terça-feira, 30 de outubro de 2007

O amor tem os seus caminhos. - (A estória de amor de Elvis e Priscila). - Primeira parte.

        O amor tem os seus caminhos e em alguns momentos os seus caprichos. E é desta forma que muitas vezes ele nos faz encontrar quando menos esperamos aquela pessoa especial que passará o resto de nossas vidas ao nosso lado.
     
          Elvis era um rapaz incomum, senhor de uma beleza poucas vezes vista. As garotas o achavam extremamente sensual. Ele tinha belos olhos azuis e um sorriso muito sedutor. Seu cabelo, encimado por um topete, era cuidadosamente esculpido com gel pelo seu jovem dono. Quando saia para dançar seu rebolado provocador fazia os corações das meninas estremecerem, de pura excitação. Elvis dançava como se estivesse possuído por um demônio de grande magnetismo sexual. No final de cada balada ele sempre acabava saindo com uma garota diferente.
     
          Por muito tempo Elvis foi levando essa vida de conquistador, até que um dia uma nova garota apareceu por aquelas bandas. O rapaz quando a viu pela primeira vez notou que o seu coração estremeceu de uma forma que nunca lhe ocorrera antes, pois um sentimento muito diferente em seu peito começou a se manifestar. Foi em uma danceteria em que ambos se conheceram e isso por intermédio de alguns amigos em comum. O nome da jovem menina era Priscila e quem presenciou aqueles fatos de perto costuma dizer que foi amor a primeira vista, eles pareciam corações gêmeos que depois de um longo tempo separados haviam se reencontrado.
     
        Priscila ficara fascinada com Elvis, afinal nunca conhecera em toda sua ainda curta vida alguém como ele. A aparência daquele rapaz aos seus olhos era semelhante à de um Deus grego ou de um galã teen de Hollywood. Além do que o modo gentil e carinhoso como era tratada por ele, o faziam único em comparação aos outros garotos, que com seu costumeiro machismo costumavam tratar mal as suas namoradas.
     
          No entanto, bem depressa Priscila descobriu que ela não seria a única paixão na existência de Elvis, havia então outra e se tratava de um velho conhecido dos jovens de todos os tempos, um tal de rock "n" roll.
     
          Elvis havia montado já há um bom tempo uma banda de rock que com seu som elétrico mexia com toda galera que acorria de todas as partes da cidade para assisti-los.
     
          Era o vocalista do grupo musical e como não podia deixar de ser diferente, o carismático rapaz também tinha se tornado a maior sensação entre eles. Seu sonho era gravar um disco de sucesso, afinal desejava ficar muito famoso e consequentemente entrar para a história do rock "n" roll.

        A meninada adorava vê-lo em cima do palco cantando e dançando. Ao dançar, aquele mais novo candidato ao posto de rock star, usava seu velho artifício sedutor que lançava mão quando ia para as baladas se divertir, o seu rebolado sensualismo que fazia com que ninguém na plateia conseguisse tirar os olhos dele.
     
        Como os shows de Elvis e sua banda com o passar do tempo começou a atrair um público cada vez maior, a atenção de importantes empresários da indústria fonográfica também foi atraída para esse mais novo fenômeno musical que aos poucos ia surgindo. Um desses empresários fez a Elvis uma proposta de assinar um contrato com sua gravadora para gravar um disco, mas com uma condição, desde que ele seguisse sozinho dali por diante. Na opinião de tal empresário a banda em si não estava no mesmo nível artístico de Elvis para poder acompanhá-lo, sendo deste modo aconselhável que vocalista e conjunto musical se separassem definitivamente. Apesar do incomodo que houve entre a banda e Elvis pela proposta que lhe foi feita, todos no final das contas acabaram concordando que aquele era o melhor caminho a seguir. Elvis tornava-se a partir daquele acerto o mais novo artista solo do cenário musical.
     
