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Desejo-te a tal ponto que chego a salivar

sábado, 10 de janeiro de 2015.
          Desejo-te a tal ponto, que chego a salivar, como se tu fosses um delicioso fruto vermelho que trouxesse em seu sumo, um gosto cheio do mais puro prazer.  Não quero saber das convenções estabelecidas por esta sociedade de cães hipócritas, muito menos vou me preocupar do que pensam da paixão que nutro por ti.

          Antes vou é apenas pensar em nós dois, neste desejo cárneo-orgástico que temos um pelo outro, nesta ânsia que possuímos em nos devorarmos mutuamente, e apenas focarmos neste mundo todo particular que construímos apenas para o nosso amor. Sou teu homem todo carne, suor, testosterona e beijos capazes de incendiar-te prontamente.

          Detrás das cortinas dos dosséis da nossa cama, nos ungimos com o óleo da lascívia das nossas almas apaixonadas, desta forma mergulhamos fundo na piscina dos nossos quereres mais transgressores. A flor escarlate da tua vulva enche minha boca do teu vinho profano, aquele que me eleva as nuvens de delícias que transcendem toda a compreensão.

          Meu corpo todo parece vibrar quando consigo arrancar de ti, gemidos intensos de um prazer esmagador, e a minha pele emana alegria quando teu suor cai sobre ela, como as águas da chuva que molhando a terra a refresca, e a fertiliza tornando-a nutrida de vida e vigor.  

          Amo também quando atrevida, bebes de mim; da minha saliva em um beijo ousado, do meu suor com tuas lambidas de gata fora de controle, e dos meus fluídos com tua boca feladora e voraz.

          Todas as noites e manhãs, nossos orgasmos encontram-se como dois rios imensos que no final das contas, transformam-se em um gigantesco mar, sim, o mar das nossas fantasias e fetiches infindos e de naturezas ambas: incontroláveis.


-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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