quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Deusa dos meus coitos mais loucos

          Tua beleza é um abuso para meus olhos, Senhora desnuda, que, com este teu corpo, desta forma exposto, transpirando excitação, leva-me ao palácio dos prazeres proibidos.  Amo contemplar-te assim, sorvendo com a visão a única graça sensual capaz de me comover o espírito, e, logicamente, de ensandecer a minha mente.

          Quando me sorris, toca-me a alma, que delira, vivamente apaixonada por ti, beleza grega misteriosamente encerrada num corpo de deusa tupiniquim. Amo acariciar as tuas longas madeixas com o movimento cuidadoso dos meus compridos dedos, é-me delicioso sentir a maciez e o perfume embriagador que procede delas; quando tenho oportunidade de fazer isto, sinto-me, com toda a certeza, o mais afortunado dos homens.

          Da mesma forma, mergulho em um oceano de pura satisfação, quando toco os bicos dos teus seios com minha boca ávida de lobo libidinoso, buscando a sensação única de senti-los pontudos com o toque estimulador dos meus lábios e da minha língua.  Mamar-te deste modo, como se eu fosse um bezerro esfomeado, não procurando o leite branco que alimenta o corpo, mas, o vinho escarlate da licenciosidade que excita os sentidos, faz-me ser tomado por um deleite tal, que se torna impossível mensurá-lo.

          Quase visito os céus com a minha carne e anima, quando resolves sentar-te em meu colo com o intuito de encher com teus beijos, primeiro as minhas faces e depois a minha boca, e, com tuas hábeis mãos, desabotoas botão por botão a minha camisa, me despindo dela; depois é a vez da minha calça que é desabotoada; em seguida, o zíper desta é descido, e, finalmente, apenas deixado de cuecas, eu fico à tua plena mercê.

        Sou levado quase a me contorcer quando me agarras pelo pano desta minha roupa intima, e a cheira, buscando o odor do meu sexo que é capaz de transpassar as fibras do seu tecido. Sim, tu procuras com todo o ardor do teu ser de fêmea indomável o meu cheiro de homem, teu homem.

        Embriagada por este perfume da minha macheza, tu ficas louca, e, não suportando mais, desces minha cueca, e me despes dela, então, fico totalmente nu aos teus olhos, que, fascinados, focam a minha lança fálica, rija de tanto estímulo sensual, em riste, direcionando sua ponta ao teu lindo rosto.

      Então, beijando-a com fervor, para logo depois colocá-la dentro da tua boca, és tu agora que parece uma bezerra esfomeada a mamar-me com uma veemência totalmente febril. Sensações de agonia e prazer se misturam perpassando toda a minha estrutura corpórea, mares e céus parece abrirem-se subitamente diante os meus globos oculares que se reviram em suas órbitas, por conta de tais sentimentos que trazem em si, uma delícia inenarrável, até mesmo para um anjo se este quisesse descrevê-la; com seus lábios feitos de chamas ardentes.

       Como me é extasiante sentir o meu mastro peniano, incrustado de veias azuis e grossas, pulsar vivamente, aumentando cada vez mais a sua rigidez dentro da tua boca quente, mediante a sucção que tu exerces sobre ele; usando as habilidades de felação que tua gostosa boca possui.  Quase chego às raias da loucura, ao ter a sensação da minha glande tocando o fundo da tua garganta profunda.  Nestes momentos, digo-te que consigo enxergar as faces de todos os sátiros que habitam as inúmeras florestas do orbe terrestre, invejando-me o sucesso de predador sexual, superior ao talento deles, delirantes servos da energia sexual da mãe-natureza. E isto porque nenhum deles encontrou entre suas ninfas uma deusa tão sensualmente perfeita como tu, oh, meu doce anjo.

     Chegando o momento de me sentir por inteiro dentro de ti, tu paras de fustigar-me com a ardência lancinante e deliciante de tua boca, então, te levantas, e ficando de pé, posiciona-te de forma a sentar-se novamente em cima de mim, só que agora me tendo desnudo, recebes meu falo intumescido dentro desta tua racha úmida e sedenta pelo exercício libertino do coito.

     Acomodada de frente para mim, tu, sentindo-te penetrada pela grossura da minha vara, que, por sua vez, já derrama há muito tempo de sua ponta fluídos, e isto com o objetivo de preparar-se para introduzir-se com facilidade em teu âmago, ah, meu amor, começas desta feita, a cavalgar-me, e dentro desta cavalgada libertina conduzes-me contigo em direção ao definitivo êxtase.

    Sinto-te subir e descer, fazendo com que o instrumento da minha virilidade entre e saia de forma contínua de dentro da tua cona, quente e molhada, apertada e ao mesmo tempo profunda.

    Entregues de forma febrenta um nos braços do outro, nossos corpos pingam puro suor, extraindo das nossas peles molhadas o cheiro de puro sexo.  Por fim, como se a vida toda fossemos treinados para conseguir tal intento, chegamos juntos, ao termino desta nossa cavalgada cárneo-orgástica, urrando também ao mesmo tempo, levados pelo sentimento do mais brutal e imenso orgasmo.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

E, tu, oh, mulher, desejas cavalgar comigo?

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