        Em algumas poucas semanas um produtor musical indicado pelo dono da gravadora que havia contratado Elvis e o aconselhado a abraçar carreira musical solo, reuniu em torno do jovem rapaz sua nova banda, um grupo de jovens músicos de um nível profissional bem mais superior àqueles que anteriormente o acompanhavam. Após a gravação que foi conduzida por esse mesmo produtor musical e o lançamento do seu álbum de estreia, o sucesso de Elvis foi estrondoso, suas canções em poucos meses alcançaram o topo das paradas de sucesso de todo país. A mídia televisiva, impressa e radiada não paravam de falar do mais novo fenômeno musical que em um curto espaço de tempo, havia conquistado o coração da juventude de forma extraordinária.
     
         Com o sucesso do seu disco e com a consequente e notável repercussão na mídia, os empresários de Elvis tiveram que marcar uma série de shows para que ele se apresentasse ao vivo por todo o país. Desta forma, metade da vida do jovem músico era passada dentro de um hotel e a outra metade no interior de um avião ou ônibus. As multidões de fãs compostas na maioria por adolescentes seguiam a Elvis que começava a ser chamado por eles de rei do rock "n" roll. Contudo, Priscila dificilmente conseguia estar com Elvis por causa desses compromissos do cantor. Eles ficavam até três, quatro meses sem se ver. E essa distância estava ferindo o coração apaixonado da jovem menina, ela sempre desejou o melhor para seu amado, com isso,havia se alegrado com o sucesso repentino dele, agora o que Priscila nunca houvera imaginado era que justamente a carreira musical turbulenta e movimentada de Elvis poderia separá-los.
    
          Por sua vez, Elvis com o passar dos dias, mesmo com toda a fama e dinheiro que tinha lhe advindo, sentia-se também triste por aquela imensa distância que tinha se criado entre ele e sua Priscila. Por causa de sua longa turnê pelas cidades ele não conseguia dispor de um tempo maior para poder se dedicar a garota que tanto amava. Já há algum tempo ele tinha chegado à conclusão que nunca amara alguém como amava a sua bela Priscila. A situação entre o casal ficou tão complicada que Priscila já não respondia as cartas de Elvis, nem os seus telefonemas ela atendia mais. A magoa em seu coração por se sentir trocada pela outra paixão do seu amado,isto é,o rock "n" roll,era muito grande. Estava tudo terminado entre eles.
    
         O rock "n" roll e o seu mundo já não exerciam o mesmo fascínio em Elvis como acontecia no passado. A perda de Priscila somada àquela vida vazia que levava, estava matando-o aos poucos. A amizade de amigos bajuladores que só tinham interesse não em quem Elvis significava como homem e ser humano para eles, mas no que poderia lhes oferecer materialmente, assim como noitadas e farras históricas com prostitutas de luxo e outras mulheres sem relevância em sua vida e o próprio circo montado do show business.
    
         A obrigatoriedade de dar entrevistas a jornais, rádios, revistas e TVs, comparecer em outros compromissos exigidos em sua profissão de artista do entretenimento, tudo isso, estava enchendo-o, cansando-o esmagadoramente a tal ponto de Elvis sentir saudades da época em que era um garoto anônimo, que apesar de não ter dinheiro e o estrelato naquele tempo como agora tinha, ao menos era mais feliz com uma vida autêntica, uma vida de simplicidade e de pessoas sinceras que o amavam de verdade, sem esquecer-se do mais importante, ele era objeto do amor apaixonado de sua saudosa Priscila. O rock naquele momento em sua existência deprimente assemelhava-se a um machado de fio cortante que pendia sob a sua cabeça. Alguma coisa precisava acontecer urgentemente para mudar toda aquela funesta situação. 

Continua...

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

Revisão ortográfica e leitura critica realizada por Edna Lopes.

Leia Edna Lopes colando e acessando este link em teu navegador:
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=24584

“Elvis é o meu homem”.
(Janis Joplin.).

“Houve vários concorrentes, mas só um rei -( Elvis Presley).

(Bruce Springsteen.)

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