segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O cálice do teu corpo

          Seja tu bem vinda, oh, meu amor, assim como o cálice do teu corpo a derramar do seu doce vinho dentro da boca vermelha da minha libido. 

          Receberei a ti, oh minha inaudita Musa, nos palácios luminosos da paixão mais ardente.

          Revela-me a tua nudez, descerrando diante dos meus olhos os teus véus de encantados mistérios, mostra-me toda a tua beleza em sua essência mais pura, deita de lado as tuas vestes finas e me convida ao deleite, fazendo-me experimentar a maciez de tua cútis morena, e sentir do perfume incomparável que se desprende de todas as dobras, curvas e contornos do teu corpo.

          Ofereça-me a sublimidade de teus lábios de deusa da fertilidade e dá-me o prazer de ter as tuas mãos delicadas passeando pelo meu peito, barriga, costas, braços e pernas, produzindo deste modo arrepios, que, como uma corrente viva, percorra toda a minha estrutura corpórea.

          Que, em cima do leito forrado com lençóis brancos e pétalas de rosas vermelhas, possamos unir nossos corpos por meio do desejo sôfrego, e, neste momento, cheguemos a executar com nossas carnes o balé sensual dos sátiros e das ninfas da natureza, mergulhados de cabeça em um caudaloso rio de prazeres licenciosos.

          És minha mulher, do mesmo modo como sou teu homem, dentro de um absolutismo intocável.  E, levados por esta verdade indestrutível, nos amemos em todas as horizontais e verticais possíveis, e que possamos nos liquefazer em nossas naturezas corpóreas e anímicas pela doçura sublime dos orgasmos mais eloquentes.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Um comentário:

Cristal de uma mulher disse...

Bom dia meu amor

como sempre um deslumbre querido poeta...A delicadeza das letra me embriaga...

beijo eterno