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A Senhora do cruel desejo

sábado, 31 de janeiro de 2015.
         Minha cabeça não para de pensar em ti e muito menos de pirar nas tuas maquinações sexuais. Sabe, de tanto apenas ter os meus pensamentos voltados para onde te encontras, o meu corpo inteiramente entrou em ebulição, agora o meu sangue é liquido fervente a borbulhar dentro das minhas veias.

          Aquele teu beijo, sim, foi ele que me fez perder o juízo, pois, com sua força arrebatou o meu coração colocando-o como um espólio teu.  Conquistastes-me com a doçura dos teus ósculos e com o carinho envolvente dos teus abraços, agora não desejo mais nada em cima desta terra em que vivo, além do vinho do teu precioso amor.

          No cortante golpe de machado do meu toque em teu sexo, escorre o sândalo da tua excitação que me perfuma a vida e extasia-me tão completamente. Da árvore sagrada do teu sexo, brotam os frutos prazerosos do êxtase carnal.  Eu sou todo vida tornado por ti e em ti inteiramente morte e depois, transformo-me absolutamente em pura ressurreição.

          O escorrer do teu suor sobre a minha carne é como a visita poética do bálsamo na pele enferma do atribulado, pois, este me causa alívio, gozo e uma satisfação que meus lábios não conseguem explicar.  E o odor que se desprende de teus poros, oh, querida senhora, ao se fazer sentir por mim, incendeia os bosques azevinhos dos meus quereres sensuais.

          A lágrima do desejo cruel escorre pela tua face de ninfa, indo cair no interior da ferida da paixão ardente que, abristes em meu peito, e que eu sei; jamais se fechará.  Pois, eu te pertenço irremediavelmente da mesma forma como o dulcíssimo mel pertence a anima fulgurante do favo.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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