quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Seiva láctea

          Derramo meu gozo em borbotões em teu corpo de gazela-delirante.  Dou-te meu leite branco, quente, urrando loucuras, lambuzando a tua pele com meus múltiplos orgasmos.

          Do meu sexo em riste, ousado, brota como cachoeira minhas águas brancas, estas que te lavam, te deixam ainda mais alva, te fazem sentir louca, realizada, contente por ser nutrida por elas, deste modo, te sentes minha fêmea, tão somente minha mulher.

          Usando de tua deliciante felação em mim, me sugas com demasiada loucura, não te segurando, enquanto fazes isto, nos pequenos intervalos destas tuas mamadas, me dizes obscenidades escarlates, destas que brotam como fogo do vulcão da tua boca. E eu o que posso fazer, a não ser gemer, urrar e gritar de imenso prazer?

          Ah, querida, abençoada e maldita gazela de meu coração apaixonado, exulto de alegria quando de manhã me acordas, fazendo-me sentir o calor excitante de tua boca vermelha, molhada e dona de uma quentura enlouquecedora, sim, sinto-a em minha intimidade, despertando aos poucos o homem viril que existe em meu interior.  Com destreza realizas aquilo que somente tu sabes fazer tão bem, então, fazendo-me chegar ao clímax absoluto, conduzi-me a derramar dentro da tua garganta pela milésima vez; meus fluídos lácteos que matam a tua fome libertinamente devassa.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

A foto que ilustra o texto publicado acima é da autoria do fotógrafo alemão nascido em Frankfurt; Simon Bolz. 

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