Google Translate

Anjo-Mulher

quinta-feira, 9 de abril de 2015.
        Tu és meu anjo de asas de fogo, aquela que vem me resgatar do abismo ameaçador, este, dono de uma boca plena de voracidade.  Me pegas em teus braços angélicos e alça voo comigo, conduzindo-me aos céus das tuas certezas. Livrando-me da agonia de receber o beijo fúnebre da morte.

     Anjo-mulher que tem o seio cheio de canções de amor, aquelas capazes de embalar docemente o meu coração. Ah, quanto te ouço, o céu cinza se transforma em um firmamento azul, tendo nele o sol outonal a embelezá-lo.

     E quando debruças a tua boca seráfica sobre a minha, com a intenção de oscular-me com extrema paixão, me desmancho em tuas mãos, liquefazendo-me em mil emoções simplesmente vibrantes.  Qual outro mortal além de mim foi algum dia beijado desta maneira?

     Minha felicidade é grande porque tenho o teu seio rubro para encostar a minha cabeça, descansando-a em dias de batalhas sangrentas.  Como é bom sentir em minha pele, que as tuas delicadas mãos, sempre possuem os unguentos necessários para curar as minhas feridas, feitas no front de guerra do existir humano.

     Teu sentimento romântico é a minha única luz iluminante em meio às densas trevas, que me cobrem dentro deste sombrio mundo de onde sou morador. Sei que um dia, oh, meu anjo de asas feitas de penas d’água, tu me levarás para morar contigo, em teu planeta divinal que é cravejado com as joias da perfeita felicidade.

     Obrigado querida, porque nos momentos mais difíceis desta minha caminhada neste plano terreno onde existo, tu e somente tu, me ensinastes a andar sobre as águas revoltas e escuras.  Explicaste-me a como planar acima da dor cruel e injusta, que me foi imposta pela vontade daqueles que me odiavam.

     Anjo de asas feitas de penas da terra; tu és a minha eterna companheira, com certeza o nosso amor indestrutível, será o maior legado que deixaremos aqueles que se fizerem frutos do exercício dele.

     Cultivemos o solo que humildemente pisamos, com as nossas lágrimas e o nossos suores, ambos provenientes das nossas labutas sagradas e intermináveis. E colheremos com alegria e paz de espírito, o pão abençoado de todos os dias.

     Venha anjo de asas feitas de penas do ar, descansar comigo sob uma rede, esta que por sua vez, está dependurada sob os fortes galhos da árvore de Gaia, a árvore milenar e sacra da vida. Descansemos juntos embalados assim pelo canto da Grande Mãe, com a intenção de nos lembrar de como a terra e os seus seres eram felizes, quando outrora, viviam debaixo da proteção de sua matriarcalidade divina.

-ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS     

Comentários:

TEXTOS E CRÔNICAS DO ANJO DAS LETRAS. © Copyright 2007 - 2017 | Design By Gothic Darkness | Editado por Lizza Bathory