sedutora como uma dançarina do Moulin Rouge.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS 

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