sábado, 6 de junho de 2015

Amor devoto

         Ergue-te como fêmea-deusa em meio às águas da tua beleza venerável, eis que te busco com toda a sinceridade do meu coração, derramo-me diante de ti, faço-me oferenda de amor ante o altar dos teus pés.

         Dá-me as tuas delícias uterinas, fazendo com que eu as experimente no toque do teu corpo nu sob o meu.  Cubra-me com as joias dos teus carinhos femininos e com isto, dá-me a graça de atingir o êxtase perfeito do amor sensual.

         Reveste-me com o manto macio da tua pele quente, seduza-me com o passeio da tua boca felina por cada centímetro de minha cútis.  E deste modo, apresente-me a casa de ouro do prazer extasiante.

         Longe de tua presença sagrada, oh, mulher, eu sou tragado pelas serpentes da mentira, sob a sombra amarga da tua ausência, sinto-me cercado pelos lobos do desespero sem fim.

         Dentro do amor verdadeiro não há quimeras, pois, na essência dele não há lugar para as aves das ilusões enganadoras.  Por isto, sinto-me fortalecido pelo que sentes por mim, oh, fêmea adorável da minha alma.

         Sendo tocado pelas tuas mãos, sinto-me como um deus, tal qual Osíris em relação a sua amada Ísis ou Eros, com a sua adorável Psique.

         Meus olhos se espantam plenos de admiração e embevecimento quando estes te veem em cima do teu garboso cavalo mustang, atravessando com ele as águas do rio Nilo, ambos banhados pela luz prata da lua, numa visão capaz de apaixonar loucamente até os corações dos anjos mais devotos do céu.

 -ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS

